29 de outubro de 2010


Confira a matéria sobre o II Seminário de Gestão Integrada de Riscos Ambientais relativos a Produtos Perigosos realizado pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

26 de outubro de 2010

CARTA DE MARINA SILVA A DILMA ROUSSEF E JOSÉ SERRA


Prezada Dilma Roussef,
Prezado José Serra,


Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que dispensaram às propostas e ideias contidas na “Agenda para um Brasil Justo e Sustentável” que nós, do Partido Verde, lhes enviamos neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade, entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que esse processo alcance os melhores resultados.

Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos, acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha candidatura: debater o futuro do Brasil.

Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.

Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro.

É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras.

Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil, vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB.

Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências.

Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guarda-chuva do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.

Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum.

A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos desafios, novas demandas, especialmente por participação política.

Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.

Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história.

Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.

Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente.

Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país.

Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos, inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil.

Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras.

Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.

E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. São inspiração para o mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.

Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos mais diversos setores da sociedade revela uma diferença fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas pré-colocadas e excludentes, o cidadão vota “contra” um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.

A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio deste século, que é global e nacional.

Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza.

O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência, mas por um salto civilizatório, de valores.

Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do que apenas o acesso crescente a bens materiais.

O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.

É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza.

É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo. Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo.

E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a marca mais resistente da história brasileira em todos os tempos, em que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos, que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24 milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões de pessoas.

A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica, com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir essa consciência como formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta deles.

Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial. Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no campo e na floresta.

Parte importante da nossa população atualizou seus desafios, desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento material.

Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase atribuída a Victor Hugo: “Nada é mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou”.

O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios.

Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.

Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do pais. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política.

De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.

Com Dilma Roussef, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico, na questão do licenciamento ambiental para petróleo e gás e em outras ações conjuntas.

Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o país a avanços importantes nas duas últimas décadas.

Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o país para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil. Sem esconder as divergências, vocês podem transformá-las no conteúdo do diálogo, ao compartilhar idéias e propostas, instaurando na prática uma nova cultura política.

Peço-lhes que reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar.

Espero que retenham de minha participação na campanha a importância do engajamento dos jovens, adolescentes e crianças, que lhes ofereçam espaço de crescimento e participação. Que acreditem na capacidade dos cidadãos e cidadãs em desejar o novo e mostrar essa vontade por meio do seu voto. Que reconheçam na sociedade brasileira uma sociedade adulta, o que pressupõe que cada eleitor escolha o melhor para si e para o país e o expresse, de forma madura, livre e responsável, sem que seu voto seja considerado propriedade de partidos ou de políticos. Pois, como repeti inúmeras vezes no primeiro turno, o voto não era meu, nem da Dilma, nem do Serra. O voto é e sempre será do eleitor e de sua inalienável liberdade democrática.

Esta é minha contribuição, ao lado das diretrizes de programa de governo que são um retrato do amadurecimento de quase 30 anos de construção do socioambientalistmo no Brasil. Espero que a acolham como ela é dada, com sinceridade. A utopia, mais que sinal de ingenuidade, é mostra de maturidade de um povo cujo olhar eleva-se acima do chão imediato e anseia por líderes capazes de fazer o mesmo.

Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa rica e generosa nação.


Marina S.

22 de outubro de 2010

MARINEIROS COM DILMA

Estivemos com Marina Silva no primeiro turno, porque buscamos uma alternativa política para o Brasil capaz de afirmar uma conduta pública marcada pela ética na política, em favor de uma política econômica que supere definitivamente a miséria e a concentração de renda e que redirecione o próprio modelo social com base na sustentabilidade. Nos orgulhamos de uma campanha que ofereceu uma contribuição efetiva ao País e que, mesmo com um tempo mínimo de propaganda eleitoral no rádio e na TV, conseguiu enfrentar as máquinas eleitorais montadas com o apoio do Estado, dos partidos tradicionais e do grande capital.

A votação recebida por Marina Silva expressa, basicamente, um claro sinal de que parcelas expressivas da população não toleram mais o jogo de cena, as alianças sem programa, os acordos que visam apenas a repartição do poder, a corrupção endêmica que abala as instituições, o oportunismo eleitoral e a demagogia que amesquinham a própria política. Os quase 20 milhões de votos que alcançamos sinalizam, ainda, que o Brasil precisa de uma agenda socioambiental séria e que este tema, antes circunscrito a pequenos grupos de ativistas ambientais e à intelectualidade, já possui apelo popular entre nós.

Por conta de tudo aquilo que a candidatura de Marina Silva representou, vivemos a generosa experiência da militância de centenas de milhares de apoiadores em uma campanha que nos ofereceu de volta o espaço da paixão pelas ideias, ao invés da promessa de cargos ou de qualquer expectativa de benefício pessoal. Talvez por conta disso, enfrentamos o sectarismo de muitos que se julgam o “sal da terra” e mesmo Marina – que jamais agrediu ou desrespeitou
seus adversários – foi tratada primeiro com desprezo, depois com a costumeira intolerância que acompanha a trajetória da antiga esquerda como uma sombra.

No próximo dia 31, entretanto, esta antiga esquerda se defronta nas urnas com a direita de sempre. Melhor seria para o Brasil que ambas as posições tivessem avançado em seus pressupostos e firmado compromissos mais nítidos em torno de programas de governo. Como se sabe, este não foi o resultado do processo eleitoral. Pelo contrário, somos testemunhas
de uma radicalização da disputa, marcada por acusações, boatos e calúnias. A candidatura de José Serra, neste particular, tem se mostrado insuperável e é repugnante que tenha transformado o preconceito em seu principal aliado.

Ao mesmo tempo, é preciso afirmar um caminho que aponte para um futuro de mais inclusão social e de maior sensibilidade com a realidade dos milhões de brasileiros que seguem à margem da própria cidadania. Entendemos que um eventual governo da coligação PSDB-DEM afastaria o Brasil destes grandes desafios, privilegiando os compromissos do “Estado Mínimo” e o discurso repressivo do tipo “Lei e Ordem”. Por isso, a opção representada por Dilma nos parece a mais adequada para impedir um retrocesso histórico cuja conta será paga pelos mais pobres. No mais, a resposta oferecida por Dilma ao documento enviado por Marina às duas candidaturas que disputam o segundo turno foi a que mais se aproximou das nossas propostas, o que nutre expectativas de que Dilma poderá incorporar em seu governo vários dos compromissos da agenda socioambiental que defendemos.

Com base nesta avaliação, conclamamos todos os que apoiaram Marina a uma participação ativa nesta reta final da campanha em favor da candidata Dilma Rousseff.

Luciano Zica, Ex-Deputado Federal por São Paulo
Marcos Rolim, Ex-Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Pedro Ivo Batista, Coordenador da Rede Brasileira de Ecossocialistas
Paulo Lima (Polô), Socioambientalista, Fortaleza, Ceará
Rubens Gomes (Rubão), Músico, Sociambientalista, Manaus, AM
Rogério Rocco, Advogado e Ambientalista, Rio de Janeiro, RJ
Renata Florentino, Socióloga - Campinas/SP
Thiago Alexandre Moraes, socioambientalista e militante de juventude, São Paulo
Juarez de Paula, Sociólogo, Consultor especialista em Desenvolvimento Local, Brasília,DF
Guto Gomes, Membro do Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal
André Lima, Advogado e Colaborador da Frente Parlamentar Ambientalista, Brasília, DF
Muriel Saragoussi, Militante das causas socioambientais
Renato Ferreira, Advogado e Ecologista, Porto Alegre, RS
João Paulo, Analista Ambiental, Brasília, DF
Gilberto Santana, Sindicalista, Salvador, Ba
Jaqueline Oliveira Silva, Professora da URGS, Porto Alegre, RS
Erlando Alves da Silva Melo, Servidor Público Federal, Brasília, DF
Otto Ramos, Prof. História, Contagem-MG
Henyo Trindade Barreto Filho, Sociambientalista, Brasília, DF
Luís Fernando Merico, Socioambientalista, Santa Catarina
Adolpho Fuica, Ambientalista, Brasília, DF
Solange Ikeda, professora universitária, Mato Grosso
Álvaro Suassuarana da Silva - Manaus/AM
Guilherme Gomez Meldau - Cuiabá/MT
Lucas Brandão, Mestrando em Sociologia pela USP. Ex-coordenador da APG (Associação dos Pós-Graduandos da USP - gestão 2009)
Amanda Lemos, Estudante de jornalismo pela PUC-SP
Mauro Soares Pereira, Grupo de Apoio ao Meio Ambiente / Alto Paraíso de Goiás.
Marcelo Aiub de Mello, Eng. Florestal - Presidente da OSCIP Instituto Vivá Amazônia/PA
Jorge Moreira Filho, Eng. Agrônomo - Vice-Presidente da OSCIP Instituto Vivá Amazônia/PA
Rose Daise Melo Nascimento, Pisicóloga - Prefeitura Municipal de Barcarena/PA
Tobias Brancher, Eng. Florestal - Diretor da Florestas Engenharia
Marcelo Martins, Eng.Civil - Conselheiro Fiscal do Instituto Vivá Amazônia/PA
Francisca Eleni, Engª Florestal - Programa Pará Rural/PA
Alex Moura Feio, Técnico em Geomática/IEFT/PA
Everardo de Aguiar Lopes, Ex-membro do Diretório Nacional do PT
Fidelis Paixão, advogado ambientalista membro do Forum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais
Jefferson Sooma - Ativista Cultural, Brasília, DF
Tânia Maria de Oliveira, Advogada e Servidora Pública Federal, Brasília, DF
Henrique Resende Sabino
Bárbara Batista, Publicitária e militante da Rede Ecossocialista
Leo Cabral, Socioambientalista e Ativista Cultural
João Francisco, Mestre em Ciência Política e Fundador do Movimento Extramuros, Brasília, DF
Pedro Piccolo Contesini, Estudante de Sociologia da Universidade de Brasília
João Suender Moreira – Biólogo, Mestre em Genética e Biotecnologia - Especialista em Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Bira Dias, Fotógrafo, Santa Catarina
Ana Valéria Holanda da Nóbrega, Turismóloga, Historiadora e Ambientalisata, Fortaleza, Ceará
Hathos Garcia Dias, Minas Gerais
Felipe Vaz, Ambientalista
Marinês Carneiro de Almeida, Servidora Pública Federal, Mato Grosso
Angelo José Rodrigues Lima, Biólogo, Mato Grosso
Rafael Peixoto, Bancário, Brasília, DF
Larissa Barros, socióloga, consultora especialista em tecnologias sociais, Brasília, DF
Neusa Helena Rocha Barbosa, Educadora Ambiental e sociambientalista, Brasília, DF
Roberto Lennox, Sociambientalista, Brasília-DF
Marines Carneiro de Almeida, Servidora Pública Federal
Marcela Monteiro, Sociambientalista, Goiânia, GO
Valmiro Batista do Nascimento, Ambientalista, Goiânia, GO
Jackson Bispo, Goiás, GO
Gilberto Lopes Farias, Sociambientalista, Aparecida de Goiânia, GO

Edilson Pereira Lima, Ativista Cultural, Brasília, DF
Maria Eugênia, Ativista Cultural, Brasília, DF
Tatiana Moraes, Gestora Ambiental, Brasília, DF
Priscila Rose, Administradora e Sociambientalista, Brasília, DF
Marina Minari, São Paulo, SP
Soraia Silva de Mello, São Paulo, SP
Villi F. Seilert Sustentat, Brasília/DF
Elizabeth Maldonado Roland
Uriban Xavier, Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFC, Fortaleza, Ceará
Analise da Silva, Profa. Adjunta - FAE UFMG
Jonas Bertucci, Economista
Beatriz Furtado, Ativista Cultural e Professora da UFC, Fortaleza, CE
Fábio Nolasco, Socioambientalista
Diogo Damasceno Pires, Miliante do Coletivo Jovem de Goiás
Nadia Campos, Música, Compositora, Belo Horizonte, MG
Jane Maria de Medeiros, Jornalista, Produtora Cultural, Belo Horizonte, MG


Novas adesões: marineiroscomdilma@gmail.com


13 de outubro de 2010

20 horas de bike no DF




Por Adolpho Fuíca

No próximo dia 26 de outubro será comemorado o Dia Oficial do Ciclista no Distrito Federal. Para celebrar a data, o grupo Pedal Noturno DF realizará o 3º Desafio 20 Horas de Ciclismo de Brasília.

As inscrições já estão abertas e se encerrarão tão logo sejam alcançados 350 participantes. Em 2009, foram 300 inscritos e seis equipes ficaram de fora… Então é bom que a galera que curte o pedal fique ligada!

Outra novidade é que este ano as inscrições são terceirizadas, então nada de jeitinhos, de trocas de ultima hora.... organização é a ordem.
Cada equipe deve nomear um capitão, que fará a inscrição da equipe e receberá o boleto bancário para pagamento (R$ 40,00 por participante).

O capitão da equipe receberá, antes da largada, as placas e chips da equipe mediante a entrega dos Termos, que devem estar totalmente preenchidos e com todas as assinaturas, inclusive a autorização para menores.

Cada participante receberá um número, o que possibilitará o controle de voltas... claro que isso depende da colocação correta do chip na bike e passagem pelo sistema de controle em baixa velocidade (uma exigência da direção da prova, que se reserva o direito de desconsiderar a volta caso a norma acima não seja obedecida).

De acordo com a organização, serão contratados seguros de vida para todos os participantes da prova.

Todos os inscritos receberão medalha de participação. Não há premiação, pois não é uma competição. Trata-se de uma prova de superação pessoal.

Vai rolar a camiseta da prova??? Claro que vai rolar, mas somente para os 200 primeiros a efetivar a inscrição. A efetivação se dá mediante a confirmação do pagamento da inscrição da equipe.

A largada será no estacionamento nº 4 (único evento no local) às 16 horas (horário de verão) do dia 23 de outubro, sábado, com término ao meio dia de domingo, dia, 24.

Pode montar tendas e barracas??? Pode, mas este ano sera fornecido um mapa do evento para facilitar a organização do espaço.

Pode propaganda de patrocínios de equipes? Pode, mas devem se restringir aos limites da tenda da mesma, não interferindo na área dos apoiadores da prova.

Apóiam a prova:

Hotel Metropolitan Flat,

UTI Vida

Corpus Studio de Pilates

ONG Rodas da PAZ

Administração do Parque da Cidade

Administração de Brasília

SSP/DF

Lembramos que o PNDF não visa lucros e que a direção da prova não é remunerada, faz porque gosta e pronto, então segura a onda e guarda a energia para o pedal.... afinal são 20 horas...

Mais informações no portal do PNDF:

http://www.pedalnoturnodf.com.br



Foto: Marilda

4 de outubro de 2010

viva os animais! viva a democracia participativa!

Hoje, dia 4 de outubro, comemora-se o dia mundial dos animais, em homenagem a São Francisco de Assis, que dedicou sua vida a eles. Gostaria de aproveitar essa data, para reafirmar aqui meu compromisso moral de lutar pelos direitos de todos os animais, que muitas vezes são vítimas de abusos cometidos por seres humanos e vítimas de uma legislação falha, omissa e perversa.

Também hoje Brasília acordou sabendo quais serão seus próximos deputados distritais. Infelizmente, não estou na lista dos 24 eleitos. Mas não desanimo. Reafirmo aqui todos os meus ideais de campanha, que aliás, não são apenas de campanha, são ideais de vida.

Sim, a luta pela implantação de parques no Distrito Federal, o apoio incondicional aos direitos dos ciclistas e um novo modelo de mobilidade urbana, tal como a luta constante pelos direitos dos animais - continuam na minha pauta.

Creio que a sociedade civil organizada é muito forte e poderosa. Apesar de não ter conseguido, nesta oportunidade, eleger-me parlamentar para batalhar por essas causas, tenho força e ombridade para seguir firme, amparado pelos mesmos princípios éticos e morais.

Agradeço de coração a todos aqueles que acreditaram e continuam acreditando que unidos faremos a diferença. Continuarei a usar os endereços eletrônicos do blog e do site (www.adolphofuica.blogspot.com e www.fuica.com) como um espaço livre para concebermos novas idéias e sugestões para a criação de políticas públicas.

A democracia participativa é a arma que temos agora para continuar seguindo em busca de nossos anseios. Por mais flores que os vilões tentem nos roubar, jamais conseguirão deter a primavera. Pois o futuro nos pertence.

E lembre-se: não apenas hoje, mas todos os dias, nunca deixe de ajudar a um animal que precise. Ele lhe será grato por toda a vida.

Um abraço fraterno do

ADOLPHO FUÍCA

30 de setembro de 2010

vote consciente, vote verde!


Agora, na reta final da campanha, agradeço de coração a todos os que sempre acreditaram em nossas propostas e aos que comungam com a seriedade de nossos ideais. Chegou a hora, minha gente! Vamos todos, com muita determinação, aproveitar cada segundo que falta até o dia 3 de outubro para conscientizar as pessoas de que o grande instrumento para a melhoria de nossas vidas é o voto! vamos todos juntos votar pela ética, pela ficha limpa, pelo apoio aos ciclistas, pelos direitos dos animais, pela implantação de parques! Com muita garra e orgulho, vamos votar verde! votar Marina Presidente! Adolpho Fuíca Distrital! André Lima Federal! Eduardo Brandão Governador!

Saudações verdes!

ADOLPHO FUÍCA - 43043 - Distrital

28 de setembro de 2010

Dilma cai nas pesquisas e Marina cresce

Resultados da pesquisa de opinião do Instituto Datafolha revelam que a candidata DILMA Rousseff (PT) à Presidência da República sofreu queda de três pontos percentuais a seis dias da eleição. A pesquisa foi feita ontem (27) e na comparação com a pesquisa anterior (ocorrida nos dias 21 e 22), o tucano Serra cresceu um ponto percentual, enquanto a verde MARINA ganhou dois pontos.

Para ser eleita em primeiro turno Dilma precisa ter 50% mais um dos votos válidos (resultado descontado os votos brancos e nulos). Mantida a tendência de queda de Dilma Rousseff, poderá haver segundo turno para eleição presidencial, marcado para 31 de outubro.

Conforme o Instituto Datafolha, a margem de erro amostral da pesquisa é de dois pontos percentuais. Essa margem de erro torna mais difícil o prognóstico dos resultados da eleição de domingo (3), uma vez que Dilma Rousseff poderá ter entre 49% e 53% dos votos válidos.

Segundo o levantamento, os demais candidatos à Presidência da República – Ivan Pinheiro (PCB), Zé Maria (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelis (PRTB), Plínio Sampaio (P-SOL) e Rui Pimenta (PCO) – não alcançaram 1% das intenções de voto. O percentual de indecisos é de 7%; e 3% declararam votar nulo ou em branco.

A pesquisa foi feita em 202 municípios e entrevistou 3.180 pessoas. O Datafolha registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 32913/2010.
Fonte: Correio Braziliense

27 de setembro de 2010

Passeio Ecológico no Parque do Recanto das Emas

Confira aqui uma reportagem sobre o passeio ecológico realizado no último sábado (25) por cerca de 250 estudantes do Centro de Ensino Médio 804, no Recanto das Emas. Monitorados de perto por professores e agentes da Polícia Ambiental, que garantiram a segurança, os alunos puderam conhecer as trilhas e se refrescar na cachoeira do Parque Monjolo, numa manhã de muita alegria e educação ambiental sobre o Cerrado. Parabéns a todo o pessoal do CEM do Recanto.

Saudações do ADOLPHO FUÍCA – Dep. Distrital 43043



24 de setembro de 2010

Ficha Suja é pouco

Se nem o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não conseguiu alavancar de vez a Lei da Ficha Limpa e dar um basta na trajetória dos políticos de ficha suja, mais do que nunca cabe a você, eleitor, dar sua resposta e sua decisão nas urnas. Digite certo o seu futuro. Não vote nesses assaltantes do dinheiro público.


Saudações verdes!


ADOLPHO FUÍCA - 43043 - O Distrital da Marina Silva


Segue a lista dos políticos ficha-suja no Distrito Federal por ordem alfabética:


Agaciel Maia 36.123 (PTC)

Nada demais. Apenas sonegou uma casa avaliada em 6 milhões. Diretor de senado, passa pano de senadores corruptos há mais de 20 anos. Vote nele e ajude-o a comprar uma nova mansão.


Alírio 23456 (PPS)

Discreto, mas citado pela PF na Lista do PDOT.


Aylton Gomes 22.193 (PR)

Começamos a lista com um típico e ignorante político corrupto. Esse citado pela CPI da CODEPLAN como um dos grandes beneficiados. Aylton Gomes aparece numa das conversas em que aparecem Durval Barbosa, Arruda e o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel.


Batista das Cooperativas 44015 (PRP)

Participou da cooperativa ARRUDA. Citado na listinha do PDOT.


Benedito Domingos 11.234 (PP )

Citado em diversos casos da Operação Caixa de Pandora - Esteve Com Roriz e Arruda, Demagogo. Em depoimento, Durval Barbosa disse que Benedito recebeu R$ 6 milhões para apoiar a campanha do governador Arruda. Ele também é citado em conversade José Geraldo Maciel como beneficiário de dinheiro que lhe seria entregue pelo conselheiro Domingos Lamoglia.


Benício Tavares 15.444 (PMDB)

Envolvido no escândalo da exploração sexual de crianças e adolescentes na Amazônia em 2004, envolvido direto na lista PDOT, Caixa de Pandora... entre outras diversas falcatruas. Se faz de frágil, mas é um verdadeiro corrupto. Impugnado pelo TRE.


Berinaldo Ponte 11.222 (PP)

Mais um picareta citado na CPI da CODEPLAN, argumentativo (será) come pelas beiradas pra segurar o seu pedaço da pizza.


Bispo Renato Andrade 22.122 (PR)

Como muitos "bispos" no nosso país, ricos e envolvidos em listas macabras. Citado pela PF na lista do PDOT.


Cristiano Araújo 14.014 (PTB)

Impugnado pelo TRE enquadrado pela LEI FICHA LIMPA por obrigar os seus funcionários a votarem nele nas eleiçõesde 2006. Sempre a favor de empresas fraudulentas como Linknet.


Dr. Charles 14.141 (PTB)

Seja paciente dele, deixe ele diagnosticar seu dinheiro. Citado pela PF na lista do PDOT.


Eliana Pedrosa 25.000 (DEM)

Citada pela PF na lista do PDOT - Citada na listinha de ARRUDA. Ficou ao lado de Arruda até depois de sua prisão.


Geraldo Naves 25010 (DEM)

Um cidadão Barra Pesada na nossa sociedade. Foi preso por atrapalhar as investigações da operação Caixa de Pandora. Sentiu um pouco na pele o que todos os seus parceiros merecem.


Jaqueline Roriz 3320 (PMN)

Eita família "impugnada" Tambem Citada pela PF na lista do PDOT.


Paulo Roriz 25.123 (DEM)

Seu nome está na lista do PDOT, oferece lote de maneira irregular para quem vota nele. Demagogo.


Pedro do Ovo 44.044 (PRP)

Esse merece até uma ovada. caixa de Pandora, esquema CODEPLAN, recebia mensalmente para ser um parasita na nossa política. Pedro do Ovo foi um dos dois suplentes afastados das votações relativas ao impeachment e à CPI da Corrupção por determinação da Justiça do Distrito Federal.


Raimundo Ribeiro 45.678 (PSBD)

Citado na famosa lista PDOT. Fala demais dos outros, mas não se mostra honesto.


Roberto Giffoni 2577 (DEM)

Ex-corregedor e citado na CAIXA DE PANDORA - esse é um dos homens de confiança de ARRUDA. imaginem o que ele fará com seu voto. Tambem citado no esquema da CODEPLAN.


Rôney Nemer 15.154 (PMDB)

Citado em conversa gravada em que o então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, diz que ele recebia R$ 11,5 mil do assessor de imprensa Omézio Pontes.


SÓ PARA NAO ESQUECEREM OS QUE JA ESTÃO FORA (AINDA BEM):


Eurides Brito, Leonardo Prudente, Júnior Brunelli, Wilson Lima,

Rogerio Ullysses, ARRUDA, PAULO OCTAVIO


23 de setembro de 2010

Currículo do Adolpho Fuíca


Agora, na reta final da campanha eleitoral, é possível tirar algumas conclusões. Eu, ADOLPHO FUÍCA, considero que nossa campanha foi construída e embasada sob valores sólidos como a ética, a ficha limpa, o compromisso com a preservação do meio ambiente, o apoio incondicional aos direitos dos ciclistas, dos animais e a luta pela implantação de parques.

Por isso, mostro minha cara sem medo. Acredito que foi dessa forma que pudemos edificar os marcos referenciais como os objetivos, as metas, as visões estratégicas, os conceitos, os planos e as ideologias.

Assim como a senadora Marina Silva, eu defendo valores humanos na política, porque estou certo de que vem daí sua reputação internacional crescente, o que não se pode dizer dos outros
candidatos, que representam "o velho modelo", o modelo de aceleração
do crescimento a qualquer custo, o modelo que está destruindo o mundo.

Um abraço.

Adolpho Fuíca

22 de setembro de 2010

Dia Mundial Sem Carro será comemorado durante uma semana no DF

Para comemorar o Dia Mundial Sem Carro, lembrado HOJE, dia 22 de setembro, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) promove, desde segunda-feira (20/9), a Semana da Mobilidade que terá atividades com o objetivo de estimular formas solidárias e sustentáveis de deslocamento. De acordo com o presidente do Ibram, Gustavo Souto, o debate sobre a alternativa de transporte já está bastante atrasada em Brasília, por isso o incentivo da conscientização nesta semana.

As atividades de conscientização estão programadas para o restante da semana. A primeira, o 2ª Desafio Modal, começou às 7h da manhã desta segunda-feira e consistiu na conclusão de um percurso, iniciado no Guará, com diferentes modos de transporte. Segundo Gustavo, bicicletas, motos, táxis e a combinação de transportes, como bicicletas e metrô, estiveram entre as alternativas para o trajeto.

Cerca de 30 pessoas participaram do desafio que testou as dificuldades, o nível de poluição e estresse dos integrantes. O diretor explica que as motos concluíram a prova em primeiro lugar, em seguida chegaram as bicicletas. "A ideia não era uma corrida, o objetivo é ver como seria o dia a dia com transportes alternativos", explica Gustavo Souto.

Ontem, terça-feira (21/9), houve uma exposição na Câmara dos Deputados sobre o assunto. Hoje, no Dia Mundial Sem Carro, está prevista um pedalaço com início na Estrada Parque Taguatinga até o Museu da República, com o apoio da associação Rodas da Paz. Depois, às 10h, será inaugurado o bicicletário do Ibram, que terá a participação do governador do Distrito Federal, Rogério Rosso.

O diretor do Ibram, Gustavo Souto, também afirmou que a ideia da instituição era fazer com que o metrô e os ônibus tivessem as taxas reduzidas no dia 22 como forma de incentivar o uso dos transportes alternativos. "Pedimos ao governador a gratuidade do metrô e a redução das tarifas dos ônibus. Os ônibus sabemos que é mais complicado e no metrô teria que ser assinado um decreto", afirma Gustavo.

Para o diretor, Brasília está atrasada no debate de transporte alternativos. "A questão do trânsito é insustentável na cidade. E parece que o uso e a compra de veículos é maior e mais estimulada a cada dia", explica Gustavo Souto.

Programação

20/9 (segunda-feira) - 2º Desafio Intermodal, 7h
21/9 (terça-feira) - Exposição de fotos, textos e bicicletas no Espaço do Servidor (Anexo 2 da Câmara dos Deputados), a partir das 10h30
22/9 (quarta-feira) - Pedalaço na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) até o Museu da República, a partir das 7h
22/9 (quarta-feira) - Inauguração do bicicletário do Ibram, 10h
22/9 (quarta-feira) - Debate na Controladoria Geral da União (CGU), das 14h30 às 16h
23/9 (quinta-feira) - Exibição de vídeos sobre ao ar livre e mobilidade urbana no Museu da República
24/9 (sexta-feira) - Bicicletada saindo do Museu da República, às 18h30
26/9 (domingo) - Encerramento e passeio ciclístico saindo do Museu da República, às 9h

fonte: Correio Braziliense


21 de setembro de 2010

Um tributo a Ezechias Heringer



O Parque Ecológico Ezechias Heringer, mais conhecido como PARQUE DO GUARÁ, está localizado na QE 23, Área Especial do Guará II, ao lado do SESI e possui área de 306 hectares – um patrimônio de todos os cidadãos, a 12 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto. O local vive sob constante ameaça pois acumula acumula problemas de ocupação irregular, invasão e degradação ambiental.

Após muita luta pela legitimação de áreas exclusivas do Parque, foi publicada a Lei 1826, de 13 de janeiro de 1998, que criou oficialmente o Parque Ecológico Ezechias Heringer, em homenagem ao pesquisador que identificou muitas espécies de orquídeas em todo o território do DF.

Saudações verdes!

ADOLPHO FUÍCA - 43043 - O Distrital protetor dos Parques




20 de setembro de 2010

Em defesa do Guará


Sou geógrafo, professor da Fundação Educacional do Distrito Federal, consultor em meio ambiente com 25 anos de experiência e morador do Guará, onde sou presidente da Associação de Amigos e Protetores do Parque do Guará (SAPEG). Defendo a implantação definitiva do Parque Ecológico do Guará e melhorias para a nossa cidade, que sem dúvida, merece o desenvolvimento, mas não de qualquer jeito.

Os inúmeros edifícios de até 28 andares espalhados pela cidade não significam qualidade de vida para a população. Ao contrário, além de agredir a urbanística e não estar de acordo com o Plano Diretor Local (PDL) original, comprometem a qualidade de nossos córregos e ameaçam a sobrevivência de importantes nascentes. Proponho criar mecanismos de defesa para nossos mananciais e patrimônios hídricos, que não podem se tornar reféns da especulação imobiliária.


Não é novidade que a saúde pública do DF está um caos, mas a situação do Guará é das mais alarmantes. Enquanto o Ministério Público investiga casos de desvio de verbas na Regional de Saúde, a população local sofre com a falta de atendimento. Nos postos de saúde, a fitoterapia foi abandonada e os tratamentos alternativos com frutos e plantas medicinais do cerrado foram deixados de lado, justamente numa época em que a Universidade de Brasília (UnB) comprovou por meio de pesquisas, o enorme potencial de cura de frutos como o jatobá, pequi, fava d’anta e muitos outros.


Defendo com veemência o aproveitamento culinário-farmacêutico dos frutos de nosso bioma, nossa riqueza maior.


A questão da mobilidade urbana também será vista com carinho no meu mandato como deputado distrital. A frota de automóveis no DF já ultrapassou o limite suportável e a bicicleta é uma alternativa real, ecologicamente correta e que merece ser tratada de forma justa pelos governantes. Estarei em busca de melhores condições para o ciclista. A ideia é criar uma espécie de Linha Verde cicloviária.Vamos implantar ciclovias interligadas com o Parque do Guará para a livre circulação do trabalhador que utiliza a bicicleta como meio de transporte e transformar os ciclistas profissionais em verdadeiros agentes do meio ambiente, com legitimidade e poder para denunciar queimadas criminosas e fiscalizar áreas de Proteção Permanente (APPs).


Vamos juntos buscar alternativas para uma melhor qualidade de vida em nossa querida cidade!


ADOLPHO FUÍCA – 43043 – O Distrital do Guará