28 de fevereiro de 2013

Marina Silva visita a Feira do Guará

Marina Silva visitou a Feira do Guará no último sábado, dia 23 de fevereiro, e conversou com feirantes e visitantes do local. Confira abaixo as fotos deste encontro. 

Em breve publicaremos aqui no blog o vídeo desta visita.


















21 de fevereiro de 2013

Apoiadores do partido de Marina Silva fazem sua primeira reunião no Acre



A Rede Sustentabilidade, ou simplesmente Rede, partido lançado no último dia 16 em Brasília por apoiadores da ex-senadora Marina Silva já começa a reunir assinaturas em todo o Brasil. No Acre, os apoiadores da Rede fazem uma reunião para conversar sobre a proposta do partido, esclarecer dúvidas e organizar a campanha de coleta de assinaturas no estado para o registro legal do partido. O encontro acontece neste sábado (23)  às 15h no Espaço Gaya, que fica atrás da Saudosa Maloca, em Rio Branco.
A organização tem como objetivo coletar 10 mil assinaturas no estado. Filiados de outros partidos também podem assinar, já que o apoio a criação do partido não gera vínculo partidário. A única obrigatoriedade é que os apoiadores tenham título de eleitor, sendo que jovens a partir dos 16 anos que tiverem o documento também podem fazer parte do processo.
Para o membro da rede, Toinho Alves, a meta acreana é alta. "Aqui há muito constrangimento político, as pessoas são muito apegadas aos seus partidos e as cúpulas vigiam suas bases. Há um radicalismo muito grande na polarização governo-oposição. Achar dez mil independentes e corajosos que queiram se expor não é fácil", disse Alves.
Para ele, os jovens vão fazer o diferencial. "Acho que isso vai ser superado pelos mais jovens". Alves acredita que a rede já desperta interesse em muita gente que não se encaixa nos partidos existentes.
Rede Sustentabilidade
Tendo a ex-senadora 
Marina Silva como um dos principais nomes, o novo partido pretende ser um novo instrumento político para defender a sustentabilidade e aprofundar e modificar a democracia no Brasil.
A rede tem entre seus pilares a transparência nas decisões e na gestão do partido, o fortalecimento dos processos democráticos internos e a valorização da diversidade de pensamento.
Para isso, o partido incorporou em seus estatuto, ainda provisório, algumas mudanças. Uma delas é a reserva de 30% das vagas nas eleições proporcionais para candidaturas independentes, destinadas a cidadãos não filiados que representem movimentos e causas relevantes para o País.
O documento também prevê  apenas uma reeleição para os futuros parlamentares, um teto para doações ao partido e transparência online durante as campanhas eleitorais.O partido não pretende aceitar financiamento das indústrias ligadas à produção de armas, agrotóxicos, bebidas e cigarros.
O partido precisa coletar em todo o país 500 mil assinaturas, em nove estados da federação, para conseguir o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Essas assinaturas têm que ser coletadas até outubro deste ano, para que a Rede possa participar das eleições de 2014.
Fonte: G1

20 de fevereiro de 2013

Encontro Histórico #Rede Pró Partido


No último sábado, um encontro histórico com mais de mil militantes aprovou o programa e o estatuto do novo partido de Marina Silva.
O nosso próximo passo é coletar cerca de 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados do país. Entre conosco nesta luta!
Confiram as imagens deste encontro:


















15 de fevereiro de 2013

Por nova sigla, Marina recicla estratégia que usou em 2010



A ex-senadora Marina Silva vai reeditar estratégia que usou na campanha à Presidência em 2010 para tentar acelerar a coleta das 500 mil assinaturas necessárias à fundação de seu novo partido, provisoriamente chamado de "Rede". 

Ela vai revisitar o conceito que deu origem às "Casas de Marina", comitês domiciliares usados para divulgar sua candidatura presidencial e buscar voluntários que queiram fazer de seus lares e estabelecimentos centros de coleta de assinaturas de apoio ao novo partido. 

As "casas pró-Rede" também servirão à campanha de marketing da nova legenda, coordenada pelo cineasta Fernando Meirelles. 

Marina Silva e seus aliados correm contra o tempo para tirar a nova legenda do campo das ideias. A cúpula da nova sigla trabalha com a estimativa otimista de levantar as 500 mil assinaturas necessárias em até três meses.

Só com esse número de apoiamentos é possível dar início ao registro na Justiça Eleitoral. Para concorrer em 2014, Marina precisa finalizar essa burocracia até setembro.
"Esperamos uma adesão voluntária muito grande", disse o deputado Walter Feldman (SP), colaborador da Rede, hoje no PSDB. "A ideia é descentralizar ao máximo a coleta de assinaturas", completou Basileu Margarido, ligado à ex-senadora. 

Haverá um comitê oficial de apoiamento em cada Estado. A Rede vai, ainda, reutilizar estratégia que serviu ao PSOL, em 2004, e instalar quiosques para coleta de assinaturas em universidades. 

O carro-chefe da mobilização, no entanto, será a internet, que irá disponibilizar fichas de apoiamento on-line e cadastros para "multiplicadores"-- pessoas dispostas a coletar, voluntariamente, dezenas de assinaturas. 

A Rede promete uma pauta ética. Seu estatuto prevê prazo de validade para mandatos parlamentares. Quem os tiver exercido por mais de 16 anos, não poderá sair candidato a novo cargo. 

Fonte: Folha de São Paulo

14 de fevereiro de 2013

VII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado

Recomendo a todos que assistam a este vídeo sobre o VII encontro dos povos do Cerrado ocorrido aqui em Brasília entre os dias 12 a 16 de setembro de 2012. Espero que gostem.



Abraços fraternos!
Adolpho Fuíca

5 de dezembro de 2012

Pequi, o protetor dos atletas


Fazer exercícios é bom, mas exagerar na dose é perigoso. A virtude está no meio, conforme repetem, há milênios, os discípulos de Aristóteles, Buda e Confúcio.


Quando os músculos entram em funcionamento, o organismo tende a canalizar mais oxigênio para eles e menos para os órgãos. Depois, ao longo do exercício, alternam-se momentos com excesso e escassez de oxigênio. A respiração acelera o processo de oxidação e aumenta a produção de radicais livres. Novamente o organismo contrabalança, liberando mais enzimas e substâncias antioxidantes para neutralizar os radicais livres.

Todo esse vai e volta é para restabelecer o equilíbrio. Se o exercício é muito prolongado ou o nível de exigência é muito alto, porém, o organismo não dá conta de garantir a normalização. Aí ocorre o estresse oxidativo, com potencial para causar danos nos componentes das células, incluindo proteínas e até o DNA do indivíduo. Por essa razão, esportistas de alto desempenho devem tomar suplementos antioxidantes e assim proteger, em especial, o coração, os pulmões e o fígado.

Ocorre que parte da resposta ao exercício – a produção das enzimas antioxidantes – é determinada geneticamente, ou seja, difere de pessoa para pessoa. “Devido à nossa diversidade genética é difícil determinar o que é exercício demais para cada indivíduo ou qual a dose ideal de suplementos antioxidantes, pois eliminar todos os radicais livres também não é bom, uma vez que os músculos precisam deles como sinalização para funcionar direito”, explica a bióloga especializada em Genética Humana, Ana Luisa Miranda-Vilela, da Universidade de Brasília (UnB).

A busca por substâncias mais seguras levou ao estudo de alimentos com propriedades antioxidantes para substituir s suplementos sintetizados em laboratório. Aqui entra na história o pequi (Caryocar brasiliense), fruto típico do Cerrado brasileiro, ingrediente obrigatório nas mesas tradicionais de goianos.

“O pequi é rico vitamina E e em carotenoides, que são eficientes para proteger coração e fígado em situações de baixa oxigenação, quando vai tudo para os músculos”, diz Ana Luisa. “Também é rico em vitamina C, que protege o pulmão em caso de esgotamento, quando é comum baixar a imunidade e abrir caminho para gripes e doenças respiratórias”.

Sob a orientação de Cesar Koppe Grisolia, também da UnB, a pesquisadora desenvolveu seu doutorado sobre o efeito antioxidante do óleo de pequi, realizando primeiro testes de toxicologia em camundongos e, depois, exames de sangue em atletas, antes e depois de corridas, primeiro sem nenhuma suplementação e em seguida a 14 dias de suplementação com cápsulas de óleo de pequi. A pesquisa durou quatro anos, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no último ano. Rendeu uma patente e está em fase de transferência de tecnologia e registro na Anvisa para gerar um produto comercial.

“O óleo de pequi, além de possuir várias propriedades nutricionais, apresentou efeitos antioxidantes e cardiovasculares protetores”, diz a conclusão da tese de Ana Luisa. Juntamente com Cesar Grisolia, a autora continua a trabalhar com o pequi, investigando agora o potencial como adjuvante na quimioterapia do câncer. E mais duas mestrandas também se debruçam sobre a fruta verde-amarela (casca verde e polpa amarela): Mariana Matos Roll e Ieler Ferreira Ribeiro.

Nossa torcida é para tudo andar em e rápido, pois 2014 e 2016 estão aí na porta e nossos atletas precisam mesmo de um bravo fruto do Cerrado para proteger seus corações!   Fonte: www.planetasustentavel.abril.com.br    
 

26 de novembro de 2012

Casa de acolhimento para pessoas especiais

Assista ao vídeo abaixo, produzido pelo jornalista Sandro Neiva, e conheça um pouco da história da VILA DO PEQUENINO JESUS, casa de acolhimento para jovens, crianças e adultos especiais, sem fins lucrativos, localizada no Lago Sul. 

Um abraço do Fuíca!

21 de novembro de 2012

Os Fios Tóxicos

Investigações do Greenpeace encontraram produtos químicos perigosos em roupas de 20 principais marcas de moda.

Algumas das maiores marcas de roupas estão vendendo roupas contaminadas com produtos químicos perigosos que ao entrar em contato com água se fracionam e formam substâncias que alteram a forma como os hormônios naturais atuam no corpo humano. Também foram encontrados vestígios de substâncias químicas cancerígenas, de acordo com o relatório publicado hoje pelo Greenpeace Internacional.


Investigações do Greenpeace encontraram produtos químicos perigosos em roupas de 20 principais marcas de moda. A Zara está sozinha no estudo por ter peças de roupas que podem originar substâncias químicas que desregulam os hormônios e que podem causar câncer.

O relatório investigativo do Greenpeace Internacional, “Os fios tóxicos - o grande remendo da indústria da moda” em Inglês, abrange testes de 141 itens de vestuário e expõe as ligações entre instalações fabris têxteis que utilizam produtos químicos perigosos e a presença de produtos químicos nos produtos finais.

“As principais marcas de moda estão transformando todos em vítimas da moda, nos vendendo roupas que contêm produtos químicos perigosos que contribuem para a poluição tóxica da água em todo o mundo”, disse Yifang Li, Campaigner Sênior de Tóxicos, do Greenpeace Asia.

Uma das principais conclusões é que todas as marcas analisadas tiveram diversos itens contendo nonilfenóis (NPs), químicos que se quebram em outras substâncias e que alteram a forma como os hormônios atuam no corpo humano. As maiores concentrações - acima de 1000 partes por milhão - foram encontradas em itens de vestuário da Zara, Metersbonwe, Levi’s, C&A, Mango, Calvin Klein, Jack&Jones e Marks&Spencer.

Outros químicos identificados incluíam elevados níveis de ftalatos tóxicos em quatro dos produtos e os traços de uma amina cancerígena proveniente da utilização de alguns corantes azóicos, em dois produtos de Zara. A presença de outros tipos de produtos químicos industriais potencialmente perigosos foram encontrados em muitos dos itens testados.

“Em alguns dos itens testados da Zara, foram encontradas substâncias cancerígenas e que podem desregular os hormônios naturais, o que é inaceitável para os consumidores e para as pessoas que vivem perto da fábrica onde essas roupas são feitas. Como a Zara pode ter certeza de que mais roupas da sua linha de produção não estão contaminadas com estes produtos químicos perigosos?”, disse Martin Hojsik, Coordenador da Campanha de Detox, do Greenpeace Internacional.

“Como a maior varejista de roupas do mundo, a Zara precisa assumir a liderança e tomar medidas urgentes, ambiciosas e transparentes para limpar e desintoxicar suas roupas e sua cadeia de fornecedores”, completou Hojsik.

Os itens testados foram fabricados principalmente no hemisfério sul, e incluíam calças jeans, calças, camisetas, vestidos e roupas íntimas. As peças foram projetadas para homens, mulheres e crianças e feitas a partir de fibras artificiais e naturais. Os produtos químicos perigosos estão incorporados nestes materiais ou são deixados como resíduos indesejados que restaram do processo de fabricação.

“A indústria têxtil continua a tratar os cursos-d’água públicos como seus esgotos particulares. Mas a nossa moda não tem que custar o preço do planeta, nossas roupas não têm que ser fabricadas com produtos químicos perigosos”, disse Yifang Li, Campaigner Sênior de Tóxicos do Greenpeace Ásia.

O Greenpeace exige que as marcas de moda se comprometam a parar de poluir com produtos químicos até 2020. Algumas delas, como a H&M e a Marks&Spencer, já o fizeram e exigem que seus fornecedores divulguem todas as substâncias químicas que suas instalações fabris lançam no ambiente.



Fonte: Greenpeace.


7 de novembro de 2012

Vídeo da Escola da Natureza

Parabéns a toda a equipe da ESCOLA DA NATUREZA. Assista abaixo a um vídeo produzido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal.


6 de novembro de 2012

Agrotóxico utilizado como chumbinho é retirado do mercado brasileiro



O aldicarbe, agrotóxico utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, informou nesta segunda-feira (5/11) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Estimativas do governo apontam que o produto é responsável por quase 60% dos 8 mil casos de intoxicação relacionados a chumbinho no Brasil todos os anos. O aldicarbe tem a mais elevada toxicidade entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos até então autorizados para uso no país.

O único produto à base de aldicarbe que tinha autorização de uso no Brasil era o Temik 150, da empresa Bayer. “Trata-se de um agrotóxico granulado, classificado como extremamente tóxico, que tinha aprovação para uso exclusivamente agrícola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplicação nas culturas de batata, café, citros e cana-de-açúcar”, informou a Anvisa.

Por meio de nota, o órgão destacou que o cancelamento do registro dos produtos à base de aldicarbe segue recomendação feita durante reunião, em 2006, da Comissão de Reavaliação Toxicológica. Na época, foi estabelecida uma série de medidas para a continuidade do uso do aldicarbe no Brasil, como a restrição de venda aos estados da Bahia, de Minas Gerais e de São Paulo, exclusivamente para agricultores certificados e propriedades cadastradas para uso do produto; e a inclusão de agente amargante e de emético (substância que induz ao vômito) na formulação do produto.

Após o processo de reavaliação, a Bayer S/A apresentou, em 2011, um cronograma de descontinuidade de comercialização e de encerramento de importação, distribuição e utilização do produto. A empresa se comprometeu ainda a efetuar o recolhimento de qualquer sobra do produto em posse de agricultores.

Em junho de 2012, a Anvisa cancelou o informe de avaliação toxicológica dos agrotóxicos à base de aldicarbe e, em outubro de 2012, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou o cancelamento do registro do Temik 150. Com a decisão, estão proibidos no Brasil a produção, a comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe.

A Anvisa destacou que o chumbinho é ineficaz no combate doméstico de roedores já que, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e não consomem o alimento envenenado. Já os raticidas legalizados agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento. Dessa forma, a morte do animal não fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da colônia ingiram o veneno.

A agência destacou ainda que o chumbinho é um produto clandestino e que no rótulo não há quaisquer orientações quanto ao manuseio e à segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição do ingrediente ativo e antídotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento, o que dificulta a ação de profissionais de saúde no atendimento a pessoas intoxicadas.

Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho são registrados em menos de uma hora após a ingestão e incluem náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia.

Em caso de intoxicação, a orientação da Anvisa é que a pessoa ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. O serviço é gratuito e está disponível para todo o país.

Fonte: ANVISA

26 de outubro de 2012

Sobre todos nós


Já se disse tudo sobre os guarani-kaiowá. Nada parece comover a "civilização brasileira" de que o extermínio desse povo é um crime imperdoável e o sangue de suas crianças recai sobre todos nós. Dói na alma ler a carta da comunidade Pyelito kue""Mbarakay, de Iguatemi (MS), divulgada depois que a Justiça de Naviraí (MS) determinou sua retirada da beira de um rio.

É um daqueles documentos que testemunham momentos graves na formação do país, como os relatos de Canudos e do Contestado, da Revolta da Chibata, da escravidão, da ditadura, dos incontáveis massacres e chacinas que tingem o chão de nossa pátria.

Ouçamos a voz guarani-kaiowá: "(...) avaliamos a nossa situação e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos acampados a 50 metros do rio Hovy, onde já ocorreram quatro mortes, sendo que dois morreram por meio de suicídio e dois em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um ano, estamos sem assistência nenhuma, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia a dia para recuperar o nosso território antigo Pyelito kue-Mbarakay".

Onde estão os poderes da República, o sistema político, as grandes empresas que se dizem salvadoras da economia nacional? Onde está a opinião pública? Onde está o brasileiro cordial?

Escutemos: " (...) ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais".

Há um suicídio a cada seis dias entre os guarani-kaiowá. Quase 50 são assassinados por ano. Agressões incontáveis. Falta ética, respeito à vida e responsabilidade para com os mais frágeis.

Não faltam anestesiadores de consciência sempre dispostos a minimizar a gravidade da situação, ao dizer que os índios estão blefando, que as "ONGs estrangeiras" estão por trás, conspirando contra o Brasil.
A pergunta é: até quando assistiremos o genocídio sem fazer nada? Cada um sabe se é um destinatário da pergunta e em que medida participa da resposta.
 

Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010.

23 de outubro de 2012

POR UM BRASIL ECOLÓGICO, LIVRE DE TRANSGÊNICOS & AGROTÓXICOS



Entidades pedem a reavaliação de milho transgênico questionado em recente estudo francês

Número 605 - 19 de outubro de 2012
Car@s Amig@s,

Entidades da sociedade civil encaminharam um ofício ao governo federal questionando a liberação comercial do milho modificado geneticamente NK603. O requerimento de reavaliação foi direcionado a diversos ministros e representantes de órgãos relacionados ao tema, e seu objetivo é suspender o uso dessa tecnologia até que pesquisas independentes confirmem sua segurança alimentar e nutricional. Movimentos sociais, organizações civis, entidades científicas e de direitos, dentre outros segmentos, assinam o
documento.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio aprovou em 2008 a liberação comercial do milho geneticamente modificado NK603, tolerante ao Glifosato (Milho Roundup Ready), de propriedade da Monsanto S/A, que hoje é cultivado em todo o Brasil. A avaliação dos movimentos é que as pesquisas que embasaram a autorização do plantio, como de praxe nas liberações comerciais de transgênicos no país, foram baseadas em estudos de curto prazo e elaborados pela própria empresa proponente. Outras cinco variedades de milhos transgênicos possuem o evento NK603 em sua composição.

Novos conhecimentos científicos sobre os efeitos adversos do NK603 foram publicados no mês de setembro pela renomada revista científica Food and Chemical Toxicology. Pesquisadores da Universidade de Caen, na França, comprovaram alterações metabólicas decorrentes do consumo do milho geneticamente modificado, casado ou não à utilização do herbicida Roundup. O estudo é considerado inédito por ter avaliado mais de 100 parâmetros ao longo de 2 anos com 200 ratos de laboratório. Os resultados revelaram uma mortalidade mais alta e frequente quando foram consumidos esses dois produtos, com efeitos hormonais não lineares e relacionados ao sexo. As fêmeas desenvolveram numerosos e significantes tumores mamários, além de problemas hipofisários e renais. Os machos morreram, em sua maioria, de graves deficiências crônicas hepato-renais.

Os autores do estudo propõem que os transgênicos devem ser avaliados com muito cuidado por estudos de longo prazo para medir os seus potenciais efeitos tóxicos. A Rússia suspendeu a importação deste milho após a publicação do estudo e a França requereu estudos para auferir sua segurança, cujos resultados vão determinar ou não a defesa do governo francês pela suspensão deste evento em toda a União Europeia com uma moratória das culturas de OGM. No Brasil, a Lei Nacional de Biossegurança (11.105/2005) prevê a reavaliação de decisões técnicas fundamentada em fatos ou conhecimentos científicos novos que sejam relevantes à biossegurança. Além disso, o Conselho Nacional de Biossegurança (CBNS) também tem prerrogativa de justificar a não utilização de determinados produtos com base no interesse nacional.

A sociedade civil elaborou o documento ressaltando a urgência de se reavaliar as liberações comerciais relacionadas ao milho NK603 e, até que isso seja feito, pede que sejam suspensos os efeitos desses pareceres técnicos. O objetivo é proibir o plantio, uso e comercialização deste tipo de semente, tendo em vista o risco que estes grãos representam à população brasileira. É inadmissível, segundo as organizações, que pesquisas de relevância à saúde da população sejam conduzidas apenas pelas empresas proponentes de pedidos de liberação comercial de transgênicos, cujos interesses refletem apenas o lucro dessas transnacionais. Defendem, portanto, estudos realizados por pesquisadores independentes e desvinculados dos interesses econômicos dessas empresas. No requerimento solicitam ainda que o Ibama e a Anvisa, enquanto entidades de registro e fiscalização, requeiram também a reavaliação desses pareceres técnicos do milho NK603 e que os ministros integrantes do CNBS se posicionem sobre o assunto.

Por Articulação Nacional de Agroecologia

22 de outubro de 2012

Traficante de animais detido duas vezes em outubro continuará livre

Papagaios apreendidos pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. No caminho do tráfico, muitos morrem pelo transporte precário. (Foto: PMA/MS)

Campo Grande (MS) – A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA/MS) apreendeu, no sul do Estado, na segunda-feira (15), mais 46 filhotes de papagaios que seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

As aves estavam em caixas dentro de um veículo conduzido por dois homens, um dos quais, no início de outubro, já fora autuado pela PMA com 38 aves. Ambos responderão em liberdade, o traficante reincidente ainda não foi julgado pelo primeiro caso.

O fato aconteceu em meio à campanha educativa da Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul (PMA-MS) com o objetivo de prevenir o tráfico de animais silvestres, atividade que se intensifica na primavera, período de reprodução de grande parte de espécies da avifauna.

Os traficantes foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema e responderão por crime ambiental. Poderão pegar pena de 6 meses a 1 ano de detenção. Cada um também foi multado em R$ 46.000,00, embora a legislação permita recorrerem do pagamento.

Os animais foram encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande, onde passarão por exames de sanidade exigidos pela legislação brasileira para serem reintroduzidos na natureza.

O Eco

10 de outubro de 2012

Festival do Minuto Tema Rios


Tema  inspira produções de um minuto em animação, filmes de celular ou qualquer outro meio  audiovisual

Concurso tem patrocínio da Sabesp e apoio da ANA – Agência Nacional de Águas. Além de 3 laptops, agora os melhores trabalhos concorrem também ao Prêmio Especial ANA no valor de R$ 5 mil

Rios. Correntes contínuas de água que desaguam em outros rios ou mares. Habitat de muitos e muitos seres vivos, de diversas espécies. Os rios são ainda vias de transporte muito eficazes, espaços para momentos de lazer - pesca, esportes, natação, remo – e contemplação. Impactam fundamentalmente a qualidade de vida do planeta e são cenários de diversos momentos das vidas das pessoas.

O Brasil é um país imensamente rico em recursos hídricos: 13% de toda a água doce do mundo está aqui. Considerando esses aspectos, o tema Rios pode trazer diversas abordagens. Claro que a preservação e o viés ecológico rendem grandes produções, mas o concurso não se restringe a esse tipo de aproximação.  Uma recordação que envolva a família, os amigos ou um amor; causos e lendas e mesmo o rio como alegoria: todas as ideias serão aceitas pela curadoria.

Desde que foi lançado, a página do concurso já teve mais de cinco mil acessos e cerca de 80 vídeos já foram enviados. Os três melhores trabalhos selecionados pela curadoria do Festival serão premiados com um laptop cada. E ainda, o vídeo selecionado pela ANA – Agência Nacional de Águas -  levará o Prêmio Especial de Aquisição ANA, no valor de R$ 5 mil.

Se você tem uma história para contar que envolva o tema rio, produza seu vídeo de 1 minuto e inscreva no site  www.festivaldominuto.com.br sua criação. As inscrições são abertas a todos os públicos e seguem até o dia 27 de outubro de 2012.

Sobre a Sabesp

A Sabesp não abastece sua vida só de água, mas também de cultura. Por isso patrocina diversos projetos nas áreas de literatura, artes plásticas, música, dança, teatro, circo, cinema e preservação de patrimônios culturais. Respeitando a pluralidade cultural brasileira, a Sabesp procura enfatizar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentado e a memória da sociedade. Nos últimos anos, foi a empresa do Governo do Estado de São Paulo que mais investiu no Programa de Fomento ao Cinema Paulista, da Secretaria de Estado da Cultura, possibilitando a realização de importantes filmes do nosso cinema. Para a Sabesp, praticar responsabilidade socioambiental quer dizer respeitar a vida, nas suas mais variadas necessidades. E, entre elas a cultura.

Sobre a ANA

A Agência Nacional de Águas (ANA) estimula a disseminação de informações sobre preservação e valorização da água na cultura brasileira por meio de diversas atividades institucionais. Criada em 17 de junho de 2000 pela Lei 9.984, a ANA é uma autarquia especial ligada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) que tem por finalidade coordenar e implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), em articulação com integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), e regular os usos múltiplos dos recursos hídricos em rios da União.



Sobre o Festival do Minuto

O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e é hoje o maior festival de vídeos da América Latina. A partir do evento brasileiro, surgiram Festivais do Minuto em mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do festival inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel), Beto Brant (O Invasor) e Tata Amaral (Um Céu de Estrelas, Antônia).