25 de novembro de 2011

Participe do movimento pela preservação do nome do Estádio Mané Garrincha

Apesar de torcer pelo Fluminense, defendo a preservação do nome do saudoso estádio MANÉ GARRINCHA. Participe da campanha e DEFENDA NOSSA HISTORIA! Abraço e bom final de semana!

Adolpho Fuíca


O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi inaugurado em 1974. Ele faz parte do Centro Desportivo de Brasília que conta com o ginásio Nilson Nelson, a antiga pisicina coberta Cláudio Coutinho e o Autódromo Nelson Piquet, dentre outras instalações.

Agora, em reforma para a Copa 2014, passados quase 40 anos, o governo Agnelo quer mudar seu nome para o amorfo nome de Estádio Nacional de Brasília. Dizem que é uma exigência da Fifa, que assim ficaria liberada de pagar qualquer direito autoral aos herdeiros do craque das pernas tortas que chegou a jogar em Brasília, no final de sua carreira, no Ceub.

Muito muito mais “nacional” do que o nome que Agnelo deseja batizar é a importância que Garrincha representou e continua representando para o esporte brasileiro.

Fato raro no Brasil, Mané Garrincha foi homenageado por todos os brasileiros ainda vivo, então aos 40 anos de idade! Homenageado pelo que fez pelo esporte nacional não somente por botafoguenses, mas por todos os brasileiros que o reconhecem também como o principal responsável pelas conquistas das Copas do Mundo de 1958 (Suécia) e 1962 (Chile).

Assim, este blog se soma a diversos brasilienses e brasileiros que indignados com a iniciativa de Agnelo Queiroz criaram um manifesto em linha e lançaram na internet um abaixo-assinado que representa a vontade popular dos brasileiros, lutando pela preservação da memória nacional por meio da manutenção do nome Mané Garrincha no reformado Estádio.

A memória brasileira precisa ser preservada não só nos esportes, mas em todas as outras ações.

Convidamos você a assinar esta petição eletrônica (clique aqui) e a convidar seus amigos para fazerem o mesmo.

O Mané Garrincha não foi palco apenas de futebol, ele também foi um espaço dedicado a cultura nacional, em especial à musica. O Mané Garrincha foi palco dos Mamonas Asssassinas ao Iron Maiden.

Abaixo, um texto sobre parte desta trajetória. Se você quiser contar outra, escreva para nós, que a publicaremos.

HISTORIA DO ESTADIO MANÉ GARRINCHA – 1988 – LEGIÃO URBANA
Por Daniel Cariello · Brasília, DF

Para quem não conhece a história, o Festival de Altamont reuniu, em 1969, bandas seminais como Jefferson Airplane, The Flying Burrito Brothers e os Rolling Stones. E foi no show do grupo de Mick Jagger que a confusão rolou: durante uma briga, os motoqueiros Hell’s Angels, que cuidavam da segurança, espancaram um fã até a morte.

Em Brasília, em 1988, o tumulto não chegou a esse extremo. Mas também não ficou muito longe. E as conseqüências foram semelhantes.

O cenário era a Capital Federal, estádio Mané Garrincha. E a banda era a Legião Urbana, comandada pelo redentor Renato Russo e seus três apóstolos. Juntos, lideravam uma turba de 50 mil pessoas. 50 mil fanáticos. 50 mil dispostos a dar o sangue pelo salvador. E foi o que acabou acontecendo.

Analisada em perspectiva histórica, dá pra dizer que essa noite mudou a trajetória do mais famoso grupo de rock brasileiro em todos os tempos. E eu estava lá.

Faroeste Caboclo

Tinha 14 anos. Era o primeiro show de rock que assistia na vida. A Legião Urbana era amada na cidade mais ou menos como os Beatles em Liverpool. Todo mundo foi ao Mané Garrincha. Todo mundo mesmo. Os 50 mil presentes compraram ingressos, ou não, e lotavam o gramado, as cadeiras e as arquibancadas do estádio.

Foi uma noite tensa. A polícia montada avançava com os cavalos sobre as transamazônicas filas que se formavam do lado de fora. A cidade estava extasiada. Ninguém queria perder a volta do ídolo, um ano e meio depois. O caos era tão grande que tiveram a brilhante idéia de liberar as roletas. Quem tinha ingresso entrava. Quem não tinha entrava também.

A aparição da banda no palco pareceu a volta do messias. E, de certa forma, era mesmo. A multidão gritava enlouquecidamente, e o show começou, triunfal, com Que País é Esse?, música de mesmo nome do recém-lançado disco, que até então já tinha vendido mais de 400 mil cópias.

O que aconteceu naquela noite muita gente ainda se lembra: bombinhas explodiram no palco, um louco agarrou Renato Russo no meio de Conexão Amazônica, brigas por toda parte, o cantor xingou a platéia, a platéia xingou o cantor. Um clima de quase guerra civil.

A banda saiu do palco depois de 50 minutos de apresentação. O público, indignado, iniciou um quebra-quebra. Eu estava nas arquibancadas. E dava para ver a multidão correndo de um lado para o outro no gramado do estádio. A polícia, claro, não conseguiu controlar a catarse coletiva.

No dia seguinte, prometi pra mim mesmo que ficaria 10 anos sem ouvir as músicas deles. Fiquei uma semana. E a Legião nunca mais tocou em Galinho de Brasília.

Geração Coca-Cola

Antes da Legião Urbana, nenhuma banda da cidade tinha conseguido projeção nacional. Outras vieram depois. Mas a diferença é que o quarteto tinha Renato Russo, um professor de inglês que gostava de Bob Dylan, Beatles, Stones e Sex Pistols.

Naqueles anos, ninguém mais estava a fim de ouvir Absyntho, Metrô, Sempre Livre e outros grupos que, felizmente, apareceram e desapareceram na década de oitenta. Era hora de escutar músicas que contavam o que acontecia no dia-a-dia da gente.

Renato sabia o que dizia. E sabia o que o seu público queria que ele dissesse. Suas letras iam da desilusão amorosa entoada em Ainda é Cedo à revolta em ver a pátria sem rumo, gritada em Que País É Este?.

Ele tinha a poesia dos trovadores. Foi o maior letrista do rock brasileiro em todos os tempos, mas com alma punk. Quando parava pra falar, todos ouviam. Por isso mesmo falava o que queria. Uma mistura explosiva do poeta francês Baudelaire com Sid Vicious, o polêmico baixista dos Pistols.

Será?

Naquela noite de 18 de junho de 1988, isso tudo veio à tona. A idolatria pela Legião e especialmente pelo vocalista estavam no auge. A expectativa era muito grande, tanto do público quanto do grupo. A banda prometia revolta e energia em suas músicas e foi isso que levou 50 mil pessoas ao estádio. Quando as coisas começaram a dar errado, ficou impossível controlar os ânimos.

Assim como a tragédia de Altamont marcou a transição dos sonhadores anos 60 para a barra pesada dos anos 70, o show do Mané Garrincha foi também um divisor de águas na carreira do grupo e na história da cidade.

A partir daquele momento, o quarteto passou a evitar longas turnês e deixou de lado o discurso político. As letras tornaram-se mais introspectivas. Brasília nunca mais juntou tanta gente em uma apresentação de uma só banda e a segurança da platéia passou a ser levada mais a sério nos shows (ou você acha que 700 policiais e seguranças dariam conta da multidão?).

Renato Russo também deixou de lado o discurso messiânico. Não queria mais mudar o mundo. Passou a querer apenas cantar suas próprias aflições e angústias.

Naquela noite Brasília perdeu um punk. E muito da inocência também.

FATOS COMO ESTE SERÃO ESQUECIDOS PELA MEMÓRIA COM A MORTE SÚBITA DO ESTADIO MANÉ GARRINCHA!!!! DEFENDA NOSSA HISTORIA! POR FAVOR ASSINEM E COMPARTILHEM

Publicado em Arte e Cultura em Brasília, Brasília - DF, Copa 2014, Cultura, Esportes, GDF, Memória & História Nacional

SOS CLIMA TERRA

SOS CLIMA TERRA - Campanha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra o Aquecimento Global é um fórum da sociedade civil existente em 100 países, tratando prioritariamente da questão da crise climática , do aquecimento global e da sustentabilidade com o objetivo de conscientizar e mobilizar toda a sociedade e Governos para a urgência e emergência que é a crise climática planetária.

A ONU, através de seu braço científico para mudanças climáticas, o IPCC-ONU (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), determinou para a sobrevivência da humanidade que mudemos 50% da matriz energética do planeta até 2020, saindo da energia suja, fóssil e não renovável, e entrando na energia limpa e renovável. A ONU informou que não podemos admitir que a temperatura média do planeta suba além de 2°C , pois senão romperemos o mínimo de equilíbrio que o clima ainda tem e será catastrófico para a vida na Terra.

Estamos numa corrida absoluta contra o tempo. Todo ano, nós temos milhões de mortes por causa da crise climática. No Brasil, só nestes primeiros quatro meses, tivemos ,em 17 estados, mais de 3.500 mortes, mais de 180 mil desabrigados, mais de 5 milhões de feridos e mais de 5 bilhões de prejuízos materiais( dados da Defesa Civil Nacional).

Como colaboração para a Campanha da Fraternidade 2011 - “Fraternidade e Vida no Planeta”, já se preparando para a Marcha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra o Aquecimento Global , e tendo em vista que é a partir da democratização da informação que se mobiliza a sociedade para exigir dos Governos as mudanças urgentes e necessárias à sobrevivência da humanidade, estamos realizando palestras( vide cartaz anexo ) no Distrito Federal, direcionadas à comunidade acadêmica, sindicatos, igrejas, e sociedade civil em geral, com o objetivo de apresentar a crise climática nas suas dimensões geopolítica, técnica, moral e filosófica e este ano estamos incluindo a relação com o Código Florestal também.

Reconhecendo a prioridade absoluta desse tema, firmam uma parceria o SOS CLIMA TERRA- Campanha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra o Aquecimento Global, a Arquidiocese de Brasília a UnB, a UCB, a OAB-DF e varias outras instituições de ensino promovem, a palestra:Emergência Climática, Sustentabilidade e Aquecimento Global – em todas suas dimensões,incluindo o Código Florestal. Na palestra, haverá projeção do filme “Home, Nosso Planeta, Nossa Casa”, do diretor Bertrand.

Em função da gravidade e urgência da temática abordada teremos no evento a presença dos representantes máximos de todas as instituições envolvidas, nas pessoas de Reitor José Geraldo,Reitor Cícero Gontijo, Dom Sergio Rocha,Dr. Francisco Caputo e Dir.Valter Zancanaro e de Diretores de Escolas Públicas da Secretaria de Educação do GDF .

Conforme já tratado em telefonema( cartaz abaixo e também anexo), solicitamos urgente ,ampla e intensa cobertura por parte de todos os meios de comunicação que estão sob seu comando nesta instituição( site,jornais,boletins,revistas e etc), ,além do envio de emails para toda sua comunidade(professores,estudantes e funcionários). Solicitamos que acionem também todos seus contatos nas demais mídias nacional,internacional e local. Pedimos para reforçar a informação que embora as palestras sejam gratuitas é obrigatória a inscrição nos emails que constam no cartaz,inclusive também para a emissão dos certificados.( sosclimaterra30@yahoo.com.br e sosclimaterra1@gmail.com ).

Respeitosamente,
Glaucia Dias
SOS CLIMA TERRA

23 de novembro de 2011

Nova Política em Movimento

O site novapolitica.com.br, lançado há 2 semanas, já conta com 850 participantes!


Na nova plataforma do Movimento por uma Nova Política é possível acompanhar a agenda dos coletivos estaduais e temáticos, que estão começando a se organizar.


O Movimento lançou o seu primeiro coletivo estadual em São Paulo no último sábado, dia 19 de novembro, possibilitando o encontro e o diálogo de pessoas de diferentes partidos e setores da sociedade, comprometidas com o aprofundamento da democracia e da sustentabilidade.


Estiveram presentes Marina Silva, o Senador Eduardo Suplicy (PT) , os Deputados Federais Alfredo Sirkis (PV) e Ricardo Tripoli (PSDB), Muna Zein - representando a Deputada Federal Luiza Erundina (PSB) - Ricardo Young, Fábio Feldman, Sérgio Xavier, Soninha Francine, Walter Feldmann, Célio Turino, Oded Gragew, José Eli da Veiga e mais de 300 sonhátic@s.


Em seu discurso, Marina Silva disse que quer continuar sendo uma mantenedora de utopias. Com relação ao Movimento, enfatizou que deve ser maior do que pretensões de partido, deve ser amplo, com pessoas de diferentes partidos ou sem partido, unidas por princípios: “vamos espalhar glóbulos vermelhos e glóbulos brancos na defesa do planeta, na defesa da sustentabilidade”.


Marina utilizou uma "fita de Möbius" para demonstrar que, ligados por princípios, seremos capazes de conviver com as diferenças e permanecer unidos e maiores: “nós somos uma superfície de sustentação para os sonhos, para as causas, para os projetos, para as novas utopias”.


Venha participar de novapolitica.com.br com Marina Silva


Seja +1!


22 de novembro de 2011

Segundo Aneel, queixas contra a CEB já cresceram 8,66% em relação a 2010





Benedito recebe até 20 orçamentos por mês para conserto de equipamentos queimados em razão de apagões (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Benedito recebe até 20 orçamentos por mês para conserto de equipamentos queimados em razão de apagões

As constantes interrupções de fornecimento de energia elétrica pela Companhia Energética de Brasília (CEB) têm causado prejuízos e transtornos para a população do Distrito Federal. Por conta desse problema, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recebeu, nos 10 primeiros meses deste ano, 4.646 reclamações, ou seja, 464 registros por mês. O número subiu 8,66% em relação à média do ano passado, quando foram constatados 5.130 casos de falta de luz, com 427 ocorrências mensais.

Dados obtidos pelo
Correio mostram ainda a insatisfação geral dos usuários com os serviços da CEB. Atendimento precário, baixa qualidade dos trabalhos técnicos e cobrança indevida estão entre os principais problemas citados nas 782 queixas recebidas pela companhia em 2011 — contra 832 de todo o ano passado. A média mensal aumentou 13%, agravando-se a partir da greve dos funcionários.

A insatisfação faz parte do vocabulário do empresário Michiu Izawa, dono de um centro automotivo em Vicente Pires. Desde 2008, ele teve quatro compressores queimados por interrupções na energia. “O motor é trifásico. Se faltar uma fase, ele queima”, explicou. Nos últimos anos, Izawa calcula ter gastado mais de R$ 1 mil no conserto da máquina. A última vez que levou o compressor para uma oficina autorizada foi em maio e os valores cobrados giram em torno de R$ 250 a R$ 300.

Os prejuízos do empresário são resultado da falta de investimento da CEB na rede elétrica durante sucessivos governos. Picos de energia e apagões são cada vez mais recorrentes na capital federal, escolhida para sediar jogos da Copa do Mundo em 2014, entre outros eventos internacionais. A dívida da companhia relacionada a multas é de R$ 2.853.437,07, ainda não pagos à Aneel. Em 2010, a companhia também foi multada em R$ 3.359.342,32 por descumprir os indicadores de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC). Eles medem o intervalo de tempo das paralisações no fornecimento e o número de vezes que faltou energia.

Manutenção
É da precariedade no fornecimento de luz no DF que o técnico em eletrônica Benedito Borges Silva, 60 anos, tira parte do sustento da família há seis anos. A loja dele, em Vicente Pires, chega a receber entre 15 e 20 pedidos de orçamento para conserto de televisores, geladeiras, computadores, fornos, máquinas de lavar e outros equipamentos queimados em razão dos apagões. Na última sexta-feira ele faturou R$ 400 apenas com um cliente que teve três eletrodomésticos queimados. “A luz aqui é fraca demais. A voltagem, que era para ser de 220 volts, aqui fica em 190 volts. É só chover que queima tudo”, contou.

No último domingo, as mais de três mil pessoas que visitaram a 30ª Feira do Livro ficaram às escuras. Segundo a diretora executiva do evento, Lêda Simone Costa, o pavilhão de exposição no Parque da Cidade ficou cerca de uma hora e meia sem luz. “A nossa preocupação foi com a segurança dos frequentadores e com os expositores, mas graças a Deus não houve pânico e o público se distraiu com algumas apresentações teatrais durante a falta de energia”, contou. Para a curadora do evento, Iris Borges, o problema gerou impactos negativos. “Muitas pessoas foram embora. O último dia (do evento) poderia ter sido um recorde de público e vendas”, reclamou. Só no domingo, a CEB recebeu mais de mil reclamações.

Modernização
A melhoria na oferta de energia elétrica só será sentida pelo consumidor em meados de junho do próximo ano, com o término da ampliação e construção de subestações e linhas de transmissão e a troca de cabos antigos por outros mais modernos. Este ano, a previsão de investimentos até dezembro é de R$ 98 milhões. Até junho, outros R$ 90 milhões serão gastos na melhoria do sistema e, até o fim do governo, em 2014, os recursos aplicados no setor devem totalizar R$ 543 milhões.

Fonte: CB

STF considera ilegal greve da Polícia Civil do Distrito Federal

A greve da Polícia Civil do Distrito Federal foi considerada ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. Na tarde desta segunda-feira (21/11) o presidente do STF, Cezar Peluso, suspendeu, em parte, a liminar que autorizava a paralisação dos policiais. A ação pedindo a ilegalidade da greve foi solicitada pelo Ministério Público local depois que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios proferiu uma liminar permitindo que a categoria cruzasse os braços.


O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), Ciro de Freitas, informou que a área jurídica do sindicato está analisando o caso para definir as medidas que serão tomadas na tentativa de reverter essa decisão.

“Nossos advogados estão empenhados para recorrer. Mas só amanhã poderemos nos posicionar, quando tivermos conhecimento de todo o teor da decisão do Supremo. A princípio sabemos que o STF acolheu apenas em parte a ação do Ministério Público”, informou o presidente do Sinpol-DF.

Ciro de Freitas disse ainda que nesta terça-feira (22/11) será realizada uma assembléia da categoria às 15h, em frente ao Congresso Nacional, em que serão discutidos, com todos os servidores, as possíveis medidas a serem tomadas.

Fonte:CB

21 de novembro de 2011

Exposição Parque Nacional de Brasília - 50 anos





Derrame de petróleo em Campos pode ser 10 vezes maior do que o anunciado

O derrame de petróleo provocado pela multinacional Chevron-Texaco, na Bacia de Campos, que já dura uma semana, pode ser dez vezes maior do que o estimado pela empresa. Segundo o geógrafo John Amos, diretor do site SkyTruth, especializado em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, o derramamento pode chegar a 3.738 barris por dia, e não os 330 barris anunciados pela petroleira. Os cálculos foram feitos a partir da medição da área da mancha de óleo avistada em alto-mar, e já foi detectada pelos satélites da NASA. No domingo 13/11, a mancha foi estimada em 163 km².

Além de contaminar a água e o pescado da região e de colocar em risco as áreas litorâneas da Região dos Lagos, no Estado do Rio, o derrame de petróleo pode afetar a migração de baleias e de outras espécies, comum nesta época do ano. Segundo a secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio, a região faz parte da rota migratória de baleias, como a jubarte, e golfinhos, que podem ser prejudicados.

O acidente acende também a luz amarela para explorações em áreas como as do o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, recentemente autorizadas pelo governo. Entidades como o Greenpeace defendem uma moratória na exploração do petróleo na região de maior diversidade do Atlântico Sul.

Se você quiser assinar a petição contra a exploração de petróleo na águas próximas ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, clique aqui

Leia também:
[Veja as fotos] Meio-ambiente: Mancha de Petróleo de 163 km² ameaça praias do Rio

É curioso o comportamento editorial da grande imprensa brasileira que vem tratado o tema como um fato menor. Até o dia 15/11, nenhuym veículo havia produzido reportagem in loco, muito menos produzido imagens. O pouco que foi divulgado partir de informes oficiais da empresa e do governo.

Segundo nota da agência Globo, a Polícia Federal vai instaurar inquérito para apurar o vazamento de petróleo que está ocorrendo há uma semana no campo de Frade da gigante americana Chevron, na Bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio. A informação foi dada pelo Chefe da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal, delegado federal Fábio Sclair. Segundo o delegado, a decisão de abir o inquérito foi tomada após uma inspeção feita por duas equipes da Polícia Federal, na terça-feira, no local onde se localiza a mancha de óleo e a plataforma da petrolífera.

— Existem várias incongruências. Os funcionários da plataforma nos informaram que não há previsão para o fim do vazamento. E a fenda aberta no solo tem de 280 metros a 300 metros de extensão — destacou o Sclair.

Segundo o delegado, se comprovada culpa dos operadores da plataforma, tanto os responsáveis diretos, como a própria Chevron, poderão ser indiciados por crime de poluição que prevê várias penalidades, entre elas prisão de um ano a três anos.

O derrame de petróleo provocado pela Chevron, acontece no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) subestimou o volume do derrame, estimando-o em 330, ou mais de 50 mil litros de petróleo a cada 24 horas, quando a proópria multinacional divulgou nota calculando-o em num volume estimado entre400 a650 barris por dia. Cada barril equivale a, aproximadamente,160 litros. Este é o primeiro vazamento desse tipo no Brasil. O acidente reproduz a história recente do Golfo do México. Por sinal, a plataforma SEDOC 706, que perfura os três poços da Chevron de onde saiu o vazamento, é da mesma empresa que operava com a BP no triste episódio mexicano, a Transocean Ltd.

Veja abaixo informe publicado pelo Greenpeace

“A causa ainda é desconhecida. A Chevron declara que o vazamento é resultado de uma falha natural na superfície do fundo do mar, e não no poço de produção no campo de Frade. Mas essa falha natural não aparecia no Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O que aconteceu em Frade para a ‘falha natural’ começar a jorrar petróleo? Onde está o EIA de Frade, para que a população possa acessá-lo?”, questiona Leandra Gonçalves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

A ANP aprovou, no último domingo, o Plano de Abandono apresentado pela Chevron para um dos poços, o 9-FR-50DP-RJS. O plano prevê o emprego de lama pesada para “matar” o poço. Em seguida será usado cimento para extinguir o poço de forma definitiva. Segundo o cronograma previsto, o vazamento deverá ser controlado nos próximos dias e o poço deve ser fechado até a próxima semana.

Na semana passada, logo que o vazamento veio à tona, a presidente Dilma Rousseff determinou “atenção redobrada e uma rigorosa apuração das causas do acidente, bem como de suas responsabilidades”.

“A declaração da presidente indica alguma preocupação do país com casos como esse, mas ainda falta seriedade, agilidade e transparência à ANP, que apenas ontem divulgou qualquer tipo de informação sobre o vazamento à população. Esperamos agora que as autoridades públicas cumpram sua ordem e sejam transparentes com as informações”, afirmou Leandra.

Se você quiser mandar um recado para a Chevron sobre a postura dela neste derrame de petróleo na Bacia de Campos, clique aqui.


18 de novembro de 2011

Marina Silva critica retrocesso ambiental no Brasil

Gustavo Faleiros

A ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula Marina Silva disparou críticas duras ao governo Dilma nesta quarta-feira durante a abertura do Fórum Amazônia Sustentável, que ocorre até sexta-feira em Belém, Pará. Candidata à Presidência da República em 2010, Marina afirmou que a "agenda bastante tímida" do Ministério do Meio Ambiente é retrocesso ambiental em relação a conquistas obtidas pela sociedade nos últimos anos.

Marina durante fórum em Belém: retrocesso ambiental no governo Dilma (foto: Andrés Pasquis)

Ela também classificou como "omissão" o papel do governo na discussão do Código Florestal e defendeu que as mudanças sejam feitas no Congresso e não somente através de um veto da presidente. "A presidente Dilma disse durante o segundo turno que vetaria qualquer forma de anistia no Código Florestal. Mas se ela fizer estará contra 80% do Congresso", avaliou.

Por fim, a ex-ministra sugeriu ao Fórum, que reúne 237 membros, entre ONGs, empresas e institutos de pesquisa, que façam uma moção contra a atual proposta de alteração do Código Florestal (PLC 30/2011) em debate no Senado. Segundo ela, o movimento serviria como pressão política para que seu antigo colega de partido, Jorge Viana, senador pelo PT do Acre e relator na Comissão de Meio Ambiente, aceite as emendas da sociedade, que foram rejeitadas nas Comissões de Agricultura e Ciência e Tecnologia.

Na entrevista abaixo concedida a ((o))eco, Marina Silva detalha porque vê um retrocesso na política ambiental brasileira.

16 de novembro de 2011

Lançamento do Coletivo Paulista do Movimento Nova Política

No dia 13 de setembro lançamos em Brasília a idéia da construção de um Movimento pela Nova Política que reuna nossos melhores esforços para debater, intervir e contribuir para a transformação das regras, instituições e ações políticas da sociedade brasileira e global. O movimento quer zelar pela prática e pela conjugação, de modo cada vez mais generalizado e permanente, de dois ideais: a democracia, que mostra sinais claros da captura pela supremacia da vida financeira, e a inadiável sustentabilidade. O esgotamento do modelo político representativo e fragmentado nos chama a estabelecer novas relações de poder na sociedade, baseadas numa visão integral e horizontal de democracia direta, na ética e na cidadania.

Ao sair do Partido Verde, há quatro meses, Marina Silva falou que era hora de sermos sonháticos e não pragmáticos. Naquele momento, os movimentos de democratização no Egito e em muitos países do oriente médio estavam apenas começando. As manifestações no mundo todo pedindo uma Nova Democracia e uma Nova Política estão cada dia mais fortes, expressando sentimentos que foram muito bem sintetizados por dois jovens - um americano do movimento Ocupe Wall Strett, que escreveu em um cartaz "Não vamos deixar dormir aqueles que não nos deixam sonhar", e um Chileno que escreveu em um grande faixa, "Nossos sonhos não cabem nas suas urnas".

No Brasil, temos tido uma boa melhoria no campo econômico e social nos últimos anos, mas o processo político não tem melhorado. As alianças partidárias, formadas a partir das conveniências da governabilidade e da distribuição fisiológica de parcelas do poder, simplesmente desconsideram os compromissos programáticos e os princípios éticos.

Apesar da boa situação econômica, começam a aparecer movimentos que, mesmo embrionários, mantém uma constância de atuação em torno de várias causas, como a luta contra a corrupção, em defesa das Florestas, da democracia real, do passe livre, da democratização ao acesso a Internet etc. Mas é preciso que esse processo tome corpo, gere novas formas de organização em rede e busque o compartilhamento na formulação de propósitos e no processo de decisão política.

Dessa forma, gostaríamos de convidar a todos para o Lançamento do Coletivo Paulista do Movimento pela Nova Política. A idéia é criarmos um espaço para agregar todos que sonham com uma outra forma de fazer política. No próximo dia 19 de novembro, às 10:00 horas, organizaremos nosso Movimento em São Paulo, com a presença de Marina Silva, Movimentos da Sociedade Civil, Parlamentares e cidadãos do Estado Inteiro.

Sua presença é fundamental, queremos ir longe, e para tanto precisamos fazer isso juntos.

Comissão Organizadora do Lançamento do Coletivo Paulista pela Nova Política
Facebook - https://www.facebook.com/event.php?eid=256434604407390

11 de novembro de 2011

Meu Parceiro Julião

Este documentário ensaístico trata a questão da posse de terra e a desintegração da cultura camponesa em Minas Gerais, com direção de Sandro Neiva da Pervitin Filmes.

Vale a pena conferir!

Bom final de semana a todos!

Adolpho Fuíca.




10 de novembro de 2011

CEB pede ilegalidade da greve dos funcionários que teve início no dia 3

A greve dos funcionários da Companhia Energética de Brasília (CEB) completa hoje uma semana. Aumentam os transtornos dos usuários com as quedas recorrentes de energia neste período chuvoso. Desde o último dia 3, os serviços de manutenção da rede elétrica do Distrito Federal seguem em ritmo de plantão, e a paralisação não tem previsão para terminar. Sem possibilidade de negociação, a companhia acionou os advogados da companhia para encerrar a paralisação. Ontem, a CEB pediu à Justiça a decretação de ilegalidade da paralisação. Representantes do sindicato se reúnem hoje, às 15h, com a Secretaria de Administração no Palácio do Buriti.

Conforme o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU-DF), ontem a companhia acumulava cerca de 1,2 mil reclamações de clientes. Com a diminuição do número de atendimentos, apenas um sexto delas foi resolvido antes do fim do dia. Áreas como Asa Norte, Riacho Fundo, Setor O e Taguatinga passaram horas sem energia.

Parte da Asa Norte amanheceu sem luz na manhã de ontem, causando dor de cabeça e prejuízos aos moradores e ao comércio local. Nas quadras 700, a energia elétrica acabou por volta da 1h, e só retornou às 14h. Prejudicada, uma padaria da 714/715 Norte não tinha pães para os clientes pela manhã. “Quando eu cheguei para trabalhar, às 3h30, estava tudo escuro. Não pudemos ligar nenhum forno, porque é tudo elétrico”, contou o auxiliar de padeiro Wesley Costa. A padaria contabilizou um prejuízo de R$ 500, e teve de convocar os trabalhadores a retornar no período da tarde para recuperar o atraso na produção.

Wesley contou que passou a madrugada e parte da manhã cobrando explicações da CEB, mas o atendimento levou mais de 12 horas para chegar. Assim como ele, Marliene Guimarães, 48 anos, moradora do Riacho Fundo, passou horas tentando, sem sucesso, contato com a companhia. Devido a um curto-circuito causado pela instalação de uma linha telefônica, o fornecimento de energia foi interrompido por volta das 10h30 de segunda-feira. O problema foi resolvido somente depois das 12h de ontem. “Todo mundo ligou para a CEB, e eles diziam que não podiam resolver por conta da greve. Não pude medir minha pressão à noite, e a comida da geladeira estragou”, reclamou Marliene.

Um quarteirão do Pistão Sul, em Taguatinga, também ficou sem luz na tarde de ontem. Depois que um caminhão derrubou um poste no local, técnicos da CEB cortaram a energia para evitar acidentes. Porém, devido à greve, o conserto não pôde ser feito. As lojas ficaram sem luz desde as 13h, e até a noite de ontem o serviço ainda não havia sido restabelecido.

Atendimento
A analista de crédito Cleide Santos, 35 anos, moradora do Setor O, em Ceilândia, há cinco dias sofre com quedas constantes de eletricidade. Segundo ela, a luz retorna e cai desde sexta-feira, prejudicando a rotina da família. Eles contabilizam oito ligações para a CEB, mas ainda não foram atendidos. “A luz está falhando, e a geladeira não tem mais força. Tivemos de levar a comida para a casa da minha sogra, e também estamos tomando banho lá”, lamentou. O problema atingiu diversas casas na mesma rua, e vários vizinhos já pediram a presença de um técnico da companhia. “Eu fico indignado. Eles têm direito à greve, mas precisam cobrir emergências como essa”, apontou o marido de Cleide, o motorista Nelson da Silva, 42 anos.

O diretor do sindicato da categoria, Geová Pereira, nega que o atendimento da companhia tenha sido prejudicado pela greve. “É claro que tem um impacto. Mas está tudo dentro do patamar normal do período de chuva. Outro dia, tínhamos mais de 2 mil reclamações”, justificou. De 42 equipes, apenas 18 estão trabalhando nas ruas do DF.

Enquanto o sindicato exige aumento de 30% e abono salarial de R$ 7 mil, a companhia lida com uma dívida de R$ 877 milhões, agravada por um prejuízo mensal de R$ 14 milhões. Com as negociações paralisadas, os 940 funcionários da CEB devem manter a greve por tempo indeterminado. “Assim como não vamos recuperar a empresa em um ano, não podemos recuperar os salários imediatamente. Fizemos uma proposta realista, que não prejudica os investimentos que precisam ser feitos para melhorar o serviço”, argumentou Mauro Martinelli, diretor de Engenharia da CEB.


Impasse
Os funcionários da CEB avaliaram como injusta e rejeitaram a proposta aumento salarial de 7,29% a 30% feita pela companhia, no último dia 3. Os índices seriam, segundo a empresa, suficientes para repor a inflação e parte da defasagem dos rendimentos dos concursados aprovados no ano passado. Para o sindicato, somente um terço dos trabalhadores teria aumento real, com prejuízo para os técnicos que têm rendimentos menores.




Fonte: Correioweb


4 de novembro de 2011

Agnelo exonera toda a cúpula da Polícia Civil do DF


O governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz, oficializou hoje a exoneração de toda a cúpula da Polícia Civil. Ao todo, 43 delegados-chefes, sete diretores de departamento e a diretora-geral, Mailine Alvarenga, foram afastados.

A mudança, segundo delegados, é uma reação à divulgação de escutas telefônicas que captaram conversas de Agnelo com o policial militar e lutador de Kung Fu João Dias Ferreira, delator dos desvios de verbas no Ministério do Esporte.

As escutas, autorizadas judicialmente, foram gravadas pela própria Polícia Civil no âmbito da Operação Shaolin, que investigou supostos desvios de dinheiro público que deveria ir para uma organização ligada ao PC do B, ex-partido de Agnelo. O conteúdo dos diálogos, revelado no fim de semana pela revista Época, mostra a existência de uma proximidade entre Agnelo e Dias. O governador sempre negou qualquer relação mais próxima com o PM.

De acordo com as escutas, Ferreira recorreu a Agnelo, então diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que o ajudasse a montar sua defesa em processo que responde na Justiça Federal por irregularidades na execução de convênio do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Na ação, o policial é cobrado a restituir cerca de R$ 3,2 milhões aos cofres públicos.

Agnelo e Dias vinham sustentando que seu relacionamento se restringiu a 2006, quando os dois foram candidatos do PC do B ao Senado e à Câmara Legislativa do DF, respectivamente. O inquérito com as interceptações telefônicas fazem parte de ação penal que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília.

Fonte: Agência Estado

3 de novembro de 2011

Índios interditam via de Brasília para pedir reunião com governador

Manifestantes que pedem a manutenção do santuário indígena no Noroeste fazem protesto em frente ao Palácio do Buriti, em Brasília. Indíos da etnia Fulni-ô Tapuya pedem uma reunião com o governador Agnelo Queiroz. Eles reclamam que o governador estaria reunido com os empresário das construtoras que possuem terrenos no Noroeste, mas que nunca sinalizou interesse em negociar com os índios. A assessoria de impresa do GDF não confirmou se o Agnelo teria recebido as construtoras.

Os manifestantes interditaram as seis faixas do Eixo Monumental, em frente ao Palácio do Buriti, em Brasília. Índios e ambientalistas pedem a suspensão de obras do Setor Noroeste. A assessoria do GDF informou que ainda não há uma posição oficial sobre a manifestação.

Fonte G1.

Assista ao vídeo que mostra a região preservada pelos indígenas e o cacique Korubo denunciando a degradação do cerrado promovida pela TERRACAP/GDF: