15 de junho de 2011

De patins, empresário vai encarar 741km que separam o DF de Belo Horizonte

Consciência ambiental: Guto levará 14 mudas de árvores do Cerrado para plantar no caminho.


Brasília tem 51 anos e quase 1,25 milhão de veículos em circulação. A frota não para de aumentar. Para não fazer parte dessa estatística e engrossar ainda mais o trânsito da capital federal, Augusto Ziller, 35 anos, encontrou um jeito divertido de se locomover e, de quebra, contribuir para a luta contra as mudanças climáticas. Em vez de pegar o carro, ele tira do armário um par de patins. E, neste ano, vai percorrer mais do que os cerca de 25 quilômetros diários. Ele está fazendo uma viagem até Belo Horizonte (MG) em cima de oito rodinhas. Ele saiu do DF na segunda feira, 13 de junho, e chegará à capital mineira oito dias depois, onde será recepcionado por jogadores do Atlético Mineiro, clube do qual é torcedor.


Guto, como é conhecido, não quer fazer o trajeto até Belo Horizonte sem deixar uma marca. Ele levará 14 mudas de árvores frutíferas e típicas do Cerrado para plantar ao longo do caminho. A cada 50 quilômetros percorridos, ele vai parar para descansar, abastecer a mochila de água e mantimentos e deixar uma contribuição para o planeta. “Não é só um sonho que realizo, tem esse trabalho de consciência ambiental também”, explicou. O empresário vai registrar toda a viagem para depois transformá-la em livro. “Sei que é perigoso, mas tenho que fazer isso enquanto tenho saúde. Quero ter histórias para contar”, disse.


A ideia de viajar até Minas Gerais, onde mora a família dele, surgiu por acaso, como um desafio pessoal. “Queria fazer um lance diferente com o que mais gosto de fazer, que é patinar”, disse o empresário. Há sete anos, começou a elaborar um plano e a traçar metas para realizar o sonho. Desenvolveu projetos, estudou a rodovia para saber se conseguiria concluir o percurso e se preparou física e psicologicamente. Assim surgiu o projeto Brasília-Belo Horizonte por um mundo melhor. “Teve gente que disse para eu não fazer isso, que não seria possível. Mas para mim uma coisa só é impossível até que alguém faça”, disse.


Preparação

Há um ano, o empresário intensificou a rotina de treinos e melhorou a alimentação. Para se preparar para o grande feito, ele participou de uma competição em março, quando percorreu cerca de 200 quilômetros de uma só vez com os patins. Mas a ideia é vencer aproximadamente 100 quilômetros por dia na estrada (veja arte). “Treinava todos os dias à noite, saía de casa às 22h e só voltava depois das 3h. Tentei percorrer a mesma distância para simular a viagem”, contou. Agora, é só descansar e esperar pelo tão sonhado dia. “Confesso que estou muito ansioso, os dias têm demorado bastante para passar.”


Nesse período de preparação, Guto recebe acompanhamento de um nutricionista e de um fisiologista. Ele também não percorrerá o trajeto sozinho. Um amigo vai acompanhá-lo de carro para dar suporte e incentivo, caso falte algo ao empresário durante os nove dias na estrada. Na mochila, ele carregará dois litros de água, um litro de bebida isotônica, banana passa e óleo de coco. Todos esses produtos serão repostos a cada parada.


O interesse para os patins começou quando uma namorada de Guto ganhou um par do acessório, em 1994. Como não queria ficar para trás, tratou de comprar um. “Meu irmão também tinha e rolava uma competição saudável entre a gente. Tudo o que ele fazia eu tinha que fazer melhor”, admitiu. Em três meses, ele aprendeu a andar e saltava alguns obstáculos, como rampas e carros. Seis meses depois, ficou em terceiro lugar no campeonato brasiliense e, em um ano, ganhou o título de campeão brasileiro. Foi vice-campeão brasileiro de street, uma das modalidades, e, depois, campeão de velocidade. Mas decidiu parar de competir.


Patins como meio de transporte

Quando passou no vestibular para educação física na Universidade Católica de Brasília (UCB), Guto se deparou com um dilema. Não tinha dinheiro para pegar ônibus ou colocar gasolina no carro e, então, decidiu fazer o trajeto de patins — pouco mais de 40 quilômetros. Até hoje, o equipamento é o principal meio de transporte dele. Todos os dias, ele vai até o Shopping Iguatemi, no Lago Norte, onde mantém uma loja. “Nós temos dois carros, mas só uso o meu quando preciso levar os filhos na escola ou quando tenho que fazer uma compra grande no supermercado”, explicou.

Por volta das 10h30, Guto coloca os patins e se aventura pelas ruas de Brasília diariamente. Ele sai da 402 Norte, onde mora, e segue pelo Eixão Norte. Leva cerca de 20 minutos para chegar ao destino, quase o mesmo tempo de um carro. Mas com a vantagem de fugir dos engarrafamentos e praticar uma atividade física regularmente. Para ele, é mais perigoso andar pela cidade do que na estrada. “Aqui, as pessoas estão muito estressadas e não se respeitam”, avaliou.

Essa não será a primeira vez que o empresário pegará a estrada com patins e mochila nas costas. Em 2000, o empresário foi até Goiânia (GO). A mãe só ficou sabendo da aventura dois anos depois. Ela não aprova as maluquices do filho. Já a mulher teve de concordar e hoje incentiva o marido. Guto viajou para Anápolis (GO), Cristalina (GO), além de outras cidades próximas ao Distrito Federal, sempre sobre as oito rodinhas. Depois de Minas, o empresário não pretende parar com as empreitadas. Após nascimento do segundo filho, mais viagens aparecerão.

Thaís Paranhos


14 de junho de 2011

Protesto em SP pela morte de ciclista atropelado



Um alto executivo, que costumava enfrentar de bicicleta o temido trânsito de São Paulo, foi atropelado e morto na manhã desta segunda feira numa das principais avenidas da cidade.

A tragédia provocou protestos no lugar do acidente, e reforçou pedidos de mais espaço e respeito aos ciclistas.

‘Devagar’ pintaram os manifestantes. Afinal, foi a curva acentuada, porta de entrada para uma via expressa -- onde existe uma ciclovia, que o executivo Antônio Bertolucci foi atropelado por um ônibus na manhã desta segunda-feira (13).

"Era uma pessoa que respeitava os carros, os pedestres, mas não foi respeitado e deu no que deu", fala a nora da vítima, Flávia Bettolucci.

Bertolucci era presidente do conselho de administração da fabricante de chuveiros Lorenzetti.

Minutos antes do acidente, como era rotina, fez uma parada na oficina de bicicletas. “Tudo, tudo, farol na bicicleta, capacete, break light, andava com tudo", conta o dono da loja de bicicleta, Edson Soares de Souza.

Edson cuidava das 15 bicicletas de Bertolucci e recebeu a missão de encontrar um destino para última em que ele andou. "Vou deixar guardado, não vou jogar fora, pelo menos de recordação porque eu gostava muito dele”, fala Edson.

O acidente que provocou a morte do executivo Antônio Bertolucci é o resultado de um conflito não só de São Paulo, mas de muitas grandes cidades brasileiras. De um lado, motoristas apressados e, frequentemente, impacientes. Do outro, ciclistas que adotaram a bicicleta justamente por que gostariam de ver a cidade mais tranquila.

Até na hora do protesto, os roncos, as buzinas, a irritação sobre quatro rodas. No ano passado, 49 ciclistas morreram em acidentes na cidade de São Paulo. Os ciclistas respondem com protestos. O último foi em março, num ato de solidariedade às vítimas de um motorista enfurecido que avançou sobre manifestantes em Porto Alegre.

Agora, depois da morte do executivo apaixonado pelas duas rodas, a impressão de que ninguém respeita os ciclistas ficou ainda maior.

O motorista do ônibus que atropelou Antônio Bertolucci disse à polícia que não viu o executivo. Em nota, a Silvetur, empresa dona do ônibus, disse que lamenta o acidente e que está apurando o que aconteceu.

13 de junho de 2011

Dos 3 mil veículos em circulação no DF, 45% estão acima da idade máxima permitida


Controlando o transporte público da capital e ignorando a fiscalização e a legislação, os empresários do setor punem de todas as formas seu 1,2 milhão de clientes. Além de cobrarem a mais cara tarifa do país, submetem os passageiros a viagens em veículos velhos e inseguros. Dos quase 3 mil ônibus da frota, 45% têm mais de sete anos de uso, a idade limite permitida em lei. Muitos desses 1,3 mil coletivos continuam a rodar nas vias mesmo com 12 anos de fabricação. Os dados são do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), autarquia que deveria organizar e fiscalizar o sistema de transporte.


Os empresários cometem tais abusos graças ao poder conquistado ao longo dos últimos 10 anos, devido à omissão do Estado e à camaradagem dos deputados distritais. Conforme vem mostrando o Correio desde sexta-feira, os permissionários inverteram a lógica e hoje controlam todas as informações do serviço que deveria ser gerenciado pelo governo. Os donos das empresas conquistaram até a emissão do vale-transporte e do passe estudantil. Dessa forma, monopolizam dados essenciais às discussões sobre aumento de salário dos rodoviários e de tarifas, como ocorre neste momento, com as paralisações parciais ocorridas desde segunda-feira.


O poder está concentrado em três conglomerados. Dez das 14 empresas que operam no DF pertencem aos grupos Planeta, Viplan e Amaral. As três têm dois terços dos 2.975 ônibus e das 980 linhas. O trio também controla o sistema de bilhetagem eletrônica, mais conhecido como Fácil — o atual governo anunciou que iria assumir a emissão dos vales, mas até agora a medida não saiu do papel. Apesar de prestar um serviço precário, as empresas querem subir as passagens de R$ 3 para R$ 4,90, reajuste negado pelo GDF.


Nas raras vezes em que têm os ônibus velhos parados e notificados, os empresários ignoram a punição. E se mantêm à frente do mercado por falta de cobrança. De 2003 a 2010, os permissionários deixaram de pagar R$ 29 milhões em multas, conforme mostrou ontem o Correio. O DFTrans admite a falta de controle do serviço. Em função do seu desmantelamento, técnicos não conseguem obter informações como os valores devidos por cada empresa e se ela está ou não incluída na dívida ativa devido ao calote.


Insatisfação

Além de velhos, os veículos que circulam pelas vias do DF estão sucateados. Ontem, a reportagem encontrou ônibus com pneus carecas ou recapados, cadeiras sujas e rasgadas, encostos de braço destruídos, painéis enferrujados e extintores jogados atrás do banco dos motoristas. Essa realidade incomoda e põe em risco os usuários do sistema de transporte público. A estudante Leilane Andreza da Silva, 16 anos, faz coro aos milhões de brasilienses descontentes com o estado de conservação dos ônibus. A moradora de Planaltina avalia que a falta de manutenção deixou que os veículos chegassem ao atual estado. “As cadeiras estão quebradas, os braços estão estragados e os estofados estão rasgados. O preço que pagamos pelo serviço não justifica essa realidade. O governo precisa tomar providências”, cobrou.


Quem também está descontente com o estado dos ônibus é a vendedora Claudia Rocha, 21 anos. Moradora de Samambaia, ela reclamou da sujeira que encontra diariamente nos veículos. “Pago caro e não tenho um retorno. O estado de conservação dos ônibus é um terror. Está tudo quebrado e imundo. O governo precisa acabar com essa situação de descaso.” Um dos veículos flagrados ontem pela reportagem foi fabricado em 1997 e está prestes a completar 14 anos de uso.


Além de operar com veículos velhos, as empresas chegam ao ponto de praticar pirataria. No ano passado, 988 ônibus foram lacrados e multados por estarem rodando em linhas inventadas ou que pertenciam a outra empresa. A Viplan foi a campeã de fraudes, tendo rodado em pelo menos 15 linhas criadas por conta própria. O golpe ocorre desde 2007, quando o GDF anunciou uma renovação no sistema. A própria Polícia Civil acusa os gestores públicos de inchar o sistema com 975 ônibus sem licitação.


Fonte: Correio Braziliense


10 de junho de 2011

15 dicas para um consumo mais sustentável


  1. Questione e avalie os seus hábitos de consumo antes de decidir pela compra de qualquer produto eprocure consumir apenas o necessário.
  2. Informe-se sobre a origem e o destino de tudo que você consome. Optar por produtos feitos com métodos sustentáveis ajuda a cadeia produtiva a ser mais responsável e minimiza os impactos no meio ambiente.
  3. Antes de comprar um novo equipamento, verifique a etiqueta e escolha aquele que consome menos energia.
  4. Evite luzes ou equipamentos ligados quando não for necessário. Os aparelho em stand-by continuam consumindo energia.
  5. Cobre das empresas de eletroeletrônicos uma política de coleta, reciclagem e fabricação de produtos com baixo consumo de energia.
  6. Reduza o tempo do banho. Você poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. E não deixe de revisar suas torneiras! Uma torneira pingando a cada 5 segundos representa, em um dia, 20 litros de água desperdiçada.
  7. Solicite produtos orgânicos com certificação de origem de qualidade de gestão ambiental aos supermercados e fornecedores de materiais de limpeza.
  8. Substitua a lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Elas geram a mesma luminosidade, duram mais e poupam 80% de energia.
  9. Ligue a máquina de lavar roupa apenas com a carga cheia. Você poupa água, energia, sabão e tempo.
  10. Utilize sacolas de pano ou caixas de papelão em vez de recorrer às sacolinhas plásticas.
  11. Ao comprar móveis, prefira madeira certificada. Assim você evita o desmatamento da Amazônia ou do Cerrado.
  12. Sempre que possível, reutilize produtos e embalagens.
 Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar. E, mesmo que não seja feita a coleta seletiva em seu bairro, separe o lixo reutilizável do orgânico e encaminhe para a reciclagem. Reciclar é uma maneira de contribuir para a economia dos recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.
  13. Diminua o uso de produtos de higiene e limpeza. Assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto.
  14. Incentive a carona solidária e organize caronas com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
  15. Faça as contas: ir a pé, usar bicicleta, transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que comprar um automóvel. Mas, se a compra de um carro for inevitável, consulte a Nota Verde do Proconve no site www.ibama.gov.br e a etiqueta de eficiência energética para escolher o modelo menos poluente. E não esqueça de manter em dia a manutenção do seu veículo. Faça inspeção veicular, não retire o catalisador, devolva a bateria e os pneus usados ao revendedor na hora da troca. Os pontos de venda são obrigados a aceitar e reciclar esses produtos.
Fonte: O Eco

9 de junho de 2011

Atividades econômicas em UCs brasileiras podem gerar R$ 5 bilhões por ano

Se exploradas economicamente de forma adequada, as unidades de conservação (UCs) brasileiras - principais instrumentos de proteção da biodiversidade no País - têm potencial de gerar, numa estimativa conservadora, de R$ 5 a 10 bilhões por ano, a partir de 2016. Esta cifra é oriunda apenas de uma parte de serviços ecossistêmicos que podem ser prestados por estas áreas protegidas, e não abrange o valor monetário da emissão evitada de 2,8 bilhões de toneladas de carbono com a criação das UCs, cujo valor monetário é avaliado em R$ 96 bilhões.

A conclusão é do estudo Contribuição das Unidades de Conservação para a Economia Nacional, lançado nesta terça-feira (07/6), na sede do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) em Brasília, e promovido pelo MMA, Pnuma e Ipea, com apoio da Embaixada Britânica e da Cooperação Técnica Alemã (GIZ).

Os levantamentos realizados indicam que, com os investimentos adequados, o potencial de gerar contribuição econômica local e regional nas regiões de UCs pode chegar, por exemplo, de R$ 1,2 a 2,2 bilhões por ano, considerando-se apenas a produção de maneira em tora nativa nas florestas nacionais e estaduais da Amazônia, que pode ser alcançada em áreas manejadas segundo o modelo de concessão do Serviço Florestal Brasileiro.

No estudo, foram contemplados apenas cinco dos diversos serviços ecossistêmicos prestados pelas UCs: produtos florestais, produtos não madeireiros, turismo em unidades de conservação, armazenamento de carbono, água e repartição de receitas tributárias.

Segundo Rodrigo Medeiros, um dos autores da publicação, a intenção do projeto é demonstrar como os investimentos já feitos e os que ainda devem ser aplicados podem contribuir para o desenvolvimento e inclusão social de parte significativa da sociedade brasileira.

"A grande mensagem que queremos passar é que existem muitas oportunidades de negócios e geração de renda. Pode parecer um desafio, pois, a princípio, todos vão pensar na origem dos recursos para novos investimentos. Mas apenas em uma categoria de atividade, como, por exemplo, a extração de madeira em tora na Amazônia, já conseguiríamos os recursos necessários para se investir no sistema de UCs, fomentando o potencial de geração de renda nas áreas protegidas", afirma Medeiros.

Ele explica que, atualmente, o orçamento destinado para a manutenção dessas áreas protegidas é de R$ 300 milhões, mas o estudo chegou à conclusão de que seriam necessários investimentos de pelo menos R$ 1 bilhão para alavancar o potencial econômico das UCs.

"Se houver investimentos de maneira adequada, os ganhos podem ser tão significativos e importantes quanto de qualquer outro setor produtivo relevante do País", afirma Carlos Eduardo Young, o outro autor do estudo.

Em relação a atividades não madeireiras, como a exploração da borracha, considerando-se a produção de apenas 11 reservas extrativistas, cuja população estimada está em torno de 22 mil indivíduos, existe um potencial de geração de renda de R$ 16 a 17 milhões por ano, com uma produção de cerca de 3,7 mil toneladas. A renda média anual por coletor seria de R$ 1.886, apenas com esta atividade complementar nestas 11 áreas.

Já a castanha coletada em apenas 17 reservas extrativistas federais, em uma área de 6,6 milhões de hectares, pode gerar quase R$ 40 milhões por ano, ocasionando uma renda média de R$ 4.100 por coletor anualmente. 
Além disso, o impacto econômico de atividades turísticas em parques e florestas nacionais, considerando-se a estimativa de fluxo de turistas projetadas para o País (cerca de 13,7 milhões de pessoas) até 2016, pode gerar entre R$ 1,6 e 1,8 bilhão por ano.

A criação e manutenção de UCs também evita o desmatamento e ajuda e mitigar os gases de efeito estufa. Apenas o valor do estoque de emissões evitadas pelas UCs está avaliado em pelo menos 
R$ 96 bilhões.

No que se refere à água, 80% da geração hidrelétrica do Brasil vem de fontes geradoras que têm pelo menos um curso d´água, como riachos, rios e córregos, oriundo de UCs, e 9% da água para consumo humano é captada diretamente nessas áreas. Outro dado relevante apontado é que 4% da água para agricultura e irrigação é captada dentro ou a jusante de alguma UC.

O estudo revela ainda que, em 2009, a receita real de ICMS ecológico repassada aos municípios pela existência de UCs em seus territórios foi de R$ 402,7 milhões, e que a receita potencial de 12 estados que ainda não têm legislação ecológica seria de outros R$ 14,9 milhões.

De acordo com o secretário de Biodiversidade e Florestas, Bráulio Dias, a publicação é fundamental porque apresenta indicadores econômicos que vão contribuir para o debate da manutenção da biodiversidade associada ao desenvolvimento do País. "Não se trata de reduzir o valor dos recursos naturais a números, mas de retomar o aspecto econômico no debate da conservação e comprovar que é possível ter lucro com atividades sustentáveis. Floresta não é problema, e sim solução, também do ponto de vista econômico", afirma.

Carine Corrêa

7 de junho de 2011

Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos

A faxina pode até ser chata e desgastante, mas casa limpinha é uma maravilha. E se você pensa que para isso precisa daqueles produtos industrializados cheios de substâncias tóxicas está enganado. Além de não serem prejudiciais à saúde, as versões caseiras funcionam tão bem quanto as do supermercado, são bem mais baratas e não agridem o meio ambiente.


Seguem algumas receitas para você fazer sabão, amaciante, desinfetante e outros produtos em casa e tornar o seu ritual de limpeza mais sustentável.


Sabão caseiro em barra

Existem várias maneiras de preparar sabão caseiro. Para essa receita, você vai precisar de ½ litro de soda cáustica líquida, 2 litros de óleo ou gordura, 250ml de álcool e 1½ litro de água. Ferva a água e a coloque em um balde com todos os outros ingredientes. Com um cabo de vassoura ou com uma colher de pau, misture bem por mais ou menos 40 minutos. Quando a massa ficar consistente e com uma corzinha creme, forre uma caixa de madeira com um pano, deposite a mistura sobre ele e deixe secar em um local arejado. A pasta pode demorar um pouquinho para endurecer, mas isso é normal. Depois de seco, retire o sabão da caixa puxando pelo pano e corte como desejar.

Mas fique atento: A soda deve ser manuseada com muito cuidado! Não se esqueça de usar luvas de borracha para evitar que ela entre em contato com a pele e cause queimaduras.


Detergente para louças

Ferva, em fogo baixo, duas xícaras de água e 1 xícara de sabão de coco ralado. Mexa até dissolver. Tire do fogo, acrescente mais seis xícaras de água, duas colheres de bicarbonato de sódio, suco de dois limões e misture bem. Depois é só aplicar na louça e esfregar.


Amaciante

Fazer amaciante caseiro é mais fácil do que você imagina. Basta misturar 1 sabonete de glicerina ralado com 2 xícaras de água e levar ao fogo. Deixe ferver até o sabonete dissolver. Depois, acrescente mais 6 xícaras de água, 2 colheres de glicerina liquida e 1 colher de leite de rosas. Misture bem e engarrafe.


Para passar roupas

Uma solução feita com uma colher de sopa de polvilho dissolvida em 1 litro de água facilita a tarefa e ainda não polui o ar.


Desinfetante para banheiro

Separe algumas folhas de eucalipto e deixe de molho em 1 litro de álcool (de preferência 70º) por 2 dias. Depois, ferva 1 litro de água com um sabão caseiro ralado até que ele seja dissolvido. Então, basta adicionar essa mistura à essência de eucalipto e engarrafar.

E para deixar a sua casa com um cheirinho agradável, invista em plantas. Você sabia que, além de perfumar, algumas espécies melhoram o ar do ambiente? A azaleia e o antúrio, por exemplo, combatem poluentes como amoníaco e são indicados para cozinhas e banheiros. Já o lírio e a flor-do-natal são recomendados para cômodos pouco ventilados, pois funcionam como filtros de ar.


Fonte: O Eco


3 de junho de 2011

SEMANA DO MEIO AMBIENTE: Atividades do Grupo de Caminhada no Jardim Botânico de Brasília- Domingo- 05/06

Amigos Caminhantes,

Vamos transformar as atividades desse dia num momento de confraternização dos membros do Grupo de Caminhada.


Vocês, que em algum momento participaram de qualquer atividade do Grupo, sintam-se especialmente convidados para estar conosco na Caminhada, no bate-papo e na Exposição de Fotos sobre o Grupo. Vejam os detalhes abaixo!


ATIVIDADES DO GRUPO DE CAMINHADA


9h - CAMINHADA PELA TRILHA DO CERRADO + CAMINHADA FOTOGRÁFICA


A - CAMINHADA PELA TRILHA DO CERRADO


Descrição: Vamos percorrer as trilhas do JBB para apreciar a fauna e a flora locais e passar pelas instalações: Alameda dos Ipês, Jardim Sensorial, Jardim dos Cheiros, Horto Medicinal, Orquidário, Lago, Casa de Chá, Mirante (ponto mais alto do local) e Jardim Evolutivo.

Teremos amigos das áreas de saúde, educação física e meio ambiente para compartilhar informações e orientações com aqueles que acompanharem a caminhada.


Data: 05/06; Horário: 9h

Distância: 5km; Duração: 3h

Ponto de Encontro: Centro de Visitantes, no Bosque de Pinheiros.


B - 2ª CAMINHADA FOTOGRÁFICA


Simultaneamente faremos a 2ª Caminhada Fotografica do Grupo. Os Colegas fotógrafos do grupo sairão do mesmo local, mas sem rota definida para registrar o "Olhar" de cada um sobre o JBB. Nos próximos dias vamos divulgar a orientação dessa atividade.


13h - BATE PAPO - O MUNDO DAS TRILHAS - CAMINHADAS, DESCOBERTAS E PRESERVAÇÃO


Descrição: Bate-papo sobre o tema: "O Mundo das trilhas: caminhadas, descobertas e preservação", a ser realizado logo após a caminhada. O objetivo é familiarizar os presentes sobre o que é um grupo de caminhada, que tipo de atividades são realizadas, quem são as pessoas que se dipõem a fazer esse tipo de atividade e que estados de espírito as movem a de repente entrarem pra o mundo das trilhas, que surpresas se encontram, que desafios há pra enfrentar, que relação é essa estabelecida entre caminhantes e meio-ambiente.


O bate-papo será com Helenize e Andréa, duas

experientes

companheiras do Grupo.

Data: 05/06; Horário: 13h

Local: Ao lado do Centro de Visitantes


14h - ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DE FOTOS SOBRE O GRUPO


Descrição: Painel fotográfico com as melhores imagens do Grupo, de todos os tempos, pessoas e lugares, além de um breve relato das caminhadas realizadas. A ideia é retratar, por meio das fotos e de alguns textos curtos, o espirito do Grupo e a relação de seus integrantes com o Meio

Período: 04 a 10/06

Local: Sala de exposições do Centro de Visitantes

Nº de Fotos: 50 FOTOS GRANDES ( 30x45cm ou 24x30cm)

Contato: joaocarlos.machado@gmail.com


2 de junho de 2011

Prefeito ciclista vai a SP para encontro de sustentabilidade


No comando da administração de Copenhague, Frank Jensen usa a bicicleta todos os dias para ir ao trabalho.

Prefeito da capital dinamarquesa defende uso maciço da bicicleta para cortar emissões de carbono em sua cidade.




EDUARDO GERAQUE


DE SÃO PAULO


Copenhague quer ser a primeira cidade sustentável do mundo. A capital da Dinamarca, com cerca de 2 milhões de habitantes em sua região metropolitana, almeja chegar ao objetivo até 2025.
A receita para isso envolve o uso maciço da bicicleta, gestão adequada de resíduos e investimento em energias alternativas, como a eólica ou a gerada pela queima do lixo.
Parte dessas iniciativas serão apresentadas nesta semana, em São Paulo, por Frank Jensen, 50, prefeito social-democrata da cidade.
São Paulo- por ser considerada um cidade que "trabalha para ser sustentável", segundo Gilberto Kassab- será sede do C 40 Summit.
O evento, que deveria reunir os 40 prefeitos das maiores cidades do mundo para discutir o que estão fazendo para preservar o meio ambiente, tem, até agora, apenas 17 políticos confirmados.
Leia a seguir trechos da entrevista com Frank Jensen.


Que iniciativa é mais importante para que Copenhague se torne neutra em emissão de carbono?
Frank Jensen A produção de energia é a mais fácil de ser controlada pelo município. Nós investimos em energia eólica. Da biomassa e do lixo nós produzimos calor e energia elétrica. Fazemos esforços para utilizar toda forma de energia de maneira mais eficiente. E também pensamos em meios para que os habitantes poupem energia, seja usando bicicleta ou reciclando lixo.




Quantas pessoas usam a bicicleta no dia a dia?
Eu vou trabalhar de bicicleta. Mais da metade dos moradores usam suas bicicletas todos os dias. E 80% dele continuam usando durante o inverno. Fazemos várias iniciativas para fomentar essa cultura. No inverno, retiramos a neve das ciclovias antes de limparmos as ruas.




E o carro?
A Dinamarca é um dos países mais caros do mundo para se ter um carro, por causa dos impostos e das taxas. Para frear o aumento nas cidades, melhoramos ainda mais a infraestrutura cicloviária e aumentamos a eficiência do transporte público, construindo mais metrôs e integrando trens e ônibus.



1 de junho de 2011

Semarh e Ibram lançam Semana do Meio Ambiente 2011

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram) e a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), promove a Semana do Meio Ambiente.

Na ocasião, será realizada a 1ª Exposição Oportunidades Ambientais: Sustentabilidade, Emprego e Renda, além de fóruns, apresentações culturais, competições esportivas, entre outras atividades. O evento acontece entre os dias 2 a 5 de junho, às margens do Lago Paranoá, nas imediações da Concha Acústica de Brasília, no Setor de Clubes Esportivos Norte.

O evento visa promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e, além disso, oferecer uma visão diferenciada sobre as questões ambientais. A 1ª Exposição Oportunidades Ambientais apresenta tecnologias e produtos fabricados por meio de práticas sustentáveis, gerando emprego e renda pro Distrito Federal.

1ª Exposição Oportunidades Ambientais: Sustentabilidade, Emprego e Renda

A exposição reunirá 80 estandes distribuídos nas seguintes categorias: energia, habitação, resíduos, transporte, alimentação orgânica e sustentável, saúde ambiental, água, agricultura sustentável (rural e urbana), educação ambiental e turismo.

Os visitantes poderão conhecer artesanatos de material reciclável, biojóias, ecoturismo, vermicompostagem social, biscoitos artesanais, carro elétrico, bicicleta de bambu, artesanato, entre outros. O objetivo da mostra é trazer iniciativas que contribuam para a melhoria da qualidade ambiental, social e econômica com foco na geração de emprego e renda.

Fóruns

Durante a Semana do Meio Ambiente acontecerão cinco fóruns que provocarão a discussão sobre questões ambientais. Para lembrar o Ano Internacional das Florestas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e comemorado em 2011, Claudia Rosa, coordenadora de Integração da Informação Florestal do Serviço Florestal Brasileiro, ministrará a palestra “A floresta e sua importância para a população”. A apresentação abordará a importância das florestas para a vida da população, trazendo o conceito dessas matas, os serviços ambientais desenvolvidos por elas e as formas de preservá-las, entre outros assuntos.

O Fórum das Águas intitulado “Rios Voadores” traz o ambientalista Gérard Moss contando suas descobertas durante o desenvolvimento do projeto de mesmo nome que estuda as correntes de ar que carregam umidade e vapor d’água de uma região à outra, para se transformar em chuva. O ambientalista, junto com sua esposa Margi Moss, desenvolveu uma nova tecnologia em parceria com o Centro de Energia Nuclear (CENA), em Piracicaba, para coletar amostra de massa de umidade a partir de uma aeronave. Essa pesquisa permitiu definir a origem do vapor d’água, das chuvas e dos rios nas regiões banhadas pelos rios voadores e indiretamente mapear o deslocamento das massas de ar que as transportam.

Outra importante questão que será tema de palestra é a Saúde Ambiental. O Doutor Luiz Maranhão, subsecretário de Saúde Ambiental da Semarh, introduzirá os tópicos considerados mais impactantes na saúde da população para serem discutidos em uma mesa redonda. Entre os temas propostos estão à qualidade do ar de Brasília, as conseqüências das queimadas para a saúde.

No Fórum Consumo sustentável e cidadania, Fernanda Daltro, coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, abordará sobre o uso de sacolas plásticas e a separação do lixo.

Além das discussões acima citadas, serão tratados também os temas: ecovilas e permacultura.

Educação ambiental

O evento promoverá oficinas de educação ambiental com o objetivo de introduzir as crianças, de forma lúdica, em questões relativas à preservação do meio ambiente. Na ocasião, os pequenos visitantes poderão participar da Trilha Agrosensitiva, que procura estimular o uso de outros sentidos além da visão, possibilitando uma reflexão sobre a vida no campo, por meio de uma aproximação com os elementos da natureza.

Já o Jogo Educativo Ambiental propicia conhecimento por meio de perguntas sobre o Cerrado, recursos hídricos e o papel do IBRAM no Distrito Federal. Os participantes que acertarem as perguntas receberão mudas de espécies do Cerrado.

O Projeto Fui ao Planetário é uma iniciativa da ESCOLA DA NATUREZA que promove sessões de discussão nas Escolas da Secretária de Educação com o objetivo de associar o estudo da astronomia à educação ambiental. A apresentação, por cerca de 40 minutos, mostra o céu noturno sem a poluição luminosa das grandes cidades. Uma linda simulação de viagem espacial finaliza a sessão.

A Oficina de Reciclagem de Papel, do Ibram, ensinará crianças e adultos a fabricar papel utilizando outros já usados. O Ministério do Meio Ambiente, como apoiador do evento, oferece também no uma grande oficina de reciclagem ministrada por um artista plástico. Durante os dois primeiros dias, crianças da rede pública de ensino e outros visitantes da Exposição realizarão uma grande obra de arte com resíduos sólidos que ficará em exposição durante o final de semana.

Atividades culturais e esportivas

A Semana do Meio Ambiente 2011 contará ainda com diversas apresentações musicais com artistas locais nos dois primeiros dias. Já no sábado e no domingo, a diversão fica por conta da segunda edição da Festa das Águas, realizada pela Caesb.

Os visitantes poderão ainda assistir a exibição de filmes com temáticas ambientais que serão exibidos nas salas de projeção preparadas dentro do pavilhão da exposição. No local, diversas obras cedidas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Meio Ambiente poderão ser apreciadas pelo público.

Para aqueles que gostam de praticar esportes junto à natureza também há diversas opções. Maratona de Canoagem e Stand up, travessia de natação, competições de jet ski e apresentação de wakeboard e wakesurf, paraquedismo e balonismo, torneios de futvôlei, vôlei de praia, skate dentre outras modalidades serão realizadas buscando instruir a população sobre o uso consciente dos recursos naturais.