30 de março de 2012

Queremos uma nova política - Entrevista com José Antônio Moroni


O Portal da Reforma Política, entrevistou José Antônio Moroni, membro do colegiado de gestão do INESC e da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político. Nesta entrevista ele aponta os principais desafios e expectativas sobre o tema neste ano. Confira:

1. Moroni, quais as expectativas para a discussão sobre a Reforma Política no Congresso Nacional? A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política acompanha o debate no parlamento desde a sua fundação em 2005 e nunca tivemos grandes expectativas que o Congresso irá fazer uma reforma política que atenda aos interesses da sociedade. Para que isso aconteça é necessário uma pressão externa da sociedade. Além disso, defendemos que quem deve dizer que reforma política se quer é a sociedade, afinal de contas estamos falando das diversas formas de se exercer o poder e controlá-lo. O parlamento por muito tempo resistiu que este debate fosse para a sociedade, pois boa parte dos parlamentares e dos partidos entendem que esse tema diz respeito somente a eles. Esta mentalidade é a radiografia da nossa política onde o povo é um mero detalhe. Neste sentido, lançamos, nos moldes do Ficha Limpa, a Iniciativa Popular da Reforma do Sistema Político (que é bem mais ampla que apenas a reforma eleitoral). Estamos na fase de coleta de assinaturas. Com a iniciativa popular, além de pressionar o parlamento, estamos dizendo que o povo tem o direito de influenciar este debate, apresentando propostas e, em última instância, referendando ou não o que o parlamento decidir.

2. E no Executivo Federal, quais as suas expectativas?
O governo Lula mandou uma proposta de reforma política para o congresso, mas não fez nada para que fosse aprovada. O Governo Dilma não se pronunciou sobre o assunto. Até hoje não sabemos o que o governo Dilma defende sobre a reforma política. Neste sentido acreditamos que o executivo irá se mover quando tivermos uma pressão maior da sociedade.

3. Considerando que este é um ano eleitoral, quais temas você acredita que estarão no centro dos debates?
O central numa eleição municipal é o debate sobre que cidade que queremos (ao menos devia ser). Neste sentido, o tema da reforma do sistema político entra como um subtema e não em centralidade. O que queremos é que este tema seja também discutido nas eleições municipais; que a população debata a falta de democracia nos partidos; o financiamento privado para as campanhas (criando relações promiscuas entre o privado e o público e as várias denuncias de corrupção); e a subrepresentação de vários segmentos, como por exemplo, das mulheres, da população negra e indígena nos espaços de poder. A discussão sobre a total falta de instrumentos de democracia direta e de controle do poder pela população, também deve ocorrer.

4. Que desafios e ações estão colocados para a Plataforma dos Movimentos Sociais em 2012? O grande desafio colocado para a plataforma é não deixar o tema da reforma do sistema político morra, caia no esquecimento. Manter esta chama acesa é um grande desafio. Outro é dialogar com a população que não acredita mais na política ou que acha que política é igual a corrupção, falta de transparência, autoritarismo, etc. Queremos resgatar o sentido do fazer política, para isso precisamos ter novos instrumentos de participação, fortalecer a democracia direta e, principalmente, ter outras formas de se fazer política que não apenas nos processos eleitorais. Queremos uma nova política, mas com novas formas e não unicamente eleições, partidos, candidatos/as.

5. Para a Plataforma dos Movimentos Sociais, que temas são centrais para uma reforma política brasileira?
A plataforma é estruturada em cinco grandes eixos: fortalecimento da democracia direta, fortalecimento da democracia participativa/deliberativa, aperfeiçoamento da democracia representativa, democratização da informação e comunicação e a transparência e democratização do Judiciário. São estes cinco eixos articulados entre si que chamamos de reforma do sistema político. Para cada eixo desses temos um conjunto de propostas que são encontradas no documento geral. Não achamos que umas poucas propostas enfrentam os grandes desafios da nossa democracia, que são, em resumo, uma democracia sem povo.

6. Como a aprovação da reforma política pode apontar para a democratização do poder no país?
Não existe uma reforma política, existem varias propostas, inclusive algumas que pioram a situação, pois são elitistas, preconceituosas, concentradoras de poder. Uma reforma política que aponte para a democratização do poder tem que enfrentar a questão da ausência do povo nas decisões. Para nós isso é central e todas as nossas propostas vão nesta direção, aumentar o poder do povo nas decisões.

7. Em termos concretos, qual a importância de uma Reforma Política para a população brasileira? Na mesma direção da pergunta anterior, depende do que for aprovado. Dependendo do que for aprovado pode aumentar o autoritarismo, o machismo, o racismo, a homofobia na nossa política e, por conseqüência, na própria sociedade. Pode aumentar também o poder econômico nos processos eleitorais, é bom lembrar que a corrupção esta intimamente associada à forma de financiamento das campanhas eleitorais. Portanto, a reforma política tem tudo a ver com o funcionamento do estado e da sociedade.



Fonte: Portal da Reforma Política.

29 de março de 2012

BR-163: a rota do descaso

Enquanto asfalto avançou, ações do governo para evitar o aumento do desmatamento ao longo da rodovia não saíram do papel.

A BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), já está quase toda pavimentada. Mas o plano montado para evitar as consequências negativas da obra, especialmente o aumento do desmatamento em seu entorno, mal saiu do papel. Essa é a pauta de uma discussão feita hoje a bordo do navio Rainbow Warrior, do Greenpeace, em Santarém, junto com o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).

O objetivo é unir organizações e lideranças comunitárias para debater os pontos que ainda não foram postos em prática do Plano BR-163 Sustentável e discutir ações para pressionar o governo pelo seu efetivo cumprimento.

Obras de infraestrutura são grandes indutores de desmatamento e violência na Amazônia. Para fugir desse cenário, há oito anos, quando anunciou a retomada do asfaltamento da estrada, o governo reuniu 17 ministérios e fez inúmeras consultas às organizações locais para montar esse plano, que tinha como objetivo evitar que o asfaltamento e a esperada migração de populações para a região resultassem na derrubada de grandes parcelas de floresta e conflitos fundiários.

No entanto, em janeiro, o GTA divulgou um estudo no qual mostra que apenas 43% das ações previstas no plano foram executadas, 18% estão em execução e 39% não foram sequer iniciadas. Enquanto isso, 79% dos trabalhos de asfaltamento da estrada já foram finalizados pelo governo, que previu a sua conclusão em dezembro de 2013.

Esse é um exemplo de como a agenda ambiental é continuamente deixada em segundo plano, mesmo quando o próprio governo é seu mentor. “O governo desrespeita e atropela suas próprias regras. Além de não cumprir com seu compromisso, ainda reverte medidas que já tinham sido conquistadas no passado. É um passo para frente e dois para trás”, afirma Tatiana de Carvalho, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

As unidades de conservação criadas no entorno da rodovia, parte do projeto da BR-163, ainda não foram implementadas – apenas quatro das 12 criadas têm plano de manejo. Apesar disso, o governo faz o contrário do que prometeu: em vez de tirá-las do papel, reduz os limites de algumas e ainda pode reduzir a proteção no seu entorno por meio do novo Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional.

“As unidades de conservação são fundamentais para a manutenção da biodiversidade e para a subsistência de extrativistas e agricultores familiares que vivem no entorno da estrada”, diz Carvalho. “A Lei do Desmatamento Zero é necessária para evitar que a floresta - e quem depende dela - seja permanentemente preterida, não importa quem esteja à frente do país.”

Histórico de devastação

Com 1,7 mil quilômetros de extensão, a rodovia BR-163 foi projetada para ser uma das principais vias de escoamento da produção de grãos na região. A estrada atravessa uma das áreas mais ricas do país em recursos naturais e potencial econômico. Importantes bacias hidrográficas, como a dos rios Amazonas, Xingu e Teles Pires-Tapajós também estão ali. Hoje, ela é rota para a degradação da Amazônia.

A rodovia foi aberta nos anos de 1970 pela ditadura militar para integrar a Amazônia à economia nacional, mas atualmente ela é um os principais vetores de desmatamento da Amazônia. “O que ocorre na prática é um forte processo de fragmentação florestal, que concentra altas taxas de desmatamento, tendo o gado, a soja e a retirada de madeira ilegal como os principais causadores”, explica Carvalho.

Segundo o Plano BR-163 Sustentável, a área de influência da rodovia é de 1,2 milhão de quilômetros quadrados – 14,4% do território nacional e 20% da Amazônia brasileira. Nessa área estão localizados 71 municípios cuja economia se baseia em atividades do setor primário – agricultura, pecuária e extrativismo, principalmente de madeira.

Se você é contra essa barbárie, assine a petição pela lei do Desmatamento Zero no Brasil.

Fonte: Greenpeace.

28 de março de 2012

É neste sábado, a Hora do Planeta


A Hora do Planeta é um movimento anti-aquecimento global promovido pela ONG WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global que vem sendo realizada desde 2007. No último sábado do mês de março de cada ano, governos, empresas, e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes durante 60 minutos para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

No primeiro ano, apenas a cidade de Sidney, na Austrália participou. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da Ponte Golden Gate, em São Francisco, da Opera House, em Sidney, entre outros ícones turísticos mundiais. No ano passado mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

Não se esqueça. É neste sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta.


27 de março de 2012

Sobre o incentivo à velocidade e carros que atingem 334 km/h

Fonte: O Eco

Sexta-feira, 17 de março, por volta de 19h. Eike Batista, um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil, mexe no twitter, um de seus passatempos favoritos. Com a ferramenta, ele costuma interagir com internautas, dá dicas de como obter sucesso e divulga suas #FrasesEB. Digitando no começo da noite em questão, ele retwitta a mensagem do Grupo EBX, conglomerado que comanda e que reúne empresas nas áreas de petróleo, energia, logística, mineração e indústria naval offshore. Eike é rápido e gosta de velocidade. Teclando, ele reproduz palavra por palavra a mensagem da EBX propagandeando o apoio da OGX, uma das empresas do grupo, a mais uma corrida: “Na madrugada deste domingo, o piloto Bruno Senna, patrocinado pela #OGX, corre pelo Brasil na Fórmula 1! Acompanhe às 3h na @rede_globo”.


Sexta-feira, neste mesmo horário, Thor Batista, filho de Eike, acelera uma Mercedes SLR McLaren na rodovia Washington Luís na Baixada Fluminense. Trata-se de uma máquina feita para corridas que, conforme a descrição no site da Mercedes, leva :“3,8 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h; passa a marca dos 200 km/h depois de 10,6 segundos, e leva apenas 28,8 segundos para chegar aos 300 km/h”, podendo atingir inacreditáveis “334 km/h”. O motor é calibre V8 e “desenvolve 626 cavalos de potência e um torque máximo de 780 Nm”. Em outras palavras, é só encostar o pé de leve no pedal que você já está voando. Como isto talvez soe um tanto quanto perigoso, os fabricantes fazem questão de ressaltar que é um modelo construído com “transferência de conhecimento da Fórmula 1” e que os “sofisticados materiais compostos com fibra de carbono na construção do chassi e da carroçaria” permitem “um nível de rigidez e força nunca antes alcançada em veículos de passeio”, o que garante “exemplar nível de proteção dos ocupantes”. Tudo isso graças a “estruturas de impacto de carbono especialmente desenvolvidas ajudam o carro superesportivo a estabelecer novos padrões em sua classe de veículo em termos de absorção de energia”. Thor cresceu com um Mercedes estacionado na sala de casa.

Sexta-feira à noite. Ao mesmo tempo em que o pai Eike faz propaganda da Fórmula 1 no twitter e o filho Thor acelera um carro com tecnologia de Fórmula 1 (em uma estrada e não em um autódromo), o ajudante de caminhoneiro e operário de construção civil Wanderson Pereira da Silva, de 30 anos, pedala pela mesma rodovia. E a história dos três se encontra em uma colisão violentíssima, que afunda a parte da frente do carro superprotegido. Para azar de Wanderson.

Atingido pelo carro de corrida em questão, ele perdeu um braço e uma perna, e teve o peito dilacerado, morrendo na hora. Ao que consta, estava a caminho do mercado,pensando em comprar ingredientes para o bolo de aniversário de sua mulher, Cristina dos Santos Gonçalves, que fez aniversário naquela mesma noite e que preparava uma festa para o sábado. Segundo sua família,Wanderson trafegava pelo acostamento, como de costume. Eike diz que não, que o ciclista estava, na verdade, atravessando a pista e que sua imprudência em entrar na rodovia é que provocou o “acidente”.

Não importa. A tentativa de Eike de responsabilizar o ciclista pela sua morte é frágil, insustentável e, por si só, ridícula. Ainda que tenha pecado por imprudência ou se arriscado a tentar cruzar uma via com tráfego intenso e alta velocidade, Wanderson é mais vítima das circunstâncias do que culpado por qualquer coisa. A rodovia em questão cruza uma área densamente povoada. Não só neste trecho, mas em outros próximos, em vez de redutores de velocidade, lombadas e fiscalização para coibir abusos, as autoridades optaram por tentar conter os pedestres com uma cansativa combinação de barreiras físicas e passarelas. Bloqueios e restrições para quem não tem automóvel. Tudo em nome do fluxo dos que têm. A passagem dos carros se sobrepõe ao direito à vida, à existência. Sem alternativas, não são poucos os moradores locais que transitam pela pista. A estrada, assim como muitas cidades, se transforma em uma versão ampliada de um autódromo. Onde não há lugar para pessoas.

Impossível imaginar, como pretende o empresário, qualquer tendência suicida de Wanderson (leia também: Brasil, o único país em que ciclistas tentam atropelar os carros).

Responsabilidades
A responsabilidade de Thor deve ser considerada. Sem crucificação pura e simples, e sim como uma investigação detalhada e cuidadosa sobre quão imprudente ele foi. É óbvio que a contratação do ex-ministro da Justiça e advogado criminalista, Márcio Thomaz Bastos, para cuidar do caso, desequilibra a situação. E aumenta a vontade de resumir tudo ao estereótipo "playboy rico irresponsável".

Mas é preciso considerar também outras responsabilidades. Também tem culpa quem permite o tráfego de automóveis a 110 km/h em um trecho de rodovia onde circulam pedestres e pessoas de bicicleta. Também tem culpa quem fabrica e comercializa um veículo tão sensível à aceleração, capaz de atingir em segundos deslocamentos bem mais rápidos do que os (já absurdos) 120 km/h de velocidade máxima permitidas no país. Assim como quem permite e se omite para evitar que tal produção continue.

Também têm culpa os políticos que insistem em sistemas de deslocamento de massa baseados em transporte individual rodoviário; opção que vem acompanhada sempre de índices constantes de vítimas fatais sistemáticos, e não acidentais. Sempre haverá alto número de vítimas fatais nas estradas enquanto os deslocamentos seguirem sendo feitos desta maneira, deixando como vítimas principalmente quem não pode pagar por um escudo com tecnologia de Fórmula 1.

É hora de pensar. Por que insistir em tantas rodovias no país? Por que não temos ferrovias para passageiros? Por que insistir em falar em carros “superesportivos” ou “ecoqualquercoisa” quando eles não têm nada de esportivos ou ecológicos? Por que tanta pressa? Por que seguir ignorando os índices absurdos de acidentes fatais constantes e crescentes? Por que glamourizar a velocidade, propagandear a pressa como valor absoluto? Será que é mesmo uma boa ideia transformar corridas de carro em uma febre mundial, transformando pilotos que assumem riscos constantes em heróis e referência para quem é mais jovem? Quais valores estamos transmitindo? Quem ganha com isso?

A velocidade é chave para entender esse e tantos outros casos rotineiros, que não ganham tanto destaque por não envolverem filhos de empresários bilionários, mas que são igualmente graves. Carros de Fórmula 1 têm controle eletrônico de velocidade nos boxes. A gente vai continuar avançando na tecnologia para acelerar, sem nunca pensar em mecanismos para frear e minimizar a gravidade da situação?

Aliás, é emblemático o fato de, após o atropelamento, Eike defender, também pelo twitter, que é normal andar a 80 km/h em área de limite de velocidade de 60 km/h, revelando ignorância sobre segurança no trânsito e/ou falta de respeito à vida. A chance de sobrevivência de um pedestre atropelado por um carro a 60 km/h é de cerca de 15%. A 80 km/h, é praticamente nula. Essa é a diferença que ele desconhece.

Não é por acaso que existem limites estabelecidos. E limite não é uma indicação da velocidade a ser seguida. Não é porque um limite é de 110 km/h que é preciso andar a 110 km/h, 100 km/h ou 90 km/h, ainda mais quando se sabe que há ciclistas ou pedestres regulamente cruzando a pista. Cuidado deveria ser a regra. É o problema de se investir mais na repressão do que na conscientização sobre riscos e responsabilidades. Cria-se uma sociedade infantilizada que não pensa, apenas obedece. Às vezes, nem isso.

Thor foi educado a dar valor a velocidade e atropelou e matou uma pessoa em um sistema instalado em que as mortes são rotineiras e constantes, nada acidentais. Um modelo que continuará da mesma maneira se as demais culpas e responsabilidades não forem também consideradas. E que, por ironia, seu pai alimentava acelerando o twitter na mesma hora em que a tragédia aconteceu.

Que a tragédia faça a família Batista pensar.

Colaborou Eduardo Pegurier.

20 de março de 2012

19 de março de 2012

Adolpho Fuíca convida para o Movimento Nova Política no DF



O professor e geógrafo Adolpho Fuíca convida toda a comunidade pensante do DF para o Movimento Nova Política.

15 de março de 2012

Tatu-Bola para Mascote da Copa!

Confira aqui a campanha desenvolvida pela Associação Caatinga, no começo deste ano, para eleger o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), mascote da Copa do Mundo 2014.

Já há uma primeira conquista! A notícia ainda é extraoficial, porém diversos veículos de comunicação nacionais e internacionais estão divulgando que o tatu-bola foi escolhido pela FIFA para mascote da Copa do Mundo de 2014.


A proposta surgiu com o intuito de aliar a questão ambiental ao maior evento esportivo do planeta, além de mostrar ao mundo a exuberância e a riqueza da nossa natureza e fortalecer o compromisso ambiental que o Brasil precisa ter com a conservação da sua biodiversidade e com as espécies ameaçadas. O tatu-bola, espécie 100% brasileira, está ameaçado pelo desmatamento, pelas queimadas, pela caça e pela fragmentação de habitat. Quando se sente ameaçado o animal assume o formato de uma bola enrolando-se em sua carapaça, daí o seu nome.


O mascote deverá ser oficializado em setembro pela FIFA. Agora já estamos concentrados nos próximos passos. Queremos que a Copa 2014 deixe, além de infraestrutura e mobilidade urbana, um legado ambiental e que ajude o tatu-bola e outras espécies ameaçadas a saírem da lista vermelha. Vamos unir forças para que esta Copa, realizada no país da megadiversidade, contribua com ações concretas para a proteção da natureza.


A Associação Caatinga agradece pelo apoio. Essa vitória é de todos!

13 de março de 2012

Greve dos professores: entre 20% e 25% das escolas aderiram a greve, diz Secretário de Educação


O Secretário de Educação do Distrito Federal, Denilson Bento da Costa, informou que entre 20% e 25% das escolas do DF aderiram a greve dos professores, iniciada nesta segunda-feira (12/3). De acordo com o secretário, o GDF ainda não tem a intenção de entrar na justiça contra a greve.

Em entrevista ao Correio, o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, disse estar aberto ao diálogo e apesar de evitar a expressão "corte no ponto", avisou que os servidores que não retornarem ao trabalho, poderão ter a remuneração suspensa. "Para o trabalhador que não comparece e não tem justificativa, o Estado é impedido por lei de pagar o salário. Não temos intenção de acirrar disputa com a categoria, vamos respeitar a greve, mas o governo não tem condições de oferecer proposta agora", completou o secretário.

O presidente do Sinpro, Wahington Dourado, espera que haja avanço nas negociações. "Queremos propostas concretas e não pedidos para que tenhamos "paciência". Mas parece que o governo sentiu o peso do nosso movimento e se mostrou disposto a dialogar", disse. Segundo Dourado, apesar de ainda não ter um balanço, esta é a maior adesão da categoria nos últimos 10 anos. Segundo estimativas do presidente, aproximadamente 80% dos professores aderiram a greve.

Fonte: CB

Estudantes enfrentam ônibus velhos e estradas esburacadas para ir à escola

Alunos a partir de 7 anos acordam de madrugada para não perder a aula na zona rural do entorno. No caminho até a escola, eles enfrentam o desconforto e os riscos de veículos velhos e estradas esburacadas.

Ônibus escolar atravessa uma ponte de madeira refeita após desabar com caminhão: tábuas soltas e guard rail quebrado (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Ônibus escolar atravessa uma ponte de madeira refeita após desabar com caminhão: tábuas soltas e guard rail quebrado


Nos lugarejos mais distantes de Planaltina de Goiás, os veículos escolares chegam a passar por mais de 10 mata-burros e três pontes, além de dois trechos de estada de terra tomada pela erosão e cercada por desfiladeiros. Mas nada tira mais o sono dos estudantes e seus pais do que uma ponte de madeira sobre o Rio Cocal, a cerca de 1km da sede do núcleo rural Córrego Rico. Por ela, cruza o ônibus lotado que leva e traz os alunos das duas escolas públicas da região, no distrito de São Gabriel. Três anos atrás, um caminhão pesado caiu com a ponte. A prefeitura refez a travessia, mas usando também madeira, já solta e podre. Quando chove e o volume do rio aumenta, os estudantes preferem descer do veículo e atravessar a ponte a pé, antes do coletivo.

Bruno Diego Amado Gonçalves, 13 anos, é um dos estudantes que acordam cedo, ainda de madrugada, para pegar o transporte público até a escola. Ele não esconde o medo de passar pela ponte. “A gente (os passageiros) reza quando o ônibus vai atravessar a ponte. Muitas vezes pedimos o motorista para parar e deixar a gente descer para passar a pé”, conta o menino. Ele mora a quase 60km da escola. Precisa fazer baldeação na ida e na volta ao colégio. Pega uma van que o deixa com vizinhos na sede Córrego, onde o ônibus é abastecido por estudantes moradores de vários povoados da região.

Fonte: CB

8 de março de 2012

Seja um seguidor do blog e concorra a estadia de um fim de semana no Recanto do Fuíca, na cidade de Pirenópolis (GO).


O primeiro sorteio será realizado no dia 9 de abril. Na mesma semana, entrarei em contato com o ganhador por e-mail para definirmos a data do passeio.


Participe!

7 de março de 2012

quase não tem fruta nos sucos em caixinha



Suco de fruta, suco tropical, néctar de frutas, refresco... Em busca de uma alimentação mais saudável e menos agressiva ao meio ambiente, cada vez mais pessoas procuram ingerir produtos próximos ao natural e sem aditivos, mas procurando manter a praticidade. Mas a maior parte do que parece suco de fruta na prateleira do supermercado é o chamado néctar. O que esses consumidores ignoram é que apesar de atraente o néctar passa longe do verdadeiro suco de fruta.

De acordo com o
Decreto 6.871, o suco de fruta integral deve apresentar 100% de suco de fruta em sua composição, sem adição de água e açúcar. A exceção fica por conta das chamadas frutas tropicais, que por sua viscosidade e sabor mais forte precisam ser diluídas. Seus sucos tem a exigência de ao menos 35% de polpa de fruta legítima. Neste grupo, conforme aInstrução Normativa nº 12, encontram-se abacaxi, acerola, cajá, caju, goiaba, graviola, mamão, manga, mangaba, maracujá e pitanga. Pode-se adicionar até 10% de açúcar, de acordo com a quantidade máxima fixada para cada tipo, desde que a embalagem venha especificado com “adoçado” no rótulo.

Já o néctar de frutas é a mistura de água e polpa de frutas com açúcar, além de poder conter ácido cítrico. Os néctares possuem uma porcentagem menor de fruta em sua composição, variando entre 20 e 30%. Além disso, os produtos nacionais ainda não trazem no rótulo o volume de açúcar, que pode variar de acordo com a fruta utilizada: néctar de banana, que é naturalmente doce, leva menos açúcar do que um néctar de tamarindo, por exemplo.

Temos ainda os refrescos (ou bebidas à base de frutas), geralmente apresentados em caixinhas com forte apelo infantil. Seu percentual de concentração de frutas é o menor da categoria: apenas 8%. Em sua composição estão liberados os corantes e aromatizantes artificiais – proibidos tanto nos sucos quanto nos néctares.

Embora seja obrigatório que as bebidas à base de frutas distingam em seus rótulos qual sua categoria, poucos são os consumidores que sabem quais são realmente as diferenças e suas implicações: a maioria chama as bebidas à base de frutas apenas de “suco”. Induzidos pela publicidade e pelo grande destaque das frutas nas ilustrações das embalagens,
a maioria tende a acreditar que leva pra casa um produto mais natural e saudável quando muitas vezes o teor de açúcar, carboidratos e aditivos químicos de determinadas bebidas é tão grande quanto o de refrigerantes.

Embora o brasileiro normalmente prefira sucos de fruta preparados na hora do consumo,
o mercado de néctares tem se expandido de forma rápida, principalmente nas grandes cidades, não só pela falta de tempo como também pelo preço, que é bem menor em comparação ao suco integral industrializado. No caso do néctar, por exemplo, pela conotação positiva da palavra, tem-se a ideia de que deteria a melhor parte da fruta ou uma concentração maior, quando o que ocorre é justamente uma diluição da polpa e, quanto mais baixa a concentração de fruta na bebida, menor o seu valor nutricional.

O mais saudável é tomar os sucos in natura, mas esse consumo também não substitui os benefícios da fruta. Embora os sucos naturais sejam ricos em vitaminas e minerais, são muito ricos também em
frutose, que é tão calórica quanto asacarose. Claro que um suco de frutas possui menos açúcar que um doce, mas se for ingerido demasiadamente também pode desequilibrar uma alimentação saudável.


Fonte: O Eco

5 de março de 2012

Novo Código Florestal deve anistiar 75% das multas milionárias

A aprovação do novo Código Florestal, prevista para esta semana, deve levar à suspensão de três em cada quatro multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal, informa reportagem de Lúcio Vaz e João Carlos Magalhães, publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A Folha obteve a lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental e separou as 139 que superam R$ 1 milhão. Dessas, 103 (ou pouco menos que 75%) serão suspensas, se mantido na Câmara o texto do código aprovado no Senado. Depois, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Pelo texto, serão perdoadas todas as multas aplicadas até 22 de julho de 2008, desde que seus responsáveis se cadastrem num programa de regularização ambiental. As punições aplicadas depois disso continuarão a valer.

Fonte: Folha de São Paulo

Transporte público ineficiente faz brasiliense recorrer ao carro de passeio

Usar o transporte público implica riscos de toda natureza na capital do país. É rotina ônibus pegar fogo com passageiros no Distrito Federal, assim como veículos quebrados, atrasados ou que não passam pelo ponto. Drama é enfrentado por 1 milhão de pessoas, que aguardam a renovação da frota por meio da licitação iniciada na última sexta-feira pelo governo local. A precariedade do sistema leva a população a recorrer cada vez mais a veículos de passeio. O resultado é o aumento de congestionamentos, mais poluição e menos vagas de estacionamento.

A matemática é simples. Um coletivo transporta 70 pessoas, em média, e ocupa 13 metros de asfalto. Com capacidade para cinco ocupantes, os carros circulam com 1,5 passageiro, em média. Para levar a mesma quantidade de gente que um ônibus, são necessários pelo menos 46 carros. Enfileirados, eles ocupam 175 metros de asfalto, espaço 13,6 vezes maior que o de um veículo de transporte público (veja arte). Para a sociedade, a troca do transporte de massa pelo individual é um prejuízo para os governos, para o meio ambiente e para a qualidade de vida de todos.

Fonte: CB

2 de março de 2012

PF centraliza no Distrito Federal apuração contra políticos

Fonte: Folha de São Paulo

Em um sinal de reconhecimento da morosidade das investigações criminais sobre políticos, as cúpulas da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal fizeram um acordo para que todos os inquéritos que envolvam deputados, senadores e ministros sejam centralizados na Corregedoria da PF, em Brasília, informa reportagem de Fernando Mello, Felipe Seligman e Rubens Valente, publicada na Folha desta sexta-feira.

A centralização das investigações foi idealizada no fim de 2008 pelo então diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o então presidente do STF, Gilmar Mendes.

Naquele momento, em meio à polêmica da Operação Satiagraha (que levou à prisão do banqueiro Daniel Dantas), Mendes criticou o que chamou de "espetacularização" das operações policiais.

O acordo, agora revelado pela Folha, foi acertado sem mudanças na legislação e entrou em prática em 2010. Ele consta de documentos inéditos que integram os 258 processos sobre autoridades com foro privilegiado no Supremo.


Editoria de Arte/Folhapress

1 de março de 2012

Onda de sequestros muda os hábitos de brasilienses

Diante dos frequentes casos registrados na cidade, especialistas em segurança alertam para a necessidade de, em vez de pânico, o brasiliense tomar precauções que minimizem as chances de ser mais uma vítima de bandidos.

Os cinco sequestros relâmpagos registrados na noite da última segunda-feira entraram para uma conta que já assustava os brasilienses: 71 crimes do gênero ocorreram desde o início do ano no Distrito Federal. Somente em janeiro, 56 vítimas foram feitas reféns por criminosos na capital, o equivalente a um caso a cada 13 horas. O índice já havia subido 33,9% de 2010 para o ano passado, quando a polícia registrou 675 sequestros relâmpagos. Os números chocam e mudam hábitos dos moradores, que, cada vez mais cuidadosos, evitam dar chances para os criminosos. Para especialistas, a cautela é fundamental, mas a comunidade deve evitar o pânico causado pelas notícias negativas.

A história da estudante de 32 anos rendida por dois adolescentes na Asa Sul e levada para São Sebastião, onde foi estuprada, chocou mulheres com rotinas similares à da vítima. A universitária Jeruza Lima de Souza, 22 anos, moradora do Guará, confessa que se assustou com o caso e afirma que o ocorrido serve como um novo alerta. “Não saio mais à noite, fico morrendo de medo. Não fico na porta do colégio e espero meu namorado me buscar lá dentro. Só saio com ele”, conta. Ela começou a tomar esses cuidados depois que quase foi vítima de um assalto há alguns meses. O receio de ser vítima de roubos e estupros ainda cresce cada vez que ouve casos que mostram o aumento de violência na vizinhança.

Fonte: CB