17 de maio de 2017

Guará Sustentável

Por Adolpho Fuica Kesselring

Olá, amigos! Nesta edição darei destaque às estações ecológicas do Distrito Federal, as chamadas unidades de conservação de proteção integral, como a reserva biológica junto ao Parque Ezechias Heringer. O Distrito Federal é protegido por cinco reservas biológicas: além do Guará, existe a do Lago Descoberto, do Gama, do Cerradão, do Jardim Botânico, e a de Contagem, em Sobradinho. Todas elas têm uma importância muito grande. Por isso, gostaria de compartilhar a descrição da reserva do Guará, de modo que nosso leitor entenda como essas áreas são indispensáveis para nosso convívio com a natureza, da melhor forma possível.

Dentre todas, podemos dizer que a reserva biológica do Guará é uma das mais importantes unidades de conservação de proteção integral, onde temos dezenas de espécies que dependem daquele local para sobreviver. Por isso é que se faz necessário a retirada de qualquer pessoa ou estrutura que esteja interferindo direta ou indiretamente em nossa reserva. Além das nascentes que ali se encontram, uma das maiores veredas urbanas do Brasil e do mundo se estende por mais de sete quilômetros na área. É possível avistá-la à direita de quem passa no viaduto do SIA, um “lastro” de imponentes Buritis. É justamente naquela região que surgem as nascentes que formam o córrego do Guará. A linha do metrô divide a reserva do Parque Ecológico Ezechias Heringer.

Para se ter uma ideia da extensão de todo esse recurso hídrico nesta estação ecológica, estas águas percorrem mais de 10 quilômetros, desaguando no zoológico, atrás da Candangolândia. Infelizmente, foi comprovado, nos anos de 2014 e 2015, que esse trecho final está altamente poluído. Neste ano de 2017, a partir de fevereiro até dezembro, nós da Sociedade dos Amigos do Parque e Reserva Ecológica do Guará (Sapeg) vamos buscar parcerias para fazer essa verificação novamente, com uma coleta mensal de água para análises, nestes três pontos: próximo ao Lúcio Costa, no Parque do Guará e onde deságua o córrego, no zoológico.

Isso vai demonstrar que a água das nascentes é maravilhosa, só que no final de seu percurso ela fica totalmente contaminada, suja e imprópria para uso. Mas temos que observar que essa água pode, daqui a alguns anos, abastecer todo o Guará e o Núcleo Bandeirante, por conta do grande volume que brota das veredas.

Com toda a crise hídrica que estamos vivendo no Distrito Federal, de racionamento e pouca reposição nos grandes reservatórios, as estações ecológicas são fundamentais para a questão do consumo de água e para os animais e vegetação que nela sobrevivem. Justamente por isso que os moradores que fazem reformas e constroem jamais podem deixar que os resíduos das obras sejam levados para local incerto. Os restos de tinta e o cimento descartados contêm elementos químicos perigosos, metais pesados, que causam câncer, mutagenicidade, vários problemas à saúde.

Vamos pensar bem como estamos descartando rejeitos e resíduos, pois esse material pode atingir nossas unidades de conservação e proteção integral. Temos que ter em mente que o Guará é, sim, uma grande reserva de fauna e flora. E cada um que se preocupar em mantê-la em seu estado natural vai contribuir muito para nossa qualidade de vida.

Um abraço!




Março: Um mês de reflexão sobre as águas e celebração das mulheres

Prof°. Adolpho Fuica

Olá, leitores. Esse mês de março estaremos abordando aspectos da política nacional dos recursos hídricos, que nasce em 1997. Até hoje, pouco se avançou nesta política pública, assim como a participação da comunidade. É nessa época que criaram-se os Conselhos das Bacias Hidrográficas. No Distrito Federal, um destes conselhos é o do Lago Paranoá, mas muitos ainda estão distantes de se tornarem realidade.
Março também é o mês das águas e é comemorado o Dia Internacional das Mulheres, trazendo grande reflexão de nossos hábitos e costumes. Isso porque, a sustentabilidade começa dentro de cada um de nós. Muitas das vezes percebemos a existência somente da água que consumimos, quando tomamos banho e escovamos os dentes, por exemplo. Mas existe ainda a água que não “vemos”, mas ela está em cada produto in natura e industrializado. Para trazer um bife para nossa mesa, é preciso água para engordar o boi. Para as plantações de feijão e milho são necessários milhões de litros de água. E mesmo para a fabricação de tecidos e roupas é preciso uma grande quantidade de água.
Hoje, os pesquisadores chamam esse consumo de “água virtual”. Ou seja, é aquela que você não vê mas está em cada produto e serviço no processo de produção até chegar ao consumo. Então temos que pensar, hoje, o que eu podemos fazer diante disso.
O que eu posso fazer?
O momento, aproveitando que estamos no mês das águas, é refletir qual a parte de cada um neste cenário de consumo desse recurso natural tão caro para nossa sociedade. Em casa, por exemplo, tem o desafio de captar a água da chuva e usar durante o ano, que no Distrito Federal, inclusive, é marcado por três meses de seca. Você já pensou em diminuir a pressão nas torneiras de sua casa? Já avaliou a quantidade de embalagens de produtos que compra no supermercado todas as semanas?
Este é o momento para que cada um de nós reflita o que consumimos, principalmente aqueles que consomem muita água para chegar até você. Isso pode passar desapercebido, mas nós cidadãos do bem, que pensamos na sustentabilidade de nosso território, é chegada a hora de fazermos interpretação individual: que produtos estou trazendo para dentro de minha casa?
Cabe aqui lembrar da legislação federal e distrital que trata deste aspecto de nossas vidas. Hoje o Brasil vive uma crise hídrica muito complicada, e o Distrito Federal é o berço de muitas nascentes d’água no país. A política nacional de recursos hídricos vem fazer essa sistematização destes recursos e uma adequação a essas diversidades físicas, biológicas, demográficas, econômicas, sociais e culturais das mais diversas regiões do país.
Veja então que temos a possibilidade de formação dos conselhos de bacias hidrográficas e que devemos fazer parte deles. Esses conselhos podem ser formados especificamente para o território onde moramos. E aqui faço uma observação: se formos beber água de origem em local próximo de onde moramos, será que esse reservatório teria quantidade e qualidade para nos abastecer? Penso que futuramente uma das saídas para essa questão no Distrito Federal serão os pequenos córregos e mananciais servindo a populações menores. O impacto ambiental, o retorno e o gasto com essas obras são muito menores, haja visto o que a Caesb tem feito no córrego do Bananal.
Na estação ecológica do Jardim Botânico existe uma mini-captação de água com capacidade de atender mais de 200 mil pessoas. Para os moradores do Varjão, São Sebastião, Condomínio Mangueiral, Jardim Botânico, Itapoã, fica a pergunta: será que eu posso beber dessa água? Será que o desperdício pode afetar esse manancial? O que eu posso fazer perto da minha casa para que essa água continue de qualidade e futuramente tenha assegurada sua captação. É um desafio geral!
Vamos nos organizar para defender nossas nascentes, os nossos córregos, vamos conhecer mais o que nos cerca.
Homenagem
Gostaria de prestar minha homenagem às mulheres, que trazem a vida para o mundo, com uma relação delas com a água. Todos nós, no ventre das mães, começamos a vida em bolsas cheias de “água”. Quando nascemos e deixamos esse ambiente entramos em pânico, mas as mães nos afaga com o leite materno, que é uma “água” sagrada, que todas as crianças deveriam tomar no mínimo por um ano de suas vidas.
O leite materno nos dá a imunidade, por isso as mulheres são comparadas às Veredas, de onde nascem mais vida, onde há espécies como o Buriti.


O Buriti, a mãe da água



Cientificamente conhecida como Mauritia Flexuosa, o Buriti é uma espécie simbólica para a população e povos do Cerrado, porque é uma árvore que tem um uso cultural, medicinal e artesanal, ou seja, pode ser considerada a “Mãe da Água”. Sempre em terrenos argilosos e próximos às águas, onde elas estiverem é possível encontrar água, mesmo e época de seca. Cavando 20 ou 30 centímetros onde houve Buriti, a água minará límpida e maravilhosa.
Desta forma, a Vereda sempre foi a parte central do Cerrado, onde estão nossas nascentes. O Buriti imponente, aquela palmeira maravilhosa, com cachos e frutos maravilhosos, podendo chegar a 30 ou 40 metros, de cinco a oito folhas gigantes, com quatro metros de envergadura, pode ser aproveitado o talo, o caule, o fruto, a seda, a palha, é uma dádiva para os povos do Cerrado, um grande símbolo da luta.
Problemas das veredas é que por muitos anos fizeram queimadas onde há essa vegetação para renovar pastagens.
O Buriti tem um teor nutricional fabuloso, Sua polpa é um energético rico em betacaroteno, vitamina A e C, fibras, gorduras boas, Cálcio e Fósforo, principalmente rico em ácidos graxos, o que se metaboliza no corpo e forma a vitamina D. Sembereba, polpa, leite e açúcar mascavo, energético
Um produto do Cerrado que também poderia contribuir com a merenda escolar.
Receita
Arroz com Buriti e ervas
Ingredientes
1 xícara de chá de arroz
2 dentes de alho
4 xícaras de chá de água
1 xícara de chá de Buriti (massa)
1 colher de café de alecrim
1 colher de café de manjericão
3 ou 4 sementes de cardamomo
2 colheres de óleo de Buriti ou Baru
1 colher de sobremesa de açafrão
Sal grosso
Modo de preparo
Em uma panela de barro ou de ferro, esquente o óleo e acrescente o alho amassado, deixe dourar e acrescente o açafrão, arroz, Buriti, alecrim, manjericão, cardamomo e sal. Deixe cozinhar em fogo baixo por 1 hora e meia.

Fonte: Rede Sementes do Cerrado




9 de fevereiro de 2014

Coletiva de Imprensa - Primeiro Seminário Programático da Rede Sustentabilidade

Aliança PSB-REDE apresenta Diretrizes do Programa de Governo em Brasília

Com a presença de lideranças da sociedade e militantes, a Aliança PSB-REDE apresentou na manhã desta terça-feira (4 de fevereiro), em Brasília, as diretrizes que servem como base para o Programa de Governo da Aliança. A abertura foi feita pelo coordenador executivo da Comissão Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido, e pelo primeiro secretário nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira. Eles convidaram para a mesa representantes da sociedade e de diversos partidos, que apoiam e simpatizam com as propostas debatidas, além da ex-senadora e porta-voz da REDE, Marina Silva, e do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.
Ao tomar a palavra, a ex-senadora e porta-voz da Rede, Marina Silva, reafirmou seu compromisso em ouvir e debater as questões abordadas e enalteceu a união de todos os presentes. “Não podemos, em pleno século 21, imaginar que a nossa democracia não pode ser democratizada. A população anseia melhorar a qualidade da sua representação e ampliar a sua atuação. Não é fazer política para os brasileiros, mas com os brasileiros. Temos que ter abertura para o diálogo e desenvolver um programa do Brasil, não de um partido”, ressaltou. Bazileu Margarido também reforçou a importância da Aliança. “Esse momento marca uma nova etapa, depois do longo percurso para chegarmos a este documento. Temos agora novas etapas pela frente. Iremos percorrer todo o país, pois esse será um Programa de Governo formado por milhões de mãos”, explicou.
Eduardo Campos discursou em seguida. Ele citou os principais problemas do país que precisam ser mudados e projeta um novo futuro com a REDE e o PSB. “O Brasil hoje cresce metade do que cresceu durante o período do Presidente Lula e atualmente menos do que a América Latina. Não podemos tapar o sol com a peneira. Os problemas estão aqui dentro, não apenas lá fora. É preciso levar cultura e educação como direito para as periferias, isso é a espinha dorsal de um povo. A população brasileira acordou e fez um raciocínio, querendo mudanças”, finaliza.
Com um tom informal e descontraído, Bazileu chamou ao púlpito o poeta pernambucano Antonio Marinho, que cantou e explicou, em forma de verso e prosa, a criação da Aliança e as cinco diretrizes sintetizadas pela Aliança: Estado e Democracia de alta intensidade, Economia para o desenvolvimento sustentável, Educação, cultura e inovação, Políticas sociais e qualidade de vida e Novo urbanismo e o pacto pela vida. “Venho trazer os anseios de um povo e o que digo não é meu, sou apena uma ponte”, falou o poeta. “Com a união dos socialistas com os sonháticos, chegou-se ao encontro programático. E na sustentabilidade e economia, não podemos medir o desenvolvimento pela produtividade, mas pela sustentabilidade. A pomba que dorme na rede não para de sonhar”, cantou.


24 de novembro de 2013

17 de agosto de 2013

A Revolução do Jatobá

Pessoal,

venho lhes informar que hoje abriu o novo edital para "Contratar empresa ou instituição especializada para coordenar e moderar 4 oficinas para discutir e validar as boas práticas de manejo para obtenção de produtos não madeireiros das espécies Dimorphandra mollis (fava d´anta),Hymenaea courbaril (jatobá), Attalea funifera (piaçava) e Schinus Terebinthifolius (pimenta rosa); e  consolidar os resultados das oficinas realizadas para as espécies Copaifera spp (copaíbas produtoras de óleos tradicionalmente utilizados como medicinais) e Carapa guianensis (andiroba), utilizando informações baseadas na literatura científica sobre as boas práticas de manejo dessas espécies"

 O Edital pode ser visto na página da FAO no Processo 019/2013


Aniversário Cirandas do Cerrado

Em agosto a Cirandas do Cerrado está completando um ano. Durante muito tempo desejamos ter um lugar pra dançar e em agosto de 2012 aconteceu. Foi uma alegria encontrar um espaço que abriu as portas para nós. Parece que foi ontem e já estamos há um ano dançando no Círculo Operário

E como aniversário sugere comemoração estamos convidando você para vir celebrar conosco. Será no dia 25 de agosto - domingo - a partir das 16h, no Sitio Geranium.

Nesse dia teremos além da dança circular, contação de histórias e feira de trocas. Caso você tenha algo pra trocar, traga.

Solicitamos também que você traga algo para comer ou beber para partilhar no lanche.

Esperamos você nesse momento especial.

Divulguem

Um abraço

Cirandas do Cerrado 





Mapa para chegar no Sitio Geranium.





Caso na queira receber nossos e-mails favor retornar mensagem com o assunto sair dessa lista











Dando um "BASTA" à corrupção !

Há dois meses, uma fagulha de esperança foi acesa em todo o país. Milhões de pessoas tomaram as ruas, lado a lado, diante da indiferença dos políticos e da brutalidade policial e deram um "BASTA" à corrupção e à injustiça. Estes são os momentos que fazem história e, agora, temos uma chance única de levar isto adiante e criar uma democracia brasileira digna das futuras gerações – mas somente se soubermos aproveitá-la.

Nossa democracia está se libertando de todas as amarras. Mas ainda estamos muito distantes de onde precisamos chegar. Temos que ter certeza de que a Ficha Limpa vai se enraizar em nossa cultura política. Temos que nos livrar de políticos corruptos em todo e qualquer cargo e tirar pessoas como Renan Calheiros do poder. Precisamos escancarar as portas de todas as esferas do governo para que a democracia não fique escondida do cidadão.

Nossos oponentes têm muito dinheiro, são poderosos e até mesmo corruptos. Para vencê-los precisamos nos unir, e obter milhares de pequenas doações de cada um de nós para construir um movimento maior, mais forte e inteligente.Clique abaixo para se comprometer com uma doação para o trabalho da Avaaz no Brasil para que possamos turbinar nossa luta contra a corrupção. Nós só vamos processar sua doação se obtivermos o suficiente para implementar esse plano. É agora ou nunca:

https://secure.avaaz.org/po/combatendo_a_corrupcao_no_brasil_ndnrs_nm/?bXWAoeb&v=27837

A Avaaz é inteiramente financiada por seus membros que optam por contribuir com uma pequena doação quando podem. Não há dinheiro de governos, empresas, fundações ou megadoadores. Isso é parte fundamental da nossa força: a independência financeira nos diferencia da política tradicional, em que determinados interesses ditam as regras nos bastidores. E é essa independência que permite à nossa comunidade alcançar tanto.

Quando éramos menos de 1 milhão de membros no Brasil, ajudamos a pressionar os deputados a aprovar a Ficha Limpa. Com 2 milhões de membros, desempenhamos um papel fundamental para impedir a remoção forçada do povo Guarani-Kaiowá de suas terras. Com 3 milhões de membros, chamamos a atenção sobre o anti-democrático sistema de voto secreto existente em nosso Congresso. Com 4 milhões, ajudamos a enterrar a PEC37.

Imaginem as coisas que poderíamos fazer se aumentarmos o poder da nossa comunidade de quase 5 milhões de membros:
·         Tirar Renan do poder - expor suas artimanhas no Congresso, construindo uma coalizão de senadores que apoiam nossa causa para retirá-lo da presidência do Senado, além de acabar com o sistema de votação secreta que o colocou no cargo.
·         Construir uma nação Ficha Limpa - começando por endurecer as regras para as eleições do ano que vem, acabando com o dinheiro de empresas na política e fortalecendo a legislação contra a compra de votos.
·         Contratar investigadores para ficar na cola dos corruptos -- registrar seus truques sujos em vídeo e divulgar para o mundo todo em um site específico para acompanhar a atividade dos políticos.
·         Levar a corrupção para o tribunal -- os políticos de alto escalão não vão mais conseguir se esquivar da Justiça. Vamos garantir que eles sejam julgados, usando anúncios, ações de rua e pressão online e, assim, manter a honra do nosso sistema Judiciário.
·         Fortalecer os ativistas da comunidade -- vamos ensinar as estratégias de sucesso para ativistas contra a corrupção de vários cantos do Brasil e dar a eles as ferramentas necessárias para ajudá-los a vencer.
E muito mais. A comunidade da Avaaz já está no epicentro das incríveis mudanças que estão acontecendo no Brasil, e por trás de cada campanha há uma grandiosa estratégia, criada por uma pequena equipe de colaboradores, que trabalha junto a movimentos sociais em todo o Brasil para identificar as melhores oportunidades de atuação.

Até mesmo uma pequena doação, por cada um de nós, pode ter um efeito transformador no nosso impacto para levar o combate à corrupção no Brasil a outro nível, e vencermos essa batalha. Comprometa-se com 4 reais agora e faça a diferença:

https://secure.avaaz.org/po/combatendo_a_corrupcao_no_brasil_ndnrs_nm/?bXWAoeb&v=27837


8 de abril de 2013

Caatinga e Cerrado: Patrimônio Nacional Já! Votação e Aprovação da PEC 504/10.


Na Constituição Brasileira a Caatinga e o Cerrado não reconhecidos como Patrimônio Nacional. O que significa que 1/3 do nosso território e da biodiversidade associada estão esquecidos.
Juntos os dois biomas englobam 14 dos 26 estados, 34% dos municípios brasileiros, além do Distrito Federal e 30% da população do país.
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, considerado uma das 37 grandes regiões naturais do planeta, ao lado da Amazônia e do Pantanal, possui alto grau de endemismos (cerca de 1/3 de suas plantas e 15% de seus animais são espécies exclusivas), é o terceiro bioma mais degradado, depois da Mata Atlântica e do Cerrado: 45% de sua área foi desmatada. A biodiversidade da Caatinga ampara múltiplas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris, industriais, farmacêuticos, cosméticos, químicos e de alimentos.
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, é considerado um dos hotspots da biodiversidade do mundo (área prioritária para a conservação do planeta) e um dos biomas mais ameaçados do globo; possui as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo: Aquíferos Guarani, Bambuí e Urucaia que abastecem as principais bacias hidrográficas do país: é a caixa d’água do Brasil.
O mascote da Copa do Mundo 2014, o tatu bola (Tolypeutes tricinctus), que representará a rica biodiversidade brasileira nesse evento mundial, ocorre exclusivamente na Caatinga e no Cerrado, biomas que, ironicamente, não são reconhecidos como patrimônio nacional.
Precisamos corrigir o equívoco da Constituição Federal de 1988, pois tem consequências para o país, para a sua integridade biológica e territorial, para a sua imagem mundial e responsabilidade com a biodiversidade e com as populações que eles abrigam. Como seria o mapa do Brasil sem esse dois biomas? Assim está o nosso país segundo art. 225 §4° da Constituição Federal: secionado e com um imenso vazio central.
Histórico da PEC
O Proposta de Emenda Constitucional para elevar o Cerrado a Patrimônio Nacional é a PEC 115/95 que esse ano completaria 18 anos. Com a inclusão da Caatinga na proposta em 2010, ela passou para PEC 504/2010.
O Senado já aprovou o texto da PEC 504/2010, publicado no Diário da Câmara dos Deputados de 04 de Agosto de 2010. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados também já se posicionaram de forma favorável à admissibilidade da proposta.
Agora falta a Câmara dos Deputados priorizar a votação da PEC 504/10 e aprová-la, visto que o texto proposto pela própria casa não sofreu alteração no senado.
Teor da Proposta de Emenda:
O §4° do art. 225 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art.225…………………………………………………………………..
§4° A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica,
a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense,
o Cerrado, a Caatinga e a Zona Costeira são
Patrimônio Nacional, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente e
a melhoria da qualidade de vida da população.
………………………………………………………………………..”(NR)
Assine a Petição aqui!
Fonte: aacatinga.org.br

28 de fevereiro de 2013

Marina Silva visita a Feira do Guará

Marina Silva visitou a Feira do Guará no último sábado, dia 23 de fevereiro, e conversou com feirantes e visitantes do local. Confira abaixo as fotos deste encontro. 

Em breve publicaremos aqui no blog o vídeo desta visita.


















21 de fevereiro de 2013

Apoiadores do partido de Marina Silva fazem sua primeira reunião no Acre



A Rede Sustentabilidade, ou simplesmente Rede, partido lançado no último dia 16 em Brasília por apoiadores da ex-senadora Marina Silva já começa a reunir assinaturas em todo o Brasil. No Acre, os apoiadores da Rede fazem uma reunião para conversar sobre a proposta do partido, esclarecer dúvidas e organizar a campanha de coleta de assinaturas no estado para o registro legal do partido. O encontro acontece neste sábado (23)  às 15h no Espaço Gaya, que fica atrás da Saudosa Maloca, em Rio Branco.
A organização tem como objetivo coletar 10 mil assinaturas no estado. Filiados de outros partidos também podem assinar, já que o apoio a criação do partido não gera vínculo partidário. A única obrigatoriedade é que os apoiadores tenham título de eleitor, sendo que jovens a partir dos 16 anos que tiverem o documento também podem fazer parte do processo.
Para o membro da rede, Toinho Alves, a meta acreana é alta. "Aqui há muito constrangimento político, as pessoas são muito apegadas aos seus partidos e as cúpulas vigiam suas bases. Há um radicalismo muito grande na polarização governo-oposição. Achar dez mil independentes e corajosos que queiram se expor não é fácil", disse Alves.
Para ele, os jovens vão fazer o diferencial. "Acho que isso vai ser superado pelos mais jovens". Alves acredita que a rede já desperta interesse em muita gente que não se encaixa nos partidos existentes.
Rede Sustentabilidade
Tendo a ex-senadora 
Marina Silva como um dos principais nomes, o novo partido pretende ser um novo instrumento político para defender a sustentabilidade e aprofundar e modificar a democracia no Brasil.
A rede tem entre seus pilares a transparência nas decisões e na gestão do partido, o fortalecimento dos processos democráticos internos e a valorização da diversidade de pensamento.
Para isso, o partido incorporou em seus estatuto, ainda provisório, algumas mudanças. Uma delas é a reserva de 30% das vagas nas eleições proporcionais para candidaturas independentes, destinadas a cidadãos não filiados que representem movimentos e causas relevantes para o País.
O documento também prevê  apenas uma reeleição para os futuros parlamentares, um teto para doações ao partido e transparência online durante as campanhas eleitorais.O partido não pretende aceitar financiamento das indústrias ligadas à produção de armas, agrotóxicos, bebidas e cigarros.
O partido precisa coletar em todo o país 500 mil assinaturas, em nove estados da federação, para conseguir o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Essas assinaturas têm que ser coletadas até outubro deste ano, para que a Rede possa participar das eleições de 2014.
Fonte: G1

20 de fevereiro de 2013

Encontro Histórico #Rede Pró Partido


No último sábado, um encontro histórico com mais de mil militantes aprovou o programa e o estatuto do novo partido de Marina Silva.
O nosso próximo passo é coletar cerca de 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados do país. Entre conosco nesta luta!
Confiram as imagens deste encontro:


















15 de fevereiro de 2013

Por nova sigla, Marina recicla estratégia que usou em 2010



A ex-senadora Marina Silva vai reeditar estratégia que usou na campanha à Presidência em 2010 para tentar acelerar a coleta das 500 mil assinaturas necessárias à fundação de seu novo partido, provisoriamente chamado de "Rede". 

Ela vai revisitar o conceito que deu origem às "Casas de Marina", comitês domiciliares usados para divulgar sua candidatura presidencial e buscar voluntários que queiram fazer de seus lares e estabelecimentos centros de coleta de assinaturas de apoio ao novo partido. 

As "casas pró-Rede" também servirão à campanha de marketing da nova legenda, coordenada pelo cineasta Fernando Meirelles. 

Marina Silva e seus aliados correm contra o tempo para tirar a nova legenda do campo das ideias. A cúpula da nova sigla trabalha com a estimativa otimista de levantar as 500 mil assinaturas necessárias em até três meses.

Só com esse número de apoiamentos é possível dar início ao registro na Justiça Eleitoral. Para concorrer em 2014, Marina precisa finalizar essa burocracia até setembro.
"Esperamos uma adesão voluntária muito grande", disse o deputado Walter Feldman (SP), colaborador da Rede, hoje no PSDB. "A ideia é descentralizar ao máximo a coleta de assinaturas", completou Basileu Margarido, ligado à ex-senadora. 

Haverá um comitê oficial de apoiamento em cada Estado. A Rede vai, ainda, reutilizar estratégia que serviu ao PSOL, em 2004, e instalar quiosques para coleta de assinaturas em universidades. 

O carro-chefe da mobilização, no entanto, será a internet, que irá disponibilizar fichas de apoiamento on-line e cadastros para "multiplicadores"-- pessoas dispostas a coletar, voluntariamente, dezenas de assinaturas. 

A Rede promete uma pauta ética. Seu estatuto prevê prazo de validade para mandatos parlamentares. Quem os tiver exercido por mais de 16 anos, não poderá sair candidato a novo cargo. 

Fonte: Folha de São Paulo