12 de setembro de 2011

Entrevista com Patrícia El-moor, ativista do Movimento Libertação Animal Brasília

No dia 08 de outubro várias cidades do mundo celebram o Dia Mundial Contra a Crueldade Animal e Brasília também está engajada nesta causa. O movimento LIBERTAÇÃO ANIMAL BRASÍLIA, em parceria com outros grupos ligados a causa animal, prepara uma manifestação na capital da República. Será das 16:00 às 19:00 (dia 08/10/2011), na Fonte Luminosa da Torre de TV. Estão previstas atividades educativas, lúdicas e artísticas, além de tendas temáticas com distribuição de material informativo sobre temas relacionados à causa, tais como veganismo, proteção animal, abolição animal, exploração de animais em rodeios, uso de peles e vivissecção e experimentação animal. Patrícia El-moor, ativista do Libertação Animal Brasília e uma das organizadoras do evento, concedeu esta entrevista ao jornalista Sandro Neiva.

SANDRO NEIVA - O que é e como atua o Movimento Libertação Animal Brasília?

Patrícia El-moor - O Libertação Animal Brasília foi criado no início de 2011 para sensibilizar a sociedade brasiliense em relação a temas polêmicos tais como especismo, vivissecção, experimentação em animais etc. A razão para isso foi a manifestação pelo fim da vivissecção e experimentação animal, organizada pela atual representante da Weeac no Brasil, Norah André, ativista bastante respeitada na luta pelos direitos animais, que, no primeiro semestre deste ano propôs a realização de uma manifestação de forma sincronizada, no dia 16 de abril, em várias capitais brasileiras. Brasília foi uma das cidades manifestantes e o Libertação Animal Brasília coordenou as ações na capital federal. A partir de então, este projeto se tornou uma das referências na luta pelos direitos animais no DF, ao lado de outros grupos e coletivos e vem expandindo sua rede de ativistas envolvidos e engajados com a causa animal. Aproveitamos para dizer que gostaríamos de consolidar este grupo para que juntos possamos organizar projetos de médio e longo prazo na capital federal e neste sentido convidamos as pessoas interessadas a juntarem-se a nós. Entrem em contato por meio do nosso blog www.bsblibertacao.blogspot.com.

Muitas vezes, os argumentos e reflexões em defesa dos direitos dos animais são descartados prontamente pelo cidadão comum e rotulados pelo cidadão com formação mediana como passionais, sentimentalistas, fanáticos, idiossincráticos, etc. Como mudar este quadro?

Esta é uma realidade que pouco a pouco começa a mudar. A contribuição de filósofos e pensadores dos direitos animais nos últimos 30 anos tem permitido cada vez mais argumentar de forma muito bem embasada sobre esta questão. Entre as principais contribuições para que o tema ganhasse a relevância que começa a ganhar, é possível citar as investigações realizadas por entidades bastante respeitadas, que vem denunciando cada vez mais os maus tratos impostos aos animais, a mobilização da sociedade com o intuito de expressar seu repúdio a este tipo de exploração e, ainda o fato de que própria causa animal passou a despertar interesse e adesão por parte de muita gente do meio acadêmico, artístico e anônimo.

Como a questão da ética está vinculada ao direito animal?

Ética e direitos animais estão intrinsecamente relacionados, porém, falar sobre isso não é algo trivial e o que quer que eu responda, demandará muitas referências que tomariam toda a entrevista. Esta relação é tão forte e tão importante que existem congressos e seminários – nacionais e internacionais, voltados apenas para esta questão. Neste sentido, recomendo fortemente às pessoas interessadas que procurem material publicado de filósofos dos direitos animais que abordam esta questão de forma bastante aprofundada e com suas respectivas nuances, pois há diferenças em suas argumentações e matrizes teóricas. Entre eles, é possível mencionar Gary Francione, Tom Regan, Peter Singer e Bernard Rollin.

No princípio de setembro será realizado em Brasília o IX Congresso Brasileiro de Bioética, além de um simpósio relacionado à medicina veterinária. Como este tipo de evento é avaliado pelos ativistas do direito animal?

Além deste evento que você mencionou, cabe lembrar também que no dia 15 de setembro, será realizado o I Congresso Brasileiro de Bioética e Direitos dos Animais, evento que acontecerá em Curitiba – Paraná, realizado por iniciativa da Ordem dos Advogados Seccional Paraná e do Instituto Abolicionista Animal, de Salvador. Os ativistas dos direitos animais estão sempre atentos a estes eventos e, quando possível, se empenham para estarem presentes. É fundamental para a causa que nós estejamos sempre atualizados com relação a tudo que está sendo discutido no âmbito dos direitos animais, seja do ponto de vista acadêmico, político etc. É graças a este cuidado em conhecer cada vez mais que a causa está se fortalecendo e se tornando objeto de atenção em todo mundo. Muito embora a ação prática de grupos como a Frente de Libertação Animal (ALF) tenham obtido avanços para a causa há algumas décadas, sua forma de atuar é envolta por certa polêmica e tanto a mídia quanto autoridades de vários países passaram a combater este tipo de ativismo. Esta é uma das razões pelas quais o movimento dos direitos animais vem se firmando também por outros meios, como através da presença recorrente em eventos e encontros relacionados à filosofia, ética, economia, segurança alimentar, política etc.

No mês passado foi criada no Congresso Nacional uma Frente Parlamentar em Defesa de um suposto “bem estar” para animais que vão para o abate. Esse tipo de política pública está em sintonia com os ideais de vocês?

De forma muito resumida, seria possível dizer que o movimento dos direitos animais hoje se encontra dividido entre aqueles que buscam e se contentam com o chamado “bem-estarismo”, o qual não vê problema algum no uso e exploração dos animais desde que não lhes seja imposto sofrimento, e aqueles chamados abolicionistas, os quais visam combater toda e qualquer forma de exploração animal por entenderem que não há argumento lógico que prove que sua existência é para servir aos seres humanos. A respeito da Frente Parlamentar, ainda é cedo para prever como será sua atuação. Há indicativos de que existe uma vontade destes políticos em ouvirem e conversarem com todos os grupos relacionados ao movimento dos direitos animais. Não saberia afirmar se isso será feito.

Porém, do meu ponto de vista, por mais que a vertente abolicionista rejeite a maior parte das propostas desta frente, por considerá-las bem estaristas, o diálogo e até mesmo o conflito é fundamental para amadurecermos nossa luta. Como diria Georg Simmel, cientista social alemão que viveu entre os séculos XIX e XX, existe no conflito a capacidade de transformação e construção de novas realidades. Ele não deve ser encarado apenas como algo negativo, como o senso comum costuma compreender. Muitas vezes, é por meio do conflito que a convivência entre lados antagônicos se torna possível, fazendo parte da nossa própria socialização.

Noto que falar hoje de uma ética para os animais é ainda visto com certa suspeição e até desprezo por alguns setores acadêmicos. De que forma as universidades e a comunidade acadêmica mundial tratam a questão do direito animal?

Nos últimos anos tem sido possível observar uma mudança em relação a isso. Para ilustrar o que eu digo, vale citar o lançamento no início de 2011 do The Journal of Animal Ethics, primeiro periódico sobre ética animal, fruto de uma colaboração entre acadêmicos dos EUA e Inglaterra, e entre o Centro de Oxford pela Ética Animal e a University Press, Imprensa da Universidade de Illinois (http://www.press.uillinois.edu/journals/jane.html ). No Brasil, também é possível citar a Revista Brasileira de Direito Animal, primeira revista relacionada com o atual debate sobre o Direito Animal na América Latina, coordenada pelos Promotores de Justiça de meio ambiente do Ministério Público do Estado da Bahia, Heron Santana e Luciano Rocha Santana, fundada em 2006 e com a periodicidade anual. http://www.abolicionismoanimal.org.br/revistas.php?cod=17

Até pouco tempo a experimentação com animais era uma prática vista como moralmente aceitável pelos ramos de ciência e tecnologia em geral, que aliás, determinavam que era “um assunto deles”. Hoje já existe um diálogo com a sociedade civil?

Na verdade, a preocupação com o sofrimento animal via experimentação e vivissecção não é de todo recente. Sérgio Greif & Thales Tréz em “A verdadeira face da experimentação animal”, dedicam um capítulo a esta questão, o qual eu reproduzo apenas um trecho para mostrar que essas práticas sempre foram combatidas no passado, ainda que no início do século XX elas tenham sido quase que ofuscadas pela “propaganda” de que eram necessárias (lembrando que houve casos em que avanços só foram possíveis graças a essas práticas, porém, eticamente falando, para os abolicionistas isso não torna o argumento em prol da utilização dos animais válido) fazendo com que muita gente se conformasse com tal sofrimento. Hoje em dia, com cada vez mais informações e avanços científicos, a sociedade volta a se posicionar de forma mais crítica em relação a esta questão.

“A primeira lei a regulamentar o uso de animais em pesquisa foi proposta no Reino Unido, em 1876, através do British Cruelty to Animal Act. Porém, esta não vem a ser a primeira lei de defesa animal existente. Em 1822, já havia sido instituída a Lei Inglesa Anti-crueldade (British Anticruelty Act), que era também conhecida como Martin Act, em memória de seu defensor Richard Martin (1754-1834), e era aplicável apenas para animais domésticos de grande porte. Antes mesmo desta havia uma outra lei proposta na colônia de Massachussets Bay, em 1641, que propunha que: ‘ninguém pode exercer tirania ou crueldade para com qualquer criatura animal que habitualmente seja utilizada para auxiliar nas tarefas do homem’.

No século XIX foi que surgiram as primeiras sociedades protetoras dos animais. A primeira foi criada na Inglaterra, em 1824, com o nome de Society for the Prevention of Cruelty to Animals. Em 1840 esta Sociedade foi assumida pela Rainha Victória, recebendo a denominação de Royal Society (RSPCA). Em 1845 foi criada na França a Sociedade para a Proteção dos Animais. Em anos posteriores foram fundadas sociedades na Alemanha, Bélgica, Áustria, Holanda e Estados Unidos. A primeira publicação norte-americana sobre aspectos éticos da utilização de animais em experimentação foi proposta pela Associação Médica Americana em 1909.”

Que limites devem ser impostos à experimentação com animais?

Os abolicionistas certamente serão unânimes em dizer que não existe avanço ou progresso científico ou tecnológico que valha a pena se ele ocorrer mediante o sofrimento e a exploração de qualquer ser vivo, humano ou não. Os bem estaristas provavelmente levarão em conta uma equação que envolve o mínimo de sofrimento imposto aos animais e a real necessidade de sua utilização para que se avalie esta questão dos limites.

Qual é a real situação no Brasil? Existe alguma lista de empresas vilãs, que utilizam a experimentação animal, de forma que as pessoas possam fazer um boicote?

Existem vários sites que disponibilizam estas listas. O boicote a essas empresas é uma excelente forma de pressioná-las a buscar alternativas que não envolvam testes em animais e, assim, irem ao encontro de uma tendência que já começa a ganhar terreno em várias partes do mundo. Por exemplo, a partir de 2013, a UE terá que proibir a venda de todos os novos cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais, mesmo fora do espaço UE.

Aqui no Brasil várias marcas começaram a informar sobre a não realização de testes em animais para vários produtos, muito embora, para alguns itens o teste seja obrigatório de acordo com a legislação brasileira. As listas das empresas que testam e não testam em animais pode ser encontradas em vários sites. Aqui estão alguns:

http://www.arcabrasil.org.br/animais/ciencia/testes.htm

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/

http://www.guiavegano.com.br/vegan/por-que-usar-produtos-veganos/produtos-veganos

É importante observar que existem listas também de itens e empresas que não utilizam qualquer tipo de produto animal em suas composições. Estas listas também ganham cada vez mais adesão, pois muitas pessoas, a fim de adotarem um comportamento coerente com o que preconizam, não apenas evitam produtos que foram testados em animais como não utilizam ou consomem produtos, alimentos ou vestuários que levem matéria prima animal. Dito isto, é importante mencionar que o veganismo é um estilo de vida que respeita de forma integral os direitos animais.

Uma frase do filósofo gaúcho Carlos Naconecy me chamou muito a atenção. Disse ele: “A pior forma de desrespeitar uma criatura é ‘coisificá-la’ como algo comestível”. Corroborando com sua ideia, pergunto eu: antes de nos preocuparmos com os animais de laboratório, não deveríamos primeiro nos preocupar com os milhões de animais que são abatidos diariamente para a alimentação dos seres humanos?

É o que os abolicionistas fazem, ou seja, procuram adotar uma forma de vida coerente com sua visão de que os direitos animais são tão relevantes e importantes quanto os direitos humanos e, por isso, não existe razão que justifique sua exploração, seja ela de que forma – para alimentação, vestuário, diversão, cura etc. Este, inclusive, é um dos pontos de conflito entre as perspectivas abolicionista e bem-estarista no âmbito do movimento animalista.

Dia 08 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Crueldade em Animais. Haverá alguma manifestação em Brasília?

O evento do dia 08 de outubro foi concebido pela WEEAC, que, em inglês significa literalmente Dia Mundial de Combate à Crueldade Animal, ou seja, World Event to End Animal Cruelty. A Weeac lançou uma convocação em todo o mundo para que as cidades aderissem a este movimento e, neste mesmo dia, juntos manifestássemos nosso repúdio a todo e qualquer tipo de sofrimento que lhes é imposto.

No Brasil, o convite foi feito a Norah André, que no primeiro semestre organizou manifestações em várias capitais brasileiras contra a vivissecção e a experimentação em animais. Estas manifestações ocorreram no dia 16 de abril e estiveram sincronizadas a partir de um grupo do Facebook chamado Cadeia Para Quem Maltrata os Animais, do qual ela é a moderadora mais ativa.

Agora, com o processo de formalização da Weeac no Brasil, os esforços tem sido no sentido de criar este ativismo abolicionista em caráter permanente. As pessoas que desejarem aderir ou acompanhar nossa atuação podem nos encontrar em 3 endereços:

http://www.facebook.com/pages/Weeac-Brasil/268512176492431

http://weeacbrasil.blogspot.com/

http://www.wix.com/weeacbrasil/br

Brasília é uma das cidades que fazem parte deste movimento. No dia 08 de outubro, nossa manifestação, que está sendo organizada pela representação da Weeac no DF em parceria com ativistas, grupos e coletivos de Brasília ligados a causa animal, será das 16:00 às 19:00 na Fonte Luminosa da Torre de TV. Durante o evento estão previstas atividades educativas, lúdicas e artísticas, além de tendas temáticas que fornecerão material informativo sobre temas relacionados à causa, tais como veganismo, proteção animal, abolição animal, exploração de animais em rodeios, uso de peles e vivissecção e experimentação animal. Ao final, haverá uma vigília silenciosa com luz de velas em uma espécie de luto simbólico pelo sofrimento de bilhões de animais mortos e explorados em todo mundo a cada ano. Todos que desejarem participar podem entrar em contato por meio do nosso blog http://www.weeac-brasilia.blogspot.com/.

Fonte: www.pervitinfilmes.blogspot.com

10 de setembro de 2011

Brasília comemora o Dia do Cerrado com a defesa do Parque das Nascentes

Enviado por Ricardo Monte Rosa

11 de setembro é o dia do Cerrado. Festejos a partir das 6h30

O Dia do Cerrado este ano vai ser comemorado nas nascentes do Córrego Jerivá, nas proximidades da nova Torre de TV Digital (em forma de flor do cerrado, projetada pelo Oscar Niemeyer).

A entrada é pela DF-005, via que liga o Lago Norte ao Paranoá , na altura do km 04. Vai estar bem sinalizado e vai ter ônibus circular, cedido pelo Exército Brasileiro, para levar os interessados até o local do evento.

O Córrego do Jerivá é um dos que alimentam o Lago Paranoá, pelo lado norte. Estes Córregos e os Núcleos Rurais, ao longo dos mesmos, são responsáveis pela manutenção da boa qualidade da água do Lago. Os núcleos rurais localizados na Serrinha do Paranoá, bem como suas áreas adjacentes são responsáveis pelo Corredor de Biodiversidade que une as áreas protegidas do Jardim Botânico e IBGE, com o Parque Nacional, onde fica a Água Mineral.

Para fortalecer este Corredor de Biodiversidade o Jerivá propôs ao Exército Brasileiro a inauguração simbólica do Parque das Nascentes, e junto com a Administração Regional do Lago Norte vai promover várias atividades culturais e ambientais para celebrar a data.

Atividades:

- Observação de Pássaros (OBSERVAVES) a partir das 06:00 h.

- PISTA ESCOLA DE ORIENTAÇÃO – ATIVIDADE CCOMGEX – o dia todo

- Feira do CERRADO VIVO – a partir das 09:00 h.

- Apresentação de diversos artistas, workshops, etc – o dia todo

- Assinatura de Convênio UDF/Administração do Lago Norte/Jerivá para diversas ações ambientais e sociais – 10:00 h.

- Salto de para-quedas – atividade do CIGEX

- Entrega de diploma comemorativo da cessão da área entre os braços formadores, esquerdo e direito do córrego do Jerivá, ao Exército Brasileiro

- Entrega do Certificado de Brigadistas pelo PREV-FOGO – 10:30h.

- Apresentação de grupo de funk do JERIVÁ – 11:00 h.

- Coleta de Sementes (Clube da Semente) – 15:00 h.

- Apresentação da Banda Surf Sessions – a partir das 17:00 h.

- Visita à área proposta de preservação e pesquisa entre os braços esquerdo e direito do Córrego Jerivá – Parque das Nascentes – a partir das 09:00 h.

- Tenda da OCA DO SOL, com apresentação do Projeto Serrinha

- Praça de Alimentação


9 de setembro de 2011

COMPORTAMENTO - Cycle Chic: pedaladas de salto alto

Ganha espaço em São Paulo o movimento que une moda e bicicleta

A ilustradora Fernanda: visual caprichado para montar a sua Lady Bike


Quando a ilustradora Fernanda Guedes, de 46 anos, surge pedalando pela Avenida Sumaré, em volta dela proliferam acenos e gritinhos de “Linda!”, “Chique!” e “Parabéns!”. A própria bicicleta, uma Blitz Comodo 700 branca (adquirida por 1.200 reais), apelidada de Lady Bike e equipada com três cestinhas, chama atenção. Mas é a dona da magrela o motivo das reações: ela comanda o guidão usando vestidos, sapatos de salto alto, maquiagem Chanel e luvas de oncinha. “Amo andar assim o dia todo, e não teria por que trocar de roupa quando estou no trânsito”, diz. “Sou perua e me encaixei no movimento Cycle Chic”, completa ela, adotando o termo importado da Europa que começa a se disseminar pelas ruas da cidade.


Não se trata de mera peruagem, mas de uma nova bandeira do ativismo sobre duas rodas. Segundo essa filosofia, os ciclistas estão em um meio de transporte como outro qualquer e, se têm o direito de usar as ruas tanto quanto carros, motos e ônibus, não devem abrir mão de seus trajes habituais para ir aos compromissos. Por isso, abandonam as bermudas de Lycra ao estilo esportivo e se locomovem a bordo de figurinos mais produzidos. A expressão foi cunhada há quatro anos pelo fotógrafo dinamarquês Mikael Colville-Andersen, que mantém um blog sobre o tema repleto de fotos de pessoas alinhadas com ternos e boas peças de vestuário pelas ruas. Para ele, não há nada de excêntrico nessa moda: “A expressão denomina cidadãos normais pedalando pela cidade sem ter de renunciar às roupas do seu cotidiano”.

É o que defende o assessor parlamentar Daniel Guth, de 27 anos, que abandonou o carro em 2008. Cofundador do Libvee, movimento que organiza um calendário de eventos voltados ao ciclismo urbano, ele vai de bicicleta ao trabalho. Quando faz frio, coloca chapéu e paletó. “Assim, chego ao escritório cheio de adrenalina”, conta. Para Guth, porém, não é fácil manter a elegância em meio a um trânsito tão hostil. “A falta de educação é uma dificuldade, principalmente em relação aos condutores de ônibus e táxis.”


Ao contrário da plana Copenhague, a capital da Dinamarca, onde mora o pioneiro do movimento, São Paulo tem uma topografia acidentada e um tráfego temerário — em 2010, foram 49 ciclistas mortos. Por isso, seria mesmo recomendável incentivar os paulistanos a andar em meio aos outros veículos e fora de faixas exclusivas, como querem os ativistas? Para o urbanista Candido Malta, isso não faz sentido algum. “A cidade é enorme e as pessoas têm de cobrir grandes distâncias”, diz ele, que faz ressalvas também quanto à integração aos meios de transporte coletivos. “Você não consegue andar em um ônibus ou metrô superlotado com a bicicleta do lado.”

É o tipo de análise que costuma enfurecer a militância do selim. “Não vejo razão nenhuma para abandonar esse hábito”, afirma Natália Garcia, líder do projeto Cidades para Pessoas. Ela encoraja ainda quem teme entrar na onda para não começar o expediente suando em bicas. “Com o tempo, você adquire condicionamento físico e aprende a se aproveitar da inércia para se cansar menos”, completa. Os adeptos escolhem equipamentos dos mais simples, sem marcha, aos sofisticados, cujos preços passam dos 2.000 reais. Já para o estilo não há concessão, e nem a chuva é desculpa. Membro do grupo Pedalinas, a jornalista Verônica Mambrini, de 27 anos, tem um figurino para a ocasião. “Monto um look com capa de chuva, galochas ou botas”, diz a dona de quatro bicicletas: Aimeé, Greg, Carlota e Capitu.

PARA ANDAR MAIS SEGURO

- O ideal é ganhar experiência em ciclofaixas antes de se aventurar no trânsito
- Campainha, sinalização noturna e espelho retrovisor esquerdo são itens previstos por lei
- Jamais saia sem capacete e sem luvas. Não use fones de ouvido
- Quando estiver em grupo, ande em fila
- Sinalize sua intenção por meio de gestos antes de executar manobras

Fontes: Federação Paulista de Ciclismo e Polícia Militar do Estado de São Paulo

160 focos de incêndio foram registrados no DF durante toda a quinta-feira

Cerca de 160 focos de incêndio tomaram conta do cerrado no Distrito Federal nesta quinta-feira (8/9). Segundo a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros, um deles começou na mata próxima ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek e se espalhou rapidamente por várias localidades da região. A fumaça foi vista em áreas como a QI 17 do Lago Sul e o Jardim Botânico.

Segundo o coronel Guedes, 32 viaturas e uma aeronave fizeram parte das operações dos Bombeiros para conter o fogo no Distrito Federal. Caminhões também seguiram para os pontos onde houve incêndios. Como as linhas de fogo eram grandes e as chamas evoluíram rapidamente, a fumaça chegou a ameaçar as operações no aeroporto.

As chamas foram vistas com mais intensidade em locais próximos à Estrutural e na via de acesso à Planaltina. O Ciade informou que ainda não é possível ter a dimensão exata das áreas atingidas em todo o DF.

 (Filipe Matoso/CB/D.A Press)
De acordo com os Bombeiros, o incêndio no Parque Nacional, registrado durante a madrugada, já foi controlado. Chamas atingiram ainda a Floresta Nacional, no caminho entre Taguatinga Norte a Brazlândia. No local, 200 bombeiros e 600 militares da Aeronáutica trabalharam no combate ao fogo. Participaram também 15 viaturas e um helicóptero. O forte vento contribuiu, e muito, para as chamas se espalharem. Além disso, redemoinhos foram vistos na região.

Mobilização

O fogo na Reserva da Base Aérea Militar mobilizou bombeiros, homens da Força Aérea e equipe do Aeroporto Internacional de Brasília. O incêndio foi uma continuação de um foco registrado nesta quarta-feira (7/9).

Cerca de 30 a 40 homens do Corpo de Bombeiros já estavam no local desde as 9h e 140 homens da VI Comar, da Força Aérea Brasileira, foram cedidos - a pedido dos bombeiros - para tentar controlar o fogo no local. A equipe foi auxiliada também pelo Corpo de Bombeiros do aeroporto. Um helicóptero fez o monitoramento da ação.
Segundo o coronel Geraldo Correa de Lyra, comandante da Base Aérea, o fogo atingiu uma área a aproximadamente a 200 metros da base e próximo também ao clube dos cabos e soldados da Aeronáutica, nas imediações da Base Aérea de Brasília.

Máscaras

A Escola Classe do Jardim Botânico teve de suspender as aulas no período da tarde desta quinta-feira (8/9) e da próxima sexta-feira (9/9). A coordenadora do centro de ensino, Lúcia Dutra, informou que cerca de 420 alunos estudam no local e têm idade entre 6 e 11 anos. "Uma professora chegou a passar mal, mas utilizamos as máscaras da época da prevenção contra a gripe H1N1 para ajudar os alunos e professores a se defenderem da fumaça", disse Lúcia. A coordenadora disse ainda que como a maioria dos estudantes é transportada de ônibus, a evacuação foi facilitada.

Fonte: CB

8 de setembro de 2011

4 DIREITOS QUE NÃO SÃO DIVULGADOS


Direitos que não são divulgados!

1. CERTIDÃO DE NASCIMENTO / CASAMENTO:

Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.

O cartório eletrônico, já está no ar!

Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.

Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.

2. AUXÍLIO À LISTA

Telefone 102... não!

Agora é: 08002800102

Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são

importantes....

NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.

SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO

VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.

3. DOCUMENTOS ROUBADOS - BO (boletim de ocorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:

Habilitação (R$ 42,97);

Identidade (R$ 32,65);

Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

4) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro

Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

Governador entrega homenagens a personagens de destaque para o Parque Ezechias Heringer


Pabéns Guto, mais que merecida homenagem!
Abraço do Fuíca


No último dia 05, durante o evento de lançamento das obras de implementação do Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, o governador Agnelo Queiroz prestou homenagem a duas importantes figuras para o parque. Os homenageados receberam uma placa de agradecimento pela dedicação e serviços prestados à unidade.

A primeira homenageada, filha do engenheiro agrônomo, ambientalista e botânico naturalista Ezechias Heringer, Anajúlia tinha apenas seis anos quando chegou a Brasília. Herdou do pai o interesse pela natureza e há mais de 20 anos se dedica à cultura de orquídeas. Juntamente com seu pai, foi responsável pela identificação e classificação de quase 300 espécies de orquídeas somente no DF.

O segundo laureado Antonio Gutenberg Gomes, mais conhecido por Guto Gomes, foi atingido por 5 tiros, em dezembro de 1996, quando participava de uma ação conjunta coordenada pelos órgãos ambientais da época, no Parque Ecológico Ezechias Heringer. Foi baleado por um invasor da unidade de conservação que estava realizando construção, para fins comerciais, no interior do parque.

Muito ligado à área ambiental, ainda em 1995, Guto fundou a Organização não governamental (ONG) Sociedade de Amigos do Parque Ecológico do Guará (Sapeg) e também participou da construção do Fórum de ONG’s Ambientalistas do DF. Entre os anos de 2003 a 2008, foi coordenador nacional do Zoneamento Ecológico Econômico do Ministério do Meio Ambiente.

Na ocasião, o governador parabenizou a população da região administrativa pela luta, de longa data, para implementação e preservação do parque. “Hoje é um dia muito importante, é o dia que vocês comprovam que a luta vale a pena”, afirmou o governador enquanto abraçava o homenageado Guto Gomes.

Além do governador e da primeira-dama, Ilza Queiroz, estiveram presentes ainda à cerimônia os secretários de Meio Ambiente, Eduardo Brandão; de Turismo, Luiz Otávio Neves; Particular do Governador, Bolivar Rocha e de Publicidade, Abimael Nunes; o presidente substituto do Ibram, Nilton Reis; os deputados federais Erika Kokay e Roberto Policarpo; o deputado distrital Evandro Garla; o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Roberto Carlos Batista e o comandante do batalhão de Meio Ambiente da Polícia Militar tenente-coronel, entre outras autoridades locais.


3 de setembro de 2011

Manifestantes organizam protesto contra corrupção para o 7 de Setembro

Para não se sentir assim, participe da marcha no dia 7 de setembro!

Indignados com a decisão do plenário da Câmara dos Deputados de absolver a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato, os brasiliense já preparam uma manifestação contra a corrupção, marcada para a próxima semana, durante as comemorações do 7 de Setembro.

Intitulada de “Marcha contra a corrupção”, o evento foi criado nesta quarta-feira (30) na rede social Facebook e já conta com quase 10 mil participantes confirmados. Luciana Kalil, uma das organizadoras do evento, indaga: “a Jaqueline Roriz foi absolvida por 265 deputados que agem e são como ela. Até quando vamos aguentar esse tipo de noticia sem fazer nada? Até quando vamos aceitar que o voto desses deputados seja secreto?”.

A idéia do evento é que os participantes usem nariz de palhaço, apitos, cartazes e outros adereços que demonstrem indignação contra a corrupção durante o desfile de 7 de Setembro. “Vale lembrar que o evento é apartidário. Nós, o povo, não temos siglas partidárias e nem sindicatos. Se a luta contra a corrupção é nossa, não vejo razão para levantarmos bandeiras de partidos na manifestação. Não carregue bandeira de nenhum partido, a bandeira que devemos carregar é apenas a do Brasil que é o nosso interesse em comum”, pede a organizadora.

Relembre – Em votação secreta, o plenário da Câmara dos Deputados absolveu em 30 de agosto, por 265 votos a 166 e 20 abstenções, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato.

Os parlamentares rejeitaram relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pedia a perda de mandato de Jaqueline, após a revelação de um vídeo em que ela aparece recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. A gravação foi feita em 2006, mas foi divulgada no início deste ano.

Para que Jaqueline perdesse o mandato, era necessária a concordância da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 votos (mais da metade dos 513 parlamentares da Casa). Se a cassação tivesse sido aprovada, Jaqueline ficaria inelegível por oito anos.


STJ mantém o bloqueio dos bens de Agnelo Queiroz

Fonte: STJ

Em extensa e fundamentada Decisão publicada no Diário da Justiça de 01/09/2011, o Ministro Castro Meira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve o bloqueio dos bens de todos os réus na Ação civil pública de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal para investigar atos relativos ao emprego de verbas públicas na realização dos Jogos Pan-Americanos (Rio/2007). Dentre os réus, figura o então Ministro dos Esportes e hoje Governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz.
O Ministro determinou ainda que se mantenha a liminar que autorizou exclusivamente o desbloqueio dos salários do Governador até nova análise, e que o processo seja julgado pela 21ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro onde foi proposta, e não pelo STJ, como pretendia um dos réus. Leia a íntegra da Decisão.

2 de setembro de 2011

Não queremos um Centro Metropolitano no Guará

Como morador do Guará, fico indignado em perceber que nossa cidade a cada dia se desfigura mais. Agora querem construir um Centro Metropolitano, modelito Setor Sudoeste. E o IBRAM já se apressou em aprovar a criação de mais essa área residencial no Guará II (entre o SESI e o Posto de Sáúde, em frente à QE 19 e 17). A negociata já está em fase de audiência pública. Todos nós sabemos que mais prédios provocarão maiores engarrfamentos e todos os problemas oriundos do inchaço urbano como a violência e os assaltos. Até quando permitiremos passivos essa descaracterização de nossa outrora pacata cidade?

Um abraço do Adolpho Fuíca

1 de setembro de 2011

''Minha vida sem carro pela primeira vez''

“Queria deixar aqui este registro para que vocês também pensem na possibilidade de viver sem carro. É a única forma de São Paulo sair deste sufoco de congestionamentos e poluição”. O comentário é do jornalista Ricardo Kotscho em seu blog, 26-08-2011.

Numa época em que muita gente sonha em comprar seu primeiro carro, eu só pensava em vender o meu último. Pensava, pensava e, na hora, desistia.

Desde o dia em que completei 18 anos, nunva vivi um dia sem carro próprio. Tinha acabado de entrar na faculdade, e ganhei o primeiro da minha mãe, que trabalhava na DKW-Vemag , tirava carro com desconto.

Sou de uma época e de uma geração em que as pessoas não podiam imaginar a vida sem ter um automóvel na garagem. Quem podia comprava carro muito antes de pensar na casa própria.

Hoje, será meu primeiro dia literalmente a pé. Na tarde desta quinta-feira, 25 de agosto, cinquentenário da renúncia do Jânio, entreguei minha TR-4 2008, novinha, só com 15 mil quilômetros rodados, ao Nico, amigo de um dos meus genros, que tem uma loja de automóveis na famosa boca da Barão de Limeira velha de guerra, onde ficam a "Folha" e os muitos bares da vida por onde andei quando trabalhei lá.

O Nico até estranhou ao vê-lo porque, embora já tenha três anos de uso, parecia ter acabado de sair da revendedora. Até os pneus estão novos. O leitor poderá me perguntar: e eu com isso? Está querendo me vender teu carro? Não, apenas queria deixar aqui este registro para que vocês também pensem na possibilidade de viver sem carro. É a única forma de São Paulo sair deste sufoco de congestionamentos e poluição.

Estou fazendo a minha parte. Fui deixando o carro aos poucos, mais parado no estacionamento do que andando, um tanto por preguiça de dirigir, e também por medo, confesso.

Depois de viver algum tempo fora, na Alemanha, em Curitiba e Brasília, não consegui mais me acostumar com o trânsito cada vez mais maluco desta cidade, os motoboys enlouquecidos, sem lugar para estacionar, todo mundo nervoso, malacos rondando os cruzamentos, faróis quebrados, assaltos e aquilo tudo que os paulistanos enfrentam todos os dias.

Acostumei-me a fazer a maior parte das coisas de que preciso a pé e descobri que é possível, sim, viver sem carro. Em último caso, pego um táxi ou chamo a ambulância. Tenho 35 mil motoristas à minha disposição em São Paulo, sem falar em ônibus, metrô...

Nos últimos tempos, só tirava o carro da garagem para sair de São Paulo, ir para o sítio ou a praia. Não me conformava com o desperdício de dinheiro - impostos, taxas, estacionamento, etc - sem quase utilizar o dito cujo.

Agora que estou livre dele me sinto mais leve.